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Galinha escapa do matadouro após cair de um caminhão


Em North Devon, na Inglaterra, uma galinha escapou do matadouro após cair de um caminhão. O motorista não percebeu o que aconteceu, mas uma senhora de passagem pelo local, sim. Ela foi a única pessoa que se preocupou com a pequena ave caída e tremendo a poucos metros de uma rodovia nas imediações de Rose Ash.

Depois de recolhê-la, ela ligou para a organização British Hen Welfare Trust, que garantiu um novo lar para a galinha. “Devo agradecer à gentil senhora que recolheu Branca de Neve quando tantos outros passaram por ela e não fizeram nada. Ela não tem ideia do quanto é sortuda, mas agora está sendo mimada em minha casa”, informou Jane Howorth, fundadora da BHWT, ao North Devon Gazette.

Todos os anos a entidade encontra novos lares para milhares de galinhas poedeiras que seriam abatidas após a queda na produção de ovos*. Jane destaca que, se não fosse a intervenção da senhora que preferiu não se identificar, Branca de Neve teria sido morta e reduzida a algum produto disponibilizado em bandejas em algum mercado.

Fonte: Vegazeta 

Foto: BHWT


NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

A crueldade por trás dos ovos


O ovo é considerado atualmente o segundo alimento mais completo, ficando atrás apenas do leite materno. Ele está presente em várias receitas do cotidiano*, mas o que se omite é sua cruel e desumana produção.

Pintinhos machos são triturados ainda vivos

Esses pintinhos foram selecionados para morrer por serem machos, sendo mortos logo ao nascer, evitando assim custos com sua alimentação.

O cruel processo de tirar a vida desses seres indefesos pode ser por asfixia ou esmagamento. Algumas indústrias preferem matá-los incinerados ou triturá-los. Suas carnes servirão de fertilizante ou subprodutos para ração de outros animais. Algumas granjas acham mais "humano" pintá-los com tinta altamente tóxica e vendê-los em feiras livres. Muitos desses pintinhos morrem intoxicados ou ficam cegos.

Os bicos das poedeiras são cortados com lâmina quente e elas são confinadas em pequenas gaiolas

Os pintinhos fêmeas - futuras galinhas poedeiras - têm seus bicos cortados com uma lâmina quente (processo chamado de debicagem) para que não machuquem suas companheiras de cela, já que passam suas curtas vidas em uma minúscula gaiola, vivendo em meio a excrementos**.

Após uma curta vida de intenso sofrimento, as galinhas poedeiras são mortas

Elas vivem para suprir a cruel demanda de ovos, chegando a colocar até 300 ovos por ano. Com essa elevada produção, as galinhas sofrem perda de cálcio. Mais ou menos com 72 semanas de vida, sua produção cai e elas são levadas ao matadouro - e sua carne é vendida para consumo humano.

Como depois disso comer ovos sem culpa? Cruel raça humana!


Imagem: 269 Life Nordeste


NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

*1. Ovos são totalmente dispensáveis na culinária. Leia aqui como fazer a substituição por fontes vegetais mais saudáveis e sem sofrimento, dor e morte envolvidos. 

**2. E não caia na falácia das galinhas criadas "livres de gaiola". Leia aqui.

Maior parte dos grãos vira ração, e não alimento humano

A pecuária ocupa 75% das terras aráveis do planeta. Empreendedores e cientistas pensam em 
formas de substituir carne, leite e ovos (Foto: Gonzalo Martinez / Thinkstock / Getty Images)


A produção de carnes e outros produtos de origem animal requer extensas áreas e uso maciço de recursos naturais escassos. A pecuária ocupa 75% das terras aráveis do planeta, principalmente para pastagem e produção de ração, embora seja responsável por apenas 12% das calorias consumidas globalmente. No Brasil, milhões de hectares de vegetação nativa, em ecossistemas como a Amazônia e o cerrado, foram perdidos para a abertura de pastos e cultivo de grãos como a soja, usada predominantemente como ração para animais.

Um relatório recente feito pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) e pela Agência Alemã de Cooperação Internacional mostrou que a pecuária é o setor da economia brasileira com os maiores custos em termos de perda de capital natural: para cada R$ 1 milhão de receita do setor, R$ 22 milhões são perdidos devido à perda de capital natural e outros danos ambientais. De forma semelhante, estima-se que as operações de abate e processamento de animais custem ao País, em danos ambientais, 371% a mais do que a receita que geram.

A possibilidade de reverter o impacto negativo de uma economia ainda centrada no uso de animais, e ao mesmo tempo atender à demanda de uma população crescente e mais afluente, representa um grande desafio. A boa notícia é que uma revolução na forma de consumir e produzir alimentos já está em curso.

Por um lado, consumidores e governos se conscientizam dos problemas ambientais, éticos, de saúde e econômicos associados à criação de bilhões de animais anualmente, com empresas e investidores cada vez mais conscientes dos riscos da associação direta e indireta a práticas nocivas. Por outro, cientistas e empreendedores no mundo todo estão explorando formas inovadoras de desenvolver substitutos de carnes, leites e ovos*.

Ex-presidente do Google, Eric Schmidt afirma que “uma revolução irá ocorrer, na qual as proteínas vegetais irão substituir a carne nas próximas décadas”. De fato, gigantes mundiais do setor já começam a mudar de rumo: recentemente, a Tyson Foods, a Maple Leaf Foods e a Unilever fizeram investimentos milionários no mercado de proteínas vegetais e substitutos para carnes.

Uma pesquisa recente da Universidade de Oxford mostra que a redução no consumo de carnes seria também benéfica à saúde de todos e aos cofres públicos: no Brasil, ela poderia economizar mais de R$ 100 bilhões em gastos com saúde e perda de produtividade no trabalho até 2050, quase metade do investimento necessário para expandir os serviços de saneamento e tratamento de água para os 100 milhões de brasileiros que ainda não o possuem. A mudança para dietas vegetarianas e veganas representaria uma economia ainda maior, associada à redução no número de casos de diabetes e doenças cardiovasculares.

O Brasil corre o risco de perder o bonde da história se demorar para investir nessa mudança – por um lado, estamos comprometendo nosso capital natural, exportando carne e ração barata sem embutir os altos custos ambientais praticados em solo brasileiro; por outro, teremos que importar tecnologia alimentar em um futuro bastante próximo.

A certeza que temos é de que a mudança para uma alimentação "mais vegana" é essencial para enfrentar esses desafios sociais, éticos e ambientais. A pergunta que segue sem resposta, porém, é: de que lado o Brasil vai ficar?

Fonte: Época 


*Leia também:



O que há de errado com os ovos?




Veja o vídeo da ativista Erin Janus, com tradução e dublagem do Fala Vegan (vídeo original em inglês aqui, sem legendas). 

Ela cita o"abate humanitário", falácia propalada pela indústria da carne, assim como das galinhas criadas "livres de gaiola". Veja o documentário A Carne É Fraca, produzido pelo Instituto Nina Rosa e todo filmado em matadouros que praticam o "abate humanitário", e saiba como são essas mortes com humanidade. 

Sobre como substituir os ovos, leia aqui. E aqui você aprende uma receita de tofu mexido, bem semelhante a ovos mexidos, só que muito mais saudável para você e sem crueldade para as galinhas.

E veja outro importante vídeo de Erin: A indústria do leite explicada em 5 minutos.

Já A indústria do mel explicada em 5 minutos é apresentado pela ativista Sonia Sae. 

Resposta à matéria da TV Jornal “Ovo: alimento considerado completo perdendo apenas para o leite materno”


Uma matéria da TV Jornal, emissora de televisão de Recife (PE), tem seduzido pessoas não vegetarianas a comerem mais ovos.

Postada na última quarta-feira (11/10/2017) na página do NE10, empresa à qual a TV Jornal pertence, ela “informa” os leitores e telespectadores que o ovo de galinha é um alimento “completo” e que o “ideal” seria as pessoas comerem pelo menos um por dia.

Considerando que é uma reportagem que incentiva a exploração animal e o consumo de produtos de origem nada ética e tem indícios de ter sido patrocinada por granjas de galinhas “poedeiras”, há a necessidade de lançar uma resposta vegana, que mostra os erros e omissões da matéria em questão.

Leia esta resposta e perceba que, ao contrário do que a mídia nos diz, comer ovos não é bom para os animais nem é necessário para os seres humanos.

O que a matéria esconde de você

Exploração animal, um dos fatos da produção (e posterior consumo de ovos) 
que a matéria esconde de você (Foto: Reprodução)


Comentamos aqui os trechos mais importantes da reportagem, apontando a realidade que a matéria omite de você.

“O ovo é um alimento considerado rico em minerais, proteínas e vitaminas A, D e E […]”

O ovo pode ser rico em diversos nutrientes, mas isso não significa que seja a única ou melhor fonte deles. Existem diversas opções de fontes não animais desses mesmos nutrientes.

Em primeiro lugar, esses minerais incluem:

- Cálcio, disponível em folhas verde-escuras, soja, leguminosas, aveia, brócolis;

- Selênio, que se obtém de castanha-do-pará (disparadamente melhor do que fontes de origem animal), farinha de trigo (consuma com moderação e prefira a integral), pão francês, arroz, feijão etc.;

- Folato, que obtemos de fontes como folhas escuras, aspargos, brócolis, frutas cítricas, leguminosas, abacate, quiabo, couve-de-bruxelas, sementes e nozes, couve-flor, beterraba, milho, aipo, cenoura e abóbora;

- Triptofano, que ingerimos com amendoim, castanha de caju, ervilha, amêndoa, abacate, couve-flor, batata, banana;

- E outros minerais, todos obtidos suficientemente em vegetais.

A proteína, por sua vez, pode ser obtida por completo em leguminosas como feijão, soja, lentilha, grão-de-bico e fava. Melhor ainda se estas forem combinadas, ao longo de um dia, com cereais como arroz, aveia, quinoa e centeio.

Já a vitamina A pode ser obtida, em forma de carotenoides, por meio de vegetais como cenoura, batata-doce, espinafre, couve, mamão, manga e tomate. A vitamina D, por sua vez, é produzida pela pele do nosso corpo quando em contato com a luz solar, sendo recomendado expor-se ao sol pelo menos 15 minutos por dia e três vezes por semana. E a vitamina E pode ser encontrada em fontes como gérmen de trigo, oleaginosas, amendoim, espinafre, brócolis, kiwi, manga e tomate.

“Por muito tempo, se associou o consumo do ovo ao aumento do colesterol, e por isso não era recomendado o consumo diário, mas pesquisas têm derrubado esse tabu. Os estudos revelam que o ovo é rico em colesterol, mas o bom. E o ovo agora é considerado um alimento completo, que só perde para o leite materno.”

O colesterol pode não ser hoje um perigo à saúde vindo dos ovos, mas existe um outro que a reportagem não revelou: a contaminação por salmonela.

Ovos crus ou malpassados são especialmente suscetíveis a transmitir essa bactéria causadora da salmonelose, que provoca sintomas como mal-estar, diarreia, vômitos, dor abdominal e de cabeça, calafrios, desidratação e febre.

Em relação ao ovo ser descrito como um “alimento completo”, essa informação pode acabar incentivando o nocivo hábito de dedicar a maior parte da dieta a um único alimento, cujo consumo em excesso geralmente tem péssimas consequências.

O mais saudável, em vez de escorar a obtenção de nutrientes em uma única opção de alimento, é diversificar ao máximo as fontes de vitaminas, proteínas, carboidratos, gorduras e minerais. E trazer para as refeições alimentos que, embora pareçam “incompletos” se consumidos isoladamente, têm sua nutritividade completada com a ingestão de outros itens. Por exemplo, fontes vegetais de ferro não heme são complementadas com uma fonte de vitamina C, como suco de limão espremido no almoço ou suco de alguma fruta cítrica como laranja.

“O estado de Pernambuco é o maior produtor de ovos do nordeste e o quarto do Brasil. Por dia, são produzidos 10 milhões de ovos em duas mil granjas, a maioria localizada na região agreste.”

Esse trecho deixa evidente a razão de existir da matéria. Ela não foi redigida pensando na saúde das pessoas, mas sim no lucro dos pecuaristas granjeiros que exploram e matam galinhas em Pernambuco.

Convido você a conhecer como as granjas costumam explorar as galinhas, lendo artigos como este. Você descobrirá que, ao contrário do que muitos acreditam, a produção de ovos é essencialmente violenta e demanda muitas mortes.

Mata desde os pintinhos machos, comumente jogados vivos em grandes trituradores por não serem “aproveitáveis” pelas granjas de ovos nem pelas “de corte”, até as próprias galinhas “poedeiras”, mandadas para o abatedouro depois que sua “vida útil” se encerra e convertidas em matéria-prima de nuggets e concentrados de sopa.

Além disso, só existe produção de ovos porque há pessoas que acreditam que os animais não humanos - entre eles, as galinhas - sejam “inferiores” a nós, humanos, e, portanto, “menos merecedores” de respeito.

Em função dessa inferiorização moral, donos de fazendas e granjas sentem-se autorizados pelos costumes morais vigentes a tratá-las como objetos sob sua propriedade, como máquinas cuja única “função” neste mundo é servir aos humanos produzindo matérias-primas como ovos e carne branca.

É diante do crescimento da consciência vegetariana e vegana que os pecuaristas têm reagido e negociado com a imprensa a publicação de reportagens que parecem informativos úteis para a saúde humana, mas na verdade são publieditoriais mascarados, cujo objetivo é proteger o negócio de quem vive de tratar animais como objetos.

“Apesar dos benefícios, o consumo dos ovos no Brasil é quase a metade do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O Brasil tem uma média de consumo de 200 ovos por ano. O ideal seria o brasileiro consumir um por dia.”

Essa informação de que há uma recomendação da OMS favorável ao consumo de ovos muito provavelmente é falsa. Não foi encontrada no site internacional da Organização nenhuma matéria ou relatório que indique a “necessidade” de se consumir um ou mais ovos diariamente. E tampouco o representante da associação de avicultores que fez a afirmação acima ou a matéria indica qualquer fonte da OMS sobre isso.

Além disso, conforme já colocado mais acima, não existe nenhuma necessidade inerente ao corpo humano de consumir especificamente ovos, mas sim os nutrientes que esse “alimento” fornece. E esses nutrientes podem ser encontrados em diversas outras fontes, muito mais éticas e saudáveis do que o ovo tomado de galinhas.

Considerações finais

Infelizmente, algumas pessoas se convenceram, pela matéria em questão, 
a dar ovos para seus filhos, como mostra esse comentário ao primeiro 
compartilhamento da reportagem na página do NE10 no Facebook


Matérias como essa da TV Jornal não vêm para informar as pessoas e trazer-lhes bem-estar. Pelo contrário, não raro trazem informações duvidosas, ou mesmo falsas, com o único objetivo verdadeiro de fazer valer o patrocínio de pecuaristas, pescadores e outros exploradores de animais.

É algo semelhante à propaganda de brinquedos direcionada a crianças: ela parece trazer alegria, mas não vem fazê-las mais felizes, mas sim pressioná-las a desejá-los – e até mesmo insinuar que elas serão menos felizes se não os possuírem -, em nome do lucro da indústria desses produtos.

É nessa lógica que a imprensa brasileira e de outros países está se aliando aos setores econômicos interessados na inferiorização moral dos animais, para ambos, em conjunto, tentarem convencer as pessoas a não pararem de consumir alimentos de origem animal.

Afinal, se o veganismo e o vegetarianismo continuarem crescendo, os exploradores de animais irão falir, e lhes interessa mais ganhar dinheiro do que respeitar os animais não humanos e reconhecer que esses seres merecem direitos e respeito.

Não se deixe enganar pela mídia incentivadora do consumo de produtos animais. Ao ler ou assistir certas matérias, pense em quem vai sair perdendo com essa desinformação: os animais não humanos e provavelmente você próprio.

Fonte: Veganagente 

Ao criticar MasterChef, Sonia Abrão faz ‘palestra vegana’ de 15 minutos ao vivo em seu programa


A jornalista Sonia Abrão, que se declarou vegana à revista Contigo! no início de junho, vem promovendo a defesa dos animais no programa que apresenta, A Tarde É Sua, da Rede TV!. Ontem, 27 de setembro de 2017, ela utilizou os 15 minutos iniciais da atração vespertina para fazer uma verdadeira palestra vegana. A apresentadora abriu o programa falando sobre o episódio do MasterChef da noite anterior, em que a chef Paola Carosella levou uma vaca viva ao palco e fez um um discurso apoiando o consumo de carne. Sem meias palavras e visivelmente revoltada com o programa de culinária, Sonia criticou principalmente a atitude de Paola Carosella.

“Segundo Paola, ela valoriza cada pedaço da vaca morta que consome, mas deveria valorizar cada minuto de vida da vaca viva”, destacou Sonia. A jornalista falou bastante sobre o erro ético que é consumir a carne de animais, mas não deixou de abordar também a crueldade nas indústrias dos ovos e dos laticínios, inclusive sobre a falácia que é o "abate humanitário".

Sobre o consumo de leite, a apresentadora falou o seguinte: “Eles separam o bezerro da mãe para que o leite vá para o seu copo, vá para a sua caixinha que você consome no supermercado. E aí, ela chora pela falta do filho, passa a ser fertilizada várias vezes, e o filho vira vitela para o seu prato, a carne mais macia que tem. Por quê? Porque ele é um bebê! As pessoas não gostam de saber de todas essas verdades, elas não querem saber. E têm o apoio da indústria da alimentação”.

O programa A Tarde É Sua é um dos mais assistidos do País em seu horário. A contribuição que Sonia está dando para os animais ao fazer esse tipo de declaração é imensurável, já que a mensagem chega aos mais variados lares brasileiros pela boca de uma jornalista bastante conhecida.

Veja os 15 minutos do programa aqui.

Fonte: Vista-se

Fotos: Reprodução

Algum dia

Imagem: Someday / PETA / Reprodução


Por Paulo Furstenau*


Já mostramos aqui no blogue o vídeo feito pela ONG PETA com a música Meat Is Murder ("Carne é assassinato"), do cantor britânico Morrissey. O artista, que é vegano, também cedeu outra canção sua, I Know it´'s Gonna Happen Someday ("Eu sei que vai acontecer algum dia") para a organização de defesa dos animais. 

Enquanto o vídeo feito pela PETA para Meat Is Murder mostra cenas reais da barbaridade nos matadouros, Someday ("Algum dia"), como foi chamado o clipe especial para a canção de Morrissey, ilustra por meio de uma melancólica animação a cruel realidade da indústria dos ovos.

Já publicamos diversas postagens sobre o assunto - comece lendo Um dia na vida de um pintinho. E se você acredita na falácia da criação “livre de gaiola”, não deixe de ler: A realidade por trás dos ovos “livres de gaiola”. E se você acha que é impossível cozinhar sem ovos, leia: Substituição de ovos. Para ler outras matérias sobre a indústria dos ovos, clique aqui.

Veja o vídeo. Abaixo dele, a letra traduzida da música.




Eu sei que acontecerá algum dia 

Meu amor 
Onde quer que você esteja 
O que quer que você seja 
Não perca a fé 
Eu sei que vai acontecer algum dia 
Para você 

Por favor, espere 
Por favor, espere 
Oh, espere 
Não perca a fé 

Você diz que o dia 
Simplesmente nunca chega 
E que ele nunca pareceu tão distante 
Mas eu sei que vai acontecer 
Algum dia para você 

Por favor, espere 
Não perca a fé



Animais não são alimento, nenhum deles. Eles não são comida nem escravos dos humanos. Sentem como todos nós e por isso merecem a vida e a liberdade. A alimentação vegetariana estrita, sem carne de qualquer tipo ou derivados (laticínios, ovos, mel), já está provada como sendo a mais saudável para os humanos. Quem opta pelo veganismo (que engloba não somente a dieta vegetariana estrita, como também o não uso de roupas e acessórios de couro, lã, pele e seda, assim como o boicote a "atrações" que exploram os animais, como zoológicos, circos e aquários, e a empresas que fazem testes em animais) está fazendo um bem pelos animais e para sua própria saúde e vida. E não é difícil nem caro. Quer uma ajuda para começar a parar de comer carne? O primeiro passo é a informação. Aprenda com quem já vive esse estilo de vida: pergunte, pesquise. Use as redes sociais para expandir seu conhecimento sobre vários assuntos, inclusive esse, que é vital para você e um imensurável número de vidas inocentes. Há diversos grupos sobre o tema no Facebook. Listamos abaixo alguns deles:

VegAjuda - Veganismo disponibiliza um tópico fixo com uma lista de produtos (não só para alimentação) livres de crueldade animal e oferece sempre diversas dicas para iniciantes e "veteranos";

Veganismo é um dos maiores grupos sobre o tema no Facebook, com quase 50 mil membros sempre compartilhando experiências e tirando dúvidas;

Veganismo Popular e Veganos Pobres Brasil desmitificam a ideia de que veganismo é caro. É perfeitamente viável seguir uma alimentação diária sem crueldade animal e sem maltratar o bolso;

Musculação Vegana é voltado para os praticantes de atividades físicas. Nele, você pode ver como é preconceituosa e errada a ideia que algumas pessoas tentam propagar, de que vegetarianos estritos são fracos fisicamente (muito pelo contrário, são mais fortes e saudáveis). O grupo oferece diversas dicas de alimentação e suplementação vegana.

Existem diversos sites e blogues com deliciosas receitas veganas (além dos tradicionais livros de receitas), simples e baratas de fazer. Clique aqui para conhecer uma lista deles!

Já a Revista dos Vegetarianos é uma publicação mensal (impressa e on-line) com excelente conteúdo que vai bem além de receitas, focando a saúde como um todo. 

Mapa Vegano lista diversos estabelecimentos em todo o Brasil, abrangendo produtos e serviços de alimentos e bebidas, higiene e beleza, roupas e acessórios, ONGs e outros. 

Informe-se sempre! Aqui mesmo em nosso blogue, publicamos diariamente matérias sobre veganismo x indústria da carne (e do leite, ovos etc.). Leia também em outras fontes, converse com outros veganos e vegetarianos (mesmo que você não conheça pessoalmente, como nos grupos indicados acima) e veja de que lado é o certo ficar. Mas já saiba desde o começo que abraçar o veganismo é uma mudança e tanto, que fará um imenso bem para você, para os animais e para o planeta


*Paulo Furstenau é jornalista voluntário da Associação Natureza em Forma

Jo Frederiks: “Animais não são coisas, não são nossos escravos”


Jo Frederiks é uma artista australiana que cria desenhos e pinturas para conscientizar as pessoas sobre a crueldade contra os animais na indústria alimentícia, farmacêutica e de "entretenimento". Durante muitos anos, ela se dedicou principalmente à vida selvagem enquanto tema, até que em 2010, sentindo-se frustrada e desiludida com sua arte, decidiu buscar uma motivação maior.

“Pedi ao meu parceiro por um conselho, e ele disse: ‘Você é apaixonada pelo quê?’. Imediatamente respondi: ‘Veganismo!’. Então continuei a falar seriamente sobre o holocausto animal. Ele sugeriu: ‘Pinte isso. Pinte aquilo pelo que você é apaixonada’. Esse conselho foi fundamental e mudou completamente a direção da minha vida”, contou Jo Frederiks em entrevista ao blogue Animalista Untamed, em março de 2016.

A artista, que se graduou na Academia de Artes de Brisbane, na Austrália, trabalha principalmente com grafite e pintura a óleo. Uma de suas grandes preocupações ao pintar seres não humanos é retratar a singular individualidade de cada um. Jo cresceu rodeada de animais, mas não de forma harmoniosa.

Every Day


Ela foi criada em uma das maiores estações de gado da Austrália, com um milhão de hectares, em Queensland. Lá, seu pai possuía inúmeras propriedades, onde milhares de animais foram criados para serem mortos. Aos 13 anos, ela testemunhou o terror de um boi durante o abate. Ele foi estraçalhado por um homem empunhando um machado. O sujeito tinha um revólver preso à cintura, mas preferiu usar o machado para terminar o trabalho, pois queria economizar o custo de uma bala.

“Aprendi rapidamente a me insensibilizar com a brutalidade da vida na fazenda, como todas as pessoas do interior fazem. Houve matanças implacáveis, mutilações bárbaras e torturas que são consideradas ‘prática padrão da indústria’. Aqueles que menosprezávamos, como o gado, eram considerados meras coisas, naquela época e ainda hoje. Não havia nada remotamente humano em nada disso. Nada!”, explicou ao Animalista Untamed.

Blind to the Hypocrisy


Em 1993, não aceitando mais a realidade imposta aos animais não humanos, Jo Frederiks se tornou vegana e defensora dos direitos animais. O que a motivou foi um evento da Animal Liberation Victoria, em Melbourne. “Peter Singer era um dos palestrantes, e fui introduzida a seu divisor de águas, o livro Libertação Animal, que li imediatamente. Antes disso, eu estava completamente inconsciente do horror da indústria de laticínios e ovos. A melhor parte é reconhecer que não contribuo mais para o sofrimento desnecessário de seres sencientes. Já a grande dificuldade é lidar com a apatia e indiferença da sociedade em relação a isso”, declarou ao Animalista Untamed.

Desde 2010, Jo Frederiks é uma artista em tempo integral que direciona sua arte quase que completamente para a questão animalista. Ou seja, sua missão é mostrar por meio de desenhos e pinturas como nossa relação com os animais é imoral e antiética. Em entrevista ao Cruelty Free Festival 2016, ela deixou claro que sua mensagem é fazer com que as pessoas entendam que todos os animais devem ser respeitados.

“Usar a arte para expor a injustiça é uma forma de fazer algo construtivo sobre isso. É sobre falar a verdade. A mensagem é pungente e perigosa. A sociedade não quer ser incomodada. A mensagem [por meio da arte] é tão perigosa quanto a posição de Abraham Lincoln sobre a abolição da escravidão”, comparou.

We Didn’t even Make it this Far


Em entrevista ao Nonhuman Rights Project em julho de 2015, Jo Frederiks declarou que animais não humanos não são coisas, não são nossos escravos nem são nossos para explorarmos ou abusarmos deles. “Suas vidas lhes pertencem. Eles merecem justiça. Têm o direito de exercer sua personalidade. No final, nosso próprio futuro é baseado em um reflexo de como tratamos nossos companheiros não humanos”, ponderou.

Para Jo, a arte tem o poder de tocar as pessoas e inspirá-las na busca por sua própria posição moral e ética em relação aos animais: “As artes plásticas atingem pessoas onde fotografias e a palavra escrita não podem. É um mecanismo para a consciência social e uma plataforma para a demonstração do que a mente pode fazer para mudar o mundo”.

Palm Oil and Pollution


A artista lamenta que a maioria das pessoas não queira ouvir os fatos quando se trata do sofrimento animal e destruição do meio ambiente causados pela agropecuária. “Não se dispõem a olhar para as fotos ou confrontar vídeos de vítimas indefesas reduzidas a comida. Apesar disso, vão olhar para uma pintura ou um esboço. É uma poderosa e efetiva forma de penetrar nessa negação profundamente enraizada, nessas mentiras e doutrinação em que todos nascemos. Espero que minha arte inspire mudança”, disse ao Animalista Untamed em março de 2016, acrescentando que a transformação depende da educação e da percepção.

Para Jo Frederiks, criar arte vegana é como esculpir uma estátua de mármore com uma pena. “É um trabalho longo e tedioso, mas tem que ser feito se quisermos salvar o planeta e nossa espécie para as gerações futuras”, assinalou.

Em uma de suas obras mais populares, We Didn’t even Make it this Far, Jo Frederiks registrou a moagem de pintinhos machos, indesejados pela indústria, já que não botam ovos. A pintura, que remete à pop art, é uma estratégia da autora para prender a atenção do espectador e fazer com que ele reflita sobre as reais consequências dos chamados ovos livres de crueldade, o que segundo ela não passa de enganação da indústria alimentícia, já que não existe produção de ovos sem submeter a galinha a uma vida de exploração, privação e sofrimento. Em síntese, ao comprarmos ovos, financiamos a morte de “bebês indefesos”, como Jo se refere aos pintinhos.

Lady Justice


Canalizando com singularidade sua relação com os animais e projetando isso em forma de desenhos e pinturas, a artista australiana demonstra facilidade em transmitir uma resposta visualmente rica e informativa sobre tudo que testemunha em relação ao tratamento que damos aos animais não humanos. O realismo cru da matança de seres sencientes é transmitido por ela de forma pungente, mas que estimula reais possibilidades de reflexão e sensibilização por parte do espectador que não é vegano nem vegetariano.

Jo Frederiks também faz críticas pontuais à exploração praticada por corporações multinacionais, como na obra Palm Oil and Pollution, em que critica o uso insustentável e indiscriminado do óleo de palma, prática que tem destruído o habitat de animais como orangotangos. A triste e cruel realidade da exportação de animais vivos, que muitas vezes morrem durante viagens longas e excruciantes, foi materializada na obra Indefensible – Live Animal Export, além de outros desenhos e pinturas.

Mais uma de suas obras famosas é Lady Justice, em que a Senhora Justiça aparece enforcada ao lado de animais abatidos, transmitindo a ideia de que a justiça também é sacrificada sempre que um animal é morto desnecessariamente para o benefício humano. Em Kill to Dress, que critica a alta costura, uma mulher está usando um vestido que custou a vida de um sem-número de pequenos animais indefesos.

Vivisection: R.I.P. Double Trouble


Não menos impactante é Vivisection: R.I.P. Double Trouble, que homenageia um gato submetido a cirurgias desnecessárias em seus ouvidos, crânio e cérebro, procedimentos realizados sem anestesia, na Universidade de Wisconsin-Madison, nos Estados Unidos [o mesmo acontece com inúmeros outros animais, todos os dias, em laboratórios de todo o mundo], revelando a crueldade envolvida na vivissecção.

Em junho de 2013, ativistas pelos direitos animais em Israel resgataram um bezerro que trazia no corpo o número 269. Por causa disso, se apresentaram mais tarde como Movimento 269, o que motivou ativistas de todo o mundo a se identificarem como 269. O episódio inspirou Jo Frederiks a criar a obra We Are All 269 em referência ao resgate.

We Are All 269


Referências





Nunca use ovos para protestar contra políticos ou quem quer que seja – entenda o motivo


Recentemente, o prefeito da cidade de São Paulo, João Doria, foi alvo de ovos atirados pela população durante uma visita a Salvador (BA). Na última quinta-feira (17/8/2017), o deputado federal Jair Bolsonaro, provável candidato à presidência da República em 2018, foi o alvo da vez. O incidente aconteceu durante uma visita a Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.

A instabilidade política no Brasil, aliada à vontade de fazer algo mais do que apenas gritar em protesto, faz com que as pessoas queiram atirar objetos nos políticos. Não recomendamos que você faça isso, pois é uma agressão física - mas se for jogar algo, não use ovos.

A produção de ovos é absolutamente cruel e mata bilhões de animais por ano no Brasil. Os filhotes que nascem machos não têm valor na cadeia produtiva dessa indústria simplesmente porque não podem botar ovos. Os frangos que nascem nas granjas de ovos não chegam a se tornar frangos realmente; são mortos com poucas horas de vida, logo após os funcionários constatarem que o animal é macho. Os frangos criados para virar carne, chamados de aves “de corte”, são de outra linhagem e os da indústria dos ovos não servem para esse tipo de exploração.

As galinhas são exploradas por toda sua vida e, quando estão debilitadas e não conseguem mais botar ovos na quantidade que a pecuária considera produtiva, são mortas. Muitas são transformadas em ração para alimentar as que ainda estão vivas. Os pintinhos machos costumam ser triturados para virar ração também. Quando não, são deixados para morrer em sacos de lixo e descartados depois.

Alguns ovos vendidos nos supermercados são chamados de caipiras, orgânicos, cage-free, livres de gaiolas ou de qualquer outro eufemismo usado pela indústria. Mesmo nessas granjas, consideradas "modelo", as galinhas são mortas no final e os pintinhos machos são mortos já no início de suas vidas*.

Não há ovo livre de crueldade.

Fonte: Vista-se


*NOTA DA NATUREZA EM FORMA:

Na verdade, é ainda pior que isso. Leia também: A realidade por trás dos ovos “livres de gaiola”

15 provas fotográficas de que ovos vêm do inferno


Para galinhas da indústria dos ovos, a vida é um inferno. Temos 15 provas fotográficas de investigações secretas da Mercy for Animals que mostram isso.

1. Uma galinha com um imenso tumor na cabeça



2. Uma pilha de galinhas mortas no chão



3. Uma galinha morta com a cabeça presa nos arames



4. Uma galinha presa em um monte de fezes



5. Milhares de galinhas confinadas umas em cima das outras*



6. Galinhas empilhadas em uma esteira para serem descartadas



7. Uma galinha morta apodrecendo em uma gaiola



8. Uma ave com o rosto ensanguentado



9. Um pintinho preso no aramado



10. Uma ave encurralada no comedouro



11. Pintinhos mortos sufocados em um saco de lixo



12. Uma ave com órgãos expostos



13. Uma galinha forçada a pisar em sua "amiga de gaiola"



14. Uma ave com sua asa detonada para fora da gaiola



15. Uma ave morta com uma grande ferida aberta




Fotos: Mercy for Animals 


NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

*1. E se você acredita na falácia das galinhas criadas "livres de gaiola", propalada pela indústria dos ovos, leia: A realidade por trás dos ovos "livres de gaiola" 


3. Animais não são alimento, nenhum deles. Eles não são comida nem escravos dos humanos. Sentem como todos nós e por isso merecem a vida e a liberdade. A alimentação vegetariana estrita, sem carne de qualquer tipo ou derivados (laticínios, ovos, mel), já está provada como sendo a mais saudável para os humanos. Quem opta pelo veganismo (que engloba não somente a dieta vegetariana estrita, como também o não uso de roupas e acessórios de couro, lã, pele e seda, assim como o boicote a "atrações" que exploram os animais, como zoológicos, circos e aquários, e a empresas que fazem testes em animais) está fazendo um bem pelos animais e para sua própria saúde e vida. E não é difícil nem caro. Quer uma ajuda para começar a parar de comer carne? O primeiro passo é a informação. Aprenda com quem já vive esse estilo de vida: pergunte, pesquise. Use as redes sociais para expandir seu conhecimento sobre vários assuntos, inclusive esse, que é vital para você e um imensurável número de vidas inocentes. Há diversos grupos sobre o tema no Facebook. Listamos abaixo alguns deles:

VegAjuda - Veganismo disponibiliza um tópico fixo com uma lista de produtos (não só para alimentação) livres de crueldade animal e oferece sempre diversas dicas para iniciantes e "veteranos";

Veganismo é um dos maiores grupos sobre o tema no Facebook, com quase 50 mil membros sempre compartilhando experiências e tirando dúvidas;

Veganismo Popular e Veganos Pobres Brasil desmitificam a ideia de que veganismo é caro. É perfeitamente viável seguir uma alimentação diária sem crueldade animal e sem maltratar o bolso;

Musculação Vegana é voltado para os praticantes de atividades físicas. Nele, você pode ver como é preconceituosa e errada a ideia que algumas pessoas tentam propagar, de que vegetarianos estritos são fracos fisicamente (muito pelo contrário, são mais fortes e saudáveis). O grupo oferece diversas dicas de alimentação e suplementação vegana.

Existem diversos sites e blogues com deliciosas receitas veganas (além dos tradicionais livros de receitas), simples e baratas de fazer. Clique aqui para conhecer uma lista deles!

Já a Revista dos Vegetarianos é uma publicação mensal (impressa e on-line) com excelente conteúdo que vai bem além de receitas, focando a saúde como um todo. 

Mapa Vegano lista diversos estabelecimentos em todo o Brasil, abrangendo produtos e serviços de alimentos e bebidas, higiene e beleza, roupas e acessórios, ONGs e outros. 

Informe-se sempre! Aqui mesmo em nosso blogue, publicamos diariamente matérias sobre veganismo x indústria da carne (e do leite, ovos etc.). Leia também em outras fontes, converse com outros veganos e vegetarianos (mesmo que você não conheça pessoalmente, como nos grupos indicados acima) e veja de que lado é o certo ficar. Mas já saiba desde o começo que abraçar o veganismo é uma mudança e tanto, que fará um imenso bem para você, para os animais e para o planeta.