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Adoção exige responsabilidade


Optar por adotar um animal é uma das atitudes mais importantes para diminuir o número exorbitante de cães e gatos abandonados e sujeitos a maus-tratos em todo o País. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem mais de 30 milhões de animais abandonados vivendo nas ruas do Brasil - destes, mais de 20 milhões são cachorros. Porém é crucial que a adoção seja responsável e ofereça os cuidados básicos e fundamentais para assegurar o bem-estar do animal e também dos membros da família.

De acordo com a médica veterinária Leocádia Chalita de Lima, o primeiro passo para quem acabou de adotar um animal é providenciar o controle de pulgas e carrapatos e a vermifugação. “São medidas fundamentais para garantir o conforto do bicho e prevenir diversos tipos de zoonoses, doenças que podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos”, explica a especialista. Para garantir a saúde de cães e gatos adotados, é fundamental também que o tutor se certifique que o animal recebeu todas as vacinas necessárias. “Somente o esquema vacinal completo confere a imunização do animal, deixando-o livre de doenças infectocontagiosas e com boa qualidade de vida.”

Outro cuidado primordial que contribui com o aumento da expectativa de vida dos animais é a castração. Segundo a profissional, o procedimento cirúrgico colabora não só com o controle de reprodução animal, mas também protege de futuras doenças no aparelho reprodutivo como tumores e infecções. “A castração é recomendada tanto para fêmeas quanto para machos a partir dos seis meses de idade, lembrando que nas fêmeas o procedimento deve ser realizado antes do primeiro cio”, detalha a especialista.

Para completar, a médica veterinária lembra que outros cuidados básicos podem fazer toda a diferença para a saúde e bem-estar dos animais. “Oferecer uma alimentação regrada e balanceada, procurar um veterinário a qualquer sinal ou mudança de comportamento e manter a higiene em dia são cuidados que vão garantir uma adaptação muito mais sadia e tranquila para o cão ou gato em um novo lar”, completa Leocádia.

Confira 10 dicas sobre guarda responsável para uma decisão consciente de se tutelar um animal:

1. Pesquise sobre o animal e veja se ele é compatível com o seu estilo de vida e perfil familiar.

2. Quanto menor for a sua casa, menor deve ser o cão. Cachorros grandes em um ambiente pequeno podem ter problemas de adaptação.

3. Considere que o tempo médio de vida de um animal é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará dele nas férias ou em feriados prolongados. Não aja por impulso.

4. Caso já tenha outros cães em casa, apresente o novo morador de forma gradual e fique sempre atento à convivência.

5. Mantenha o animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua. E na hora do passeio, leve-o com uma coleira que contenha a plaquinha de identificação [leia mais aqui].

6. Evite as ninhadas indesejadas. Castre machos e fêmeas. A castração é a única medida definitiva no controle da procriação e não tem contraindicações [leia mais aqui].

7. Todo animal precisa de alimentação de qualidade, que leve em conta suas necessidades, e muita água fresca e limpa. Seu bem-estar também depende de uma boa nutrição.

8. Cuide da saúde física do animal. Forneça abrigo, alimento, vacinas e leve-o regularmente ao médico veterinário. Dê banho, escove e exercite-o.

9. Zele também por sua saúde psicológica. Dê atenção, carinho, ambiente adequado e reserve um momento do dia para as brincadeiras [leia mais aqui].

10. O Brasil tem milhões de cães abandonados. Cães adultos também se adaptam com facilidade às mudanças e têm condições de oferecer e receber muito carinho.


Foto: Reprodução 


NOTA DA NATUREZA EM FORMA:

Conheça aqui nossos animais disponíveis para adoção responsável.

15 motivos para adotar um cachorro adulto ou idoso


Um cachorro adulto ou idoso nunca é a primeira opção de adoção de uma família. A maioria das pessoas quer levar para casa os filhotes e bebês.

Claro que essa opção é válida, pelo fato de a família poder criar o cão desde cedo, mas, muitas vezes, o cachorro adulto ou idoso passa anos em ONGs, abrigos ou até mesmo na rua, esperando um lar onde receba a única coisa importante: amor.

Muitas pessoas não sabem, mas adotar um cão adulto ou idoso possui diversos benefícios. A começar pelo fato de que eles não demandam tanto trabalho e atenção. Os cachorros mais velhos já têm uma personalidade certa e são ótimas companhias para crianças e pessoas de idade.

Além disso, ao adotar um cão adulto ou idoso, você saberá ao certo o tamanho dele e não correrá o risco de se surpreender no futuro. E o mais importante: Já imaginou que maravilhoso poder dar uma família e um lar para um cachorro no final de sua vida?

Selecionamos 15 motivos que podem convencer qualquer pessoa a adotar um cachorro adulto ou idoso:

1. Cachorros adultos têm menos chance de ganhar um lar: a grande maioria das pessoas está em busca de cães filhotes. Os adultos e idosos acabam ficando de lado, por isso seja diferente e dê uma família para os mais velhos.

2. Eles já passaram pela fase de comer tudo pela casa: cães filhotes costumam dar bastante trabalho quando são bebês. Eles têm muita energia para gastar e acabam comendo tudo o que veem pela frente. Com os cães mais velhos, você não terá esse problema.

3. Cães adultos têm muito amor para dar: os cachorros mais velhos que nunca tiveram um lar estão sempre prontos para dar e receber amor. 

4. Imagine que maravilhoso dar uma família para um cachorro no final de sua vida?

5. Sem surpresas: ao adotar um cão adulto ou idoso, você já saberá ao certo o tamanho dele e não correrá o risco de adotar um cachorro menor que cresça muito.

6. Cães adultos já são emocionalmente maduros: só após os três anos que o cão passa da fase da adolescência e se torna maduro.

7. Cães adultos são ótimos para tutores de primeira viagem: se esse é o seu primeiro cão ou se você não pode dedicar o tempo necessário ao treino, socialização e exercício que um filhote precisa, um cão adulto pode ser uma opção melhor para você.

8. Os adultos e idosos também são ótimas companhias para as crianças: eles não darão trabalho como os filhotes, não irão morder, pular e chorar e podem ser uma ótima companhia para bebês e crianças.

9. Os cães mais velhos já têm a personalidade formada: adotá-los significa saber o que está levando para casa, sem sustos no futuro.

10. Mesmo adulto, você poderá treiná-lo como quiser.

11. Cães mais velhos, especialmente aqueles que foram amados, tentarão agradar seus tutores sendo obedientes e demonstrando suas boas maneiras.

12. Um cachorro mais velho já aprendeu muitas lições de vida, e é mais rápido para entender aquilo que você deseja que ele faça.

13. Um cachorro mais velho é menos exigente que um filhote destreinado e altamente energético.

14. Embora os cães mais velhos ainda apreciem uma boa caminhada diariamente, eles também se contentam em ficar quietos tirando uma soneca ou descansar aos seus pés, por isso se adaptam a muitos tipos de lares e estilos de vida com facilidade.

15. Ótima companhia para pessoas idosas: os cães mais velhos não deixarão o tutor cansado.

Fonte: Jetss 

Foto: Reprodução


NOTA DA NATUREZA EM FORMA:

Conheça aqui o Zen, nosso adorável idoso (cerca de nove anos agora - outubro de 2018) que já aguarda um lar amoroso há dois anos.

Enquanto você não amar um animal, sua alma estará adormecida


Enquanto você não descobrir o que implica amar um animal, não terá conseguido compreender o que é a nobreza e o despertar de emoções que podem curar a alma. Dar amor a um cão, gato ou qualquer ser vivo por menor, mais inquieto e singular que seja, é se enriquecer e descobrir que eles podem ter sentimentos tão valiosos quanto os nossos.

Todos já lemos inúmeras vezes sobre os benefícios de ter um animal de estimação em casa. Agora, o que é mais interessante ainda é descobrir que tudo isso tem um claro impacto com relação à economia na saúde pública. Segundo diversas pesquisas, os animais nos poupam diversas visitas ao médico, o que ajuda a saúde a economizar cerca de três milhões de euros por ano em países como Alemanha e Áustria.

Amar um animal é se ver refletido em seu olhar que espera tudo de nós, que convida a um carinho, que arranca um sorriso e emoções nobres. A única coisa que ele pede em troca é amor.

Cada um de nós poderia relatar com grande carinho esse momento em que alguém muito especial chegou em casa e a deixou do avesso - do mesmo jeito que com nossos corações. Alguma coisa desperta em nosso interior quando adotamos um cão, quando resgatamos um gatinho da rua, faminto, sujo e precisando de afeto.

É como se uma luz lá do fundo se acendesse, como se um mecanismo peculiar movesse as engrenagens da mudança para nos ajudar também a sermos pessoas melhores.

O animal “remédio” e as terapias milagrosas

Começaremos contando o caso de Claudia, uma paciente com Alzheimer que havia deixado de sentir interesse pelo mundo. Nenhuma atividade que realizava em sua residência produzia mudança em seu estado, exceto uma: quando os técnicos de animação sociocultural traziam quatro cadelinhas treinadas para esse tipo de terapia.

Claudia tinha preferência por uma das cadelinhas. Só de vê-la, seu olhar se acendia e sua energia despertava para se conectar com força à realidade. Nunca falhava. Segundo depois, essa paciente pegava o animal nos braços, beijava e lhe contava inúmeras coisas. Graças a essa interação, foi possível diminuir a administração de diversos remédios orientados para a resposta física, cognitiva e emocional. Os animais são verdadeiros remédios para as pessoas.

Segundo um estudo publicado na revista Frontiers in Psychology, esse “despertar” pode estar relacionado à ativação da ocitocina, conhecida como o hormônio do amor, afeto e carinho. Quando seus níveis aumentam, surge uma série de disparadores psicológicos e psicofisiológicos que favorecem que as pessoas estejam mais presentes e, por sua vez, mais receptivas a tudo que implique aspectos emocionais (abraços, carícias, palavras carinhosas…).

Olhar dos nossos animais

Às vezes, um animal pode até mesmo estabelecer uma melhor conexão emocional com o olhar do que uma pessoa.

Um animal tem uma capacidade de conexão emocional realmente incrível, seja através de um simples gesto, seja por um olhar. De fato, sabe-se que o contato visual entre um cão e seu tutor é tão genuíno e sincero que, graças a isso, o vínculo entre ambos se fortalece.

Existem muitos tipos de amor, mas o que se pode sentir por um animal é uma coisa excepcional que tira o melhor de nós mesmos e que, por sua vez, nos ajuda a sermos melhores pessoas.

Segundo uma interessante pesquisa publicada na revista Science, os cães reconhecem o sorriso da pessoa, mostram empatia e inclusive sabem interpretar nossas emoções só de nos olhar nos olhos. Tudo isso seria resultado de tantos anos de evolução em comum, nos quais se criou um vínculo excepcional que vai além de raças ou tamanhos. Emerge diretamente dos genes e do coração.

Transformamo-nos naquilo que vemos no olhar dos nossos animais de estimação

Dizem que o olhar do nosso cão é o melhor espelho para ver o reflexo das nossas próprias almas. É uma verdade tão verdadeira que merece a nossa atenção.

Se algum dos animais que criamos se esquiva e seu olhar tem o reflexo do medo, com certeza existe alguma coisa que não anda bem. O temor se nutre de um impacto emocional negativo.

Agora, poucas coisas podem ser tão terapêuticas quanto chegar em casa desanimado e com as lágrimas queimando como grãos de areia nos olhos para, de repente, nos vermos refletidos no olhar do nosso cão ou gato. É como se nos abraçassem e nos dissessem que vai dar tudo certo.

Para nossos animais, somos a coisa mais bela de seu mundo, e isso não se refere apenas à necessidade de alimento. Eles também precisam receber afeto.

O olhar de um animal serve de espelho para fomentar nossa autoaceitação. Seus olhos sinceros nos oferecem outra perspectiva com a qual relativizar os problemas, ansiedades e estresse. É suficiente abraçá-los e logo o mundo volta ao seu equilíbrio.

Essa dose maravilhosa de ocitocina que nossos animais de estimação nos dão nos permite reconectar com a realidade, conjugar o afeto com o sonho para vencer as nuvens cotidianas com mais segurança. Porque todos estamos “um pouco adormecidos” até termos descoberto o que é amar um animal.

Fonte: Bem mais Mulher 

Foto: Reprodução


NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

1. Lembramos que animais de estimação não têm a função de nos fazer bem. Esse amor é uma consequência natural de uma relação saudável e bilateral, em que ambos - animal e tutor - cuidam um do outro. Leia aqui sobre guarda responsável.

2. Ressaltamos também que não são apenas cães e gatos que têm sentimentos e, portanto, merecem amor, respeito e cuidados. Leia aqui sobre senciência animal. 

Motorista de BRT resgata cachorro que estava em pista e o adota


Um motorista do BRT no Rio de Janeiro atraiu a atenção de passageiros ao tomar uma atitude solidária na última semana.

Após ver que havia um cachorro abandonado na pista da Transolímpica, na zona oeste do Rio, ele decidiu parar o ônibus que dirigia e resgatar o animal. O momento foi registrado em vídeo pelos passageiros que estavam no coletivo.

"Saí da estação de Magalhães Bastos e vi, entre as brechas do concreto, que o cachorro estava deitado. Fui para a Vila Militar e, quando voltei, o cachorro estava na calha, assustado. Ali, próximo ao terminal, fiz a volta e o cachorro estava com medo, querendo pular. Pensei: 'Tenho que ajudar'. Tive a atitude de parar o carro e tentar salvar. É uma vida", falou emocionado o motorista Sílvio Gomes.

Ao contar a história para a esposa, Gomes disse que recebeu bronca por não ter ficado com o animal. Ele conta que levou o cachorro para um lugar onde o animal foi encaminhado para uma pet shop e recebeu os cuidados necessários.

Na última sexta-feira (12/10/2018), durante uma entrevista ao vivo no Bom Dia Rio, ele reencontrou o animal e decidiu adotá-lo. "Já pensei no nome: Olímpicos", disse o motorista emocionado. A escolha do nome, segundo ele, é em homenagem ao local onde o animal foi resgatado.

Fonte: G1 

Foto: Andressa Gonçalves / TV Globo 

Gato cego apoia idosa em tratamento contra o câncer


Donny foi encontrado vagando por um estacionamento em Nova Iorque, nos Estados Unidos, quando era apenas um gatinho. Seus olhos estavam subdesenvolvidos e tiveram de ser removidos. Depois da cirurgia, descobriu-se que o gato estava com hipoplasia cerebelar, uma condição neurológica que causa graves problemas de equilíbrio.

Susan Smith soube da história de Donny e imediatamente resolveu adotá-lo. Apesar de todos os problemas de saúde, ele é um animal muito dócil e amoroso. 

Ao mesmo tempo, a mãe de Susan, de 88 anos, estava sendo tratada de um câncer de pulmão e passou por 17 procedimentos de radiação. E, sempre que possível, o animal estava ao lado dela. “Esse é o meu Donny”, fala, com voz doce, a avó do gatinho cego. O momento foi registrado na página do Instagram criada por Susan.

Ainda na rede social, a família publica outras situações em que o gato serve como terapeuta daqueles que precisam de uma recuperação. Donny geralmente visita pacientes idosos que têm doença de Alzheimer e demência. 

Ao chegar ao local, o gato cego senta no colo de cada um deles. Arrancando sorrisos, Donny promove a melhora emocional dos doentes, que sempre têm ânimo para dar carinho a ele.

Acompanhe aqui o perfil do Instagram.

Fonte: Estadão 

Foto: Instagram / Reprodução

Gato: animal mais que perfeito


Por Célia Musilli

Em dia de tempestade, ele parece sentir um curto-circuito. Na velocidade dos raios, pula e se esconde embaixo da cama. Depois, num mergulho digno de um golfinho, o animal de quatro patas volta à superfície, arriscando um salto que passa rente à minha orelha e me faz proteger os olhos com as mãos.

O nome do animal elétrico com o qual convivo é Grafite, o gato siamês com pés na nobre linhagem dos vira-latas, o que não faz dele um bicho puro de raça, mas uma misturinha cabocla, ativo como quem recebe ordens de ondas elétricas, que recolhe no ar e transforma em estripulias, no apartamento de 130 metros quadrados. 

Adotado depois de ser encontrado com uma ninhada de mais dois gatinhos, a poucos quilômetros do centro de Londrina (PR), o bichinho chegou em casa acomodado numa caixa de onde saiu como um bebê, tirando do cerco de papelão uma pata de cada vez. Depois ganhou confiança, teve colo, subiu nas cadeiras, descobriu minha cama, aninhou-se no inverno entre as cobertas, até descobrir os armários com a gata Tattoo, habitante mais antiga da casa, bonita como uma tigresa de pelos dourados e andar sensual como o de Gisele Bündchen

Hoje, a dupla anima minhas manhãs, revezando o humor de modo que nunca sei se vão acordar como gatos ou como tigres, se vão ficar em silêncio ou desatar a miadeira até que a ração seja servida, os vizinhos acordem, e eles se deem conta de que o dia finalmente começou, dispostos às aventuras de sempre. 

A Ode ao Gato, do poeta chileno Pablo Neruda*, celebra o felino como o bicho que chegou pronto ao mundo. 

"Os animais foram 
imperfeitos, 
compridos de rabo, tristes 
de cabeça. 
Pouco a pouco se foram 
compondo, 
fazendo-se paisagem, 
adquirindo pintas, graça voo. 
O gato, 
só o gato apareceu completo 
e orgulhoso: 
nasceu completamente terminado, 
anda sozinho e sabe o que quer." 

Eu diria que tal perfeição combina com a suprema malícia. Já vi gatos cercando ratinhos em tijolos furados num jogo de pega-pega, já vi gatos caçando vaga-lumes em telas de computador, pegando bolinhas de papel para devolvê-las ao cesto e - pasmem - acompanhando balés na televisão como se fossem eles mesmos o Nureyev. 

Com tanta vivacidade, concordo com Neruda sobre a perfeição do gato, em poses de pura elegância ou brincadeiras que me lembram malabarismos e saltos sem rede de proteção. Mas também concordo com o poeta sobre o mistério do gato, porque nunca sei se veem baratas ou espíritos nas paredes, quando estalam os olhos num ponto fixo. Nessa hora, confesso que fico com medo do gato, que, além de bicho, é mago.


Ilustração: Marco Jacobsen


NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

*1. O poeta brasileiro Ferreira Gullar também já exaltou os gatos em sua arte. Leia aqui.

2. Conheça aqui nossos mais que perfeitos bichanos para adoção!

Cão que ficou paraplégico em atropelamento é adotado após três anos em abrigo


O cão que ficou paraplégico após ser atropelado, e ainda teve de viver sem uma família por vários anos em um abrigo, conseguiu um novo lar na semana passada.

Depois de três anos no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Bauru (SP), Ceninha foi adotado pela professora Luana Strabelli, que, em 24/9/2018, procurou o CCZ em busca do cachorro paraplégico que havia visto nas redes sociais.

“Meu interesse era pegar um bichinho que ninguém quisesse”, relata. Na hora, todos os funcionários já souberam de quem Luana estava falando. Era o “cãozinho-propaganda” da campanha de vacinação contra raiva em 2017.

Ceninha foi vítima de um atropelamento aos seis meses de idade. O animal foi resgatado pela equipe do CCZ e passou por exames que mostraram que havia uma fratura em sua coluna vertebral.

Após o diagnóstico, Ceninha passou a receber cuidados de especialistas e chegou a fazer tratamentos como acupuntura e fisioterapia animal. Com sequelas físicas irreversíveis, ele não iria mais conseguir andar com as patas de trás.

A saída encontrada pelo CCZ foi equipá-lo com uma cadeira de rodas adaptada, especialmente feita para ele. Daí o nome, em homenagem a Ayrton Senna.

Ceninha se adaptou facilmente às rodinhas e não demorou para começar a correr, contam os funcionários do CCZ. “Foi amor à primeira vista”, declara Luana, entusiasmada.

A professora adotou o cachorro após ele esperar por um novo lar durante os últimos três anos. “Já é difícil as pessoas adotarem um animal adulto, imagina com deficiência”, pontua.

Além de Ceninha, Luana é tutora de outros dois cães, Led e Raul, e mais dois gatos, Jani e Zé. Segundo ela, a adaptação na nova casa tem sido tranquila.

Chefe da Seção de Controle de Zoonoses, Valéria Medina conta que todos os funcionários ficaram muito emocionados com a atitude de Luana. “Achávamos que ele nunca fosse ser adotado”, admite.



Campanha de adoção

Apesar da saída de Ceninha, o CCZ ainda tem dificuldades para encontrar pessoas interessadas em adotar animais com deficiência. Atualmente, a unidade tem outros três cachorros e uma gata com deficiência esperando um novo lar.

Depois de adotados, os animais continuam a receber acompanhamento de um fiscal do Centro por meio de visitas domiciliares.

Fonte: G1 

Fotos: Centro de Controle de Zoonoses de Bauru


NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

1. Leia matéria feita sobre o CCZ de São Paulo, nosso parceiro, sobre os animais especiais que ainda aguardam um lar: Pretos, velhinhos e doentes: os cães rejeitados na fila da adoção 

2. Leia sobre pessoas que fazem equipamentos para animais com deficiências físicas, por amor a eles: 



Sete sinais de que você não está pronto para adotar um animal


Antes de acolher um novo membro animal em sua família, é necessário ter certeza da sua decisão e estar preparado. A seguir, confira medidas que podem evitar futuros abandonos.

1. Não ter recursos financeiros básicos. Ninguém precisa ser rico, mas, assim como um filho, os animais de estimação demandam gastos - entre eles, consultas veterinárias. Programe o orçamento.

2. Não contar com imprevistos. Quando a adoção se dá durante a fase de filhote, saiba que é quase impossível prever o tamanho e o temperamento do animal no futuro. Além disso, o bichinho pode ficar doente ou não ir com a cara do seu namorado/namorada, por exemplo. Esteja preparado para qualquer cenário.

3. Ter apenas o pedigree do animal em mente. Animal não serve para dar status.

4. Esperar que sua casa fique intacta. É bastante improvável que o novo amigo não estrague uma coisinha sequer do seu lar. Pode arranhar o sofá, comer o pé de uma cadeira, rasgar uma almofada novinha… Faz parte.

5. Não pensar em longo prazo. Os animais vivem por muitos e muitos anos. Cogita ter um bebê em breve? Ou mudar de país? Considere que o animal estará com você no futuro e jogá-lo na rua não é uma opção.

6. Não checar se a casa e a família estão preparadas para essa mudança. Consulte os moradores da sua residência para saber se todos aceitam o bicho. Além disso, a casa precisa ser segura para o animal. No caso dos gatos, deve-se instalar telas nas janelas e em ambientes abertos para evitar fugas para a rua.

7. Não encarar a realidade de que eles demandam trabalho e tempo. Os animais, obviamente, não são brinquedos. Não podem ficar jogados em um canto. Eles transformam sua rotina: precisam de passeios diários (no caso dos cães), atenção, ambientes limpos, carinho…

Não se encaixou em nenhuma das situações acima? Então você está pronto para adotar um animal. Corra para o abraço e tome a decisão que vai encher sua vida de amor.

Fonte: Veja SP 

Foto: Reprodução  

Cães, antas, veados, galinhas e cavalo são acolhidos e amados no Santuário de Elefantes Brasil


Feridos, agredidos, doentes, abandonados, os animais chegam em condições precárias. Muitos são encaminhados por órgãos ambientais ou de proteção animal. Acolhidos e tratados, alguns morrem, mas outros resistem e se juntam às gigantes Maia e Guida, as primeiras moradoras do Santuário de Elefantes Brasil, no Mato Grosso. Na rotina sossegada, ficam circulando na reserva, aproveitando aquela natureza bonita e a paz do lugar, tirando sonecas e interagindo.

Blais é apaixonado pela cadela que adotou, a Molly, abandonada pelo antigo dono da fazenda


São seis cachorros no Santuário. Goomba, por exemplo, é macho, e Maggie, fêmea. Vieram dos EUA e esse já é o segundo santuário onde moram, além de um no Tennessee. Foram trazidos pelo responsável pela reserva, Scott Blais, e sua mulher, a técnica veterinária Kat Blais, que têm mais de 20 anos de experiência em resgate e reabilitação de animais selvagens – seis deles só com elefantes. Ela atua na causa divulgando o projeto pela internet, mundo afora, e fazendo campanhas para ampliar as doações solidárias.

Outras duas cadelas que circulam entre as elefantes são Molly e Minnie. Elas moravam na fazenda do Santuário com o caseiro do antigo dono e foram deixadas lá quando ele se mudou. “Eram ariscas, quase não tinham contato com gente. Scott e Kat adotaram as duas e hoje elas dormem dentro de casa toda noite e, de dia, são guardiãs ferozes da Maia e da Guida”, conta a assistente administrativa do Santuário de Elefantes Brasil, Cassia Motta.

Cadela Minnie e galinha Lilly dividem cama tirando uma soneca


Bugsy é macho. Era um filhote abandonado na estrada perto da fazenda do Santuário, quando resgatado. Em péssimas condições, foi adotado, tratado e hoje é um fiel companheiro de todos no local.

Os cães são vira-latas, castrados e vacinados.

Para lá e para cá, vivem no Santuário de Elefantes também os gatos Saffron, que é fêmea, e Bodhi, macho. Foram deixados na porta da casa de Scott e Kat em Guarantã do Norte, quando ainda estavam morando lá, procurando fazenda para comprar. O Santuário, a princípio, seria instalado em Guarantã.

O cavalo Frederick já é idoso. Foi deixado no Santuário pelo antigo dono. Scott e Kat o adotaram, trataram e não aceitam que seja mais utilizado para puxar carga. “Hello, friend”, diz Scott, ao passar por ele, se referindo ao amigo. Ali, cavalo não é meio de transporte. Os funcionários andam pela fazenda a pé, de carro ou de quadriciclo, mas não montados nele.

Só de antas, quatro já foram reabilitadas no Santuário e soltas de volta na natureza. Porém uma delas, chamada Alma, por causa dos problemas de visão e neurológicos, nunca poderá ser reintroduzida como os outros. Seu nome foi escolhido através de campanha pelo site do Santuário de Elefantes. Ela sofreu agressões, daí os problemas de saúde. 

O último a chegar na reserva é um veado filhote. Seu nome ainda não foi escolhido. 
Deve ser lançada uma campanha para isso


Enquanto Guida e Maia comem feno, perto das grades transita o galo cego Bibi. Ele também foi deixado na fazenda pelo antigo dono, assim como as demais aves. Meses depois, o dono voltou para buscá-lo, mas já era tarde demais. Scott e Kat já tinham se afeiçoado a todos eles e não gostaram nem um pouco da ideia de entregá-los para que virassem comida. Por um preço amigável, fizeram negócio e os animais ficaram.

As galinhas, como Lilly e Giba, são chamadas por Kat como se fossem animais domésticos. Entram na casa de seus tutores, sobem no colo como os demais bichos e parecem muito à vontade.

O último a chegar na reserva é um veado filhote. Sua mãe foi atropelada e ele estava sendo criado por um casal em uma chácara próxima a Salgadeira. “Um dos nossos voluntários visitou a chácara e, percebendo que o casal precisava de ajuda para oferecer melhores condições ao animal, entrou em contato com o Santuário”, explica Cassia. “Fizemos o resgate, comunicamos à Sema (Secretaria de Estado do Meio Ambiente) e hoje ele está sendo reabilitado pelos veterinários da reserva para, em breve, ser reintroduzido na natureza.”

Galinha dorme em casa, no sofá e até mesmo dentro do carro da reserva


Scott e Kat tratam Maia, sempre atrás da grade de proteção


Bugsy tira uma soneca na casa de Scott e Kat, seus amigos


Frederick passeia pelo novo galpão, que está sendo estruturado para receber oito novos elefantes


Frederick não puxa carga porque ele não é meio de transporte


Frederick é alimentado pelo seu amigo Scott no início da manhã


Fonte: RD News 

Fotos: GSE


Leia mais sobre Maia, Guida e o Santuário de Elefantes Brasil:


Animais abandonados ganham recomeço em São Paulo

A vira-lata Milagres com as tutoras (Foto: Marcelo Justo / Veja SP)


Animal de estimação não é descartável. Apesar da obviedade da constatação, muita gente parece pensar o contrário, vê o mascote como um produto, um brinquedo. Ao enjoar do animal ou ao menor sinal de transtorno, livra-se dele — muitas vezes, de maneira cruel. Os motivos para a rejeição são diversos. Uma pesquisa realizada há três anos pelo Instituto Waltham em parceria com o Ibope Inteligência mostrou que apenas 41% dos tutores entrevistados (26% deles da capital) levariam seu bicho junto caso mudassem de casa.

Além da migração de endereço, alguns tutores apontam como justificativa para o abandono latidos em excesso, bagunça, sujeira, crescimento aquém do esperado, não ter com quem deixar o animal nas férias, gravidez, e por aí vai. “Às vezes, de um dia para o outro, o tutor se desfaz de um companheiro de anos”, conta Cintia Tancredi, uma das fundadoras da ONG Vira-Lata É Dez, responsável por quase mil cães e gatos.

Não há dúvida de que os bichos sofrem no processo. O zootecnista Alexandre Rossi explica que a separação do tutor pode causar ansiedade, estresse e outras complicações. “Isso costuma trazer cicatrizes emocionais bastante sérias ao animal”, afirma. Alguns desses bichos tiraram a sorte grande ao ser recolhidos das ruas e ter garantidos abrigo e cuidados de novas famílias ou de ONGs especializadas (conheça a história de parte deles abaixo).

A maioria desses “órfãos”, entretanto, segue ao relento. Não há número oficial para o tamanho do problema, mas só o Instituto Luisa Mell, uma das maiores entidades do tipo, recebe cerca de 180 solicitações de resgate por dia. “Conseguimos atender a média de 80 pedidos por mês”, contabiliza a ativista.

Todos os abrigos de grupos de proteção da área estão transbordando, praticamente sem vagas e com dificuldades financeiras. A prefeitura também não possui estrutura para recolher todos os peludos à deriva. Dispõe só do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), em Santana, onde vivem cerca de 200 cães e gatos. O órgão se concentra em ações como acolher animais sem tutor que atacaram alguém ou oferecem risco à saúde pública.

Nesse cenário, sobram animais pelas ruas, que contam apenas com a bondade de estranhos. Nem as leis existentes coíbem o sufoco. Vale lembrar: o abandono tem punições previstas nas esferas estadual e federal, com pena de três meses a um ano de detenção, mais multa.

“Elas se escolheram”

O amor é mútuo. A vira-lata Milagres veio para mudar a vida da menina Ana Laura, e vice-versa. Após ser largado na rua, o animal acabou atropelado e deixado para morrer. Teve afundamento de crânio, perdeu um olho e estava quase morto quando foi resgatado pelo Instituto Luisa Mell, em 2016. O nome Milagres veio de sua força para reviver. Quando já estava curada, no ano passado, a mascote foi levada para uma feira de adoção em um shopping paulistano. Ali, conheceu Ana Laura, 11 anos. “Foi paixão à primeira vista, elas se escolheram”, lembra a mãe, a acompanhante terapêutica Vanessa Patricio. A garota, que é autista, se sente agora mais segura, perdeu o medo de cachorros e tem uma ligação muito forte com a companheira canina.

Aposentadoria para o frajola

Dudu: gatinho idoso recebe tratamento de rei 
(Foto: Alexandre Disaro / Veja SP)


No fim de 2015, o gato Dudu, de aproximadamente 14 anos, foi deixado fechado em uma residência na zona leste, junto de outros 13 animais. Os felinos passaram fome durante dias (chegaram a comer filhotes que tinham morrido no local) até ser resgatados pela ONG Catland, que cuida de 400 bichanos. Após dois anos no abrigo, o “vovô” ganhou uma nova casa para curtir uma aposentadoria digna de rei, na companhia de outros dois irmãos felinos. “Senti que ele estava sempre meio triste. Não aguentei e acabei adotando- o”, afirma a tutora do frajola, a doceira Nicole Marques. “Hoje, nem parece um animal idoso, adora brincar.”

À espera, na portaria 

Dembe, abandonado pelos antigos tutores (Foto: Veja SP)


O gatinho Dembe, de quatro anos, começou a ficar muito agitado no ano passado. Para se verem livres dos miados, seus tutores resolveram botá-lo para fora do prédio onde morava, em Itaquera. O bichano não desistiu de voltar ao lar e esperava pelos tutores na portaria, pedindo para entrar — sem sucesso. Ao saber da situação, uma protetora castrou o felino, processo que costuma acalmar o animal. Ainda assim, os antigos tutores negaram o retorno do bichano, alegando que uma de suas filhas tinha alergia a pelos. Carinhoso, ele perambulou pelo bairro até ser levado para a ONG Adote um Gatinho, onde segue aguardando por adoção. Se tiver interesse em levá-lo para casa, escreva para informacoes@adoteumgatinho.org.br.

Labrador ligado no 220

O labrador Zeus: deixado para trás (Foto: Marcelo Justo / Veja SP)


Um casal decidiu se divorciar, mas acabou também se separando do cachorro. O ativo labrador Zeus, de cinco anos, foi deixado para trás, sozinho, no antigo lar dos tutores. Uma vizinha o alimentou através do portão até a equipe do Instituto Luisa Mell conseguir resgatá-lo, dias depois. Há um ano, após um mês na ONG, foi adotado pela família do analista Eric Oliveira. Hoje, há espaço só para ele na casa da zona sul, e o cão é paparicado até dizer chega. “Ele é ligado no 220”, brinca Oliveira. “Sinto pena desse tipo de pessoa que consegue abandonar um cachorro. Se você estiver deitado no chão, ele vai estar junto com você. O Zeus mudou todo nosso astral.”

Atropelamento e (quase) fuga

O jabuti: processo de recuperação após atropelamento 
(Foto: Alexandre Battibugli / Veja SP)


No começo do mês, um jabuti de pelo menos 25 anos chegou bastante machucado ao Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras), do Parque Ecológico do Tietê, gerido pelo governo do estado. Havia sido atropelado na casa onde vivia e apresentava sangramento na cabeça. Sem quererem bancar o tratamento, os tutores resolveram entregá-lo à instituição. O réptil, cuja expectativa de vida é de 80 anos, está em fase de recuperação. Quando possui vagas livres, o Centro recebe na faixa de 80 bichos do tipo por mês. “Muita gente vê o jabuti quase como um enfeite de jardim”, afirma a coordenadora do local, Liliane Milanelo. “No inverno, eles costumam ficar entocados. Há casos de tutores que se esquecem da existência do animal e deixam de alimentá-lo, por exemplo.”

Filhote desamparado

Sagui foi comprado por meio do tráfico de animais (Foto: Alexandre Battibugli / Veja SP)


O sagui da foto acima, com cerca de um mês de vida, foi parar no Cras do Parque Ecológico do Tietê porque sua compradora descobriu que a nota fiscal do bicho era falsa, ou seja, o macaquinho veio do tráfico. Para evitar problemas, ela entregou ao lugar o pequeno primata, pelo qual desembolsou mais de dois mil reais. A equipe da instituição de preservação de bichos exóticos ouve todos os dias uma enormidade de motivos para as doações. Esse saguizinho, por exemplo, é agora uma fofura, mas cresce e vive até a faixa dos 18 anos. “Ele faz barulho, tem cheiro forte, demanda alimentação especial e veterinário específico”, explica a coordenadora Liliane Milanelo. A maior parte dos bichos recebidos no Cras apresenta problemas de desnutrição e comportamento. A ideia é que o sagui se desenvolva e seja devolvido ao seu local de origem na natureza, no nordeste, em, no mínimo, quatro meses.

Jogada da ponte

A vira-lata Karen foi jogada de um viaduto na região do Rodoanel 
(Foto: Veja SP)


Há dois anos, a vira-lata Karen era uma filhote de apenas seis meses de idade. Na época, a cadela acabou vítima de uma maldade que a marcou pelo resto da vida. Foi jogada de um viaduto na região do Rodoanel em uma tentativa de se livrarem dela. A peluda, entretanto, sobreviveu à queda. A pessoa que a resgatou escutou um bater de porta de carro na estrada e, em seguida, viu “algo” ser arremessado da ponte. O animal foi levado às pressas, com muita dor, para a ONG Clube dos Vira-Latas, na região de Ribeirão Pires. Mesmo depois do tratamento, o animal perdeu a capacidade de andar. Vive desde então no abrigo da entidade. Talvez por algum trauma, não gosta de homens. Karen espera agora por mais uma reviravolta, como o acolhimento de uma nova família que possa cuidar dela. Se você quiser adotá-la, escreva para contato@ clubedosviralatas.org.br.

Para evitar o abandono

O que se deve saber antes de adotar um animal:

> Ninguém precisa ser rico, mas, assim como um filho, os animais demandam gastos. Programe o orçamento;

> Quando a adoção se dá durante a fase de filhote, saiba que é quase impossível prever o tamanho e o temperamento do animal no futuro. Esteja preparado para qualquer cenário;

> Caso não sejam castradas e tenham acesso à rua, as fêmeas podem ficar prenhes. A responsabilidade das crias é do tutor;

> Se for dar um peludo de presente a alguém, tenha certeza de que a pessoa deseja um animal e consegue cuidar dele. Afinal, é um mimo que “durará” por muitos anos.

Fonte: Veja SP 


NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

1. Sobre o jabuti e o sagui, lembramos sempre: animal silvestre não é pet! No caso do sagui da matéria acima, felizmente, ele é saudável e será devolvido à natureza, como deve ser. Já o jabuti, ferido e vivendo há anos dentro de uma casa, não tem condições de ser reintroduzido na natureza. Um caso como esse - um animal sem condições físicas de retornar à natureza - é a única exceção para que um animal silvestre viva em um lar humano (mas, ressaltamos, cuidado por humanos responsáveis e amorosos).

2. Na matéria original, a Veja SP cita outra forma de evitar o abandono, que deixamos para reproduzir agora: "A raça da moda pode ser essa ou aquela, mas o bicho provavelmente vai viver mais do que a tendência. Cachorro não serve para dar status". Editamos o texto e passamos essa parte para as notas finais com o propósito de fazer uma importante ressalva: cachorros (nem gatos ou quaisquer outros seres vivos) não são símbolos de status, portanto, NÃO COMPRE animais em hipótese alguma. Existem inúmeros bichos vivendo nas ruas sob péssimas condições, passando fome, sede, frio, doenças, sofrendo violências e acidentes, além daqueles que já tiveram a sorte de serem resgatados, mas ainda vivem em ONGs e abrigos lotados esperando um lar. Não existe razão para negar a esses animais a chance de uma vida digna para, em vez disso, comprar outras vidas, que são criadas com o único propósito de sustentar pessoas que querem ganhar dinheiro fácil. Leia aqui um texto bem ilustrativo sobre a realidade da criação de cães e gatos de raça. 

3. E conheça aqui os animais que aguardam um lar amoroso em nosso Centro de Adoção.