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Somos todos silvestres

Paloma Bernardi, atriz, arara-azul 


A campanha Somos Todos Silvestres, da AMPARA Silvestre em parceria com a Kryolan Brasil, tem como objetivo falar em nome dos animais silvestres do País. 

Todos os anos, milhares de espécies desaparecem do planeta em ritmo assustador. Isso acontece por diversos motivos. A caça, o comércio, o desmatamento e o tráfico internacional são alguns dos principais.

É importante informar para que todos entendam que lugar de animal silvestre é na natureza! E para que eles continuem a existir, precisam ser protegidos por todos nós. 

Mas, justamente na contramão dessa ideia, existe um projeto de lei criminoso que pretende liberar a caça de animais silvestres no Brasil - o PL 6.268/2016.

Talvez não sejamos capazes de recuperar as espécies que já foram perdidas, mas muitas outras precisam de atenção imediata! Por isso, pedimos que se juntem a nós nessa campanha e REPRIMAM a legalização da caça de animais silvestres, o comércio de fauna, o desmatamento e o consumo irresponsável dos nossos recursos naturais.

Seja você também a voz que fala por eles. 

#SomosTodosSilvestres  

As fotos realizadas nessa campanha darão fruto ao calendário da AMPARA Silvestre 2019, com 100% da renda destinada aos projetos em prol dos animais silvestres do Brasil.

Sophie Charlotte, atriz, onça-pintada


Astrid Fontenelle, apresentadora, mico-leão-dourado



Derrick Green, cantor, pantera-negra



Gianne Albertoni, modelo, veado-campeiro



Julia Faria, atriz, coruja-orelhuda



Juliana Camargo, modelo, presidente da AMPARA Silvestre, tartaruga 



Mariana Goldfarb, modelo, gato-mourisco



Renata Kuerten, modelo, iguana



Sergio Marone, ator, macaco-aranha



Luísa Sonza, cantora, onça-parda (puma, suçuarana)



Fotos: Jacques Dequeker 

Maquiagem: Alisson Rodrigues


NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

1. Leia também: Animal silvestre não é pet! 

2. Relembre aqui a campanha Somos Todos Vira-Latas, de 2014, da AMPARA Animal.

CCZ de São Paulo tem site para divulgar animais que estão há tempos em fila de adoção


Será que o seu filho peludo está mais próximo do que você imagina? O Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo (CCZ-SP) tem o site Eu Adoto no CCZ, com uma lista de animais que estão na fila de espera de adoção, apenas aguardando uma chance de ganhar uma nova família.

No site, há cães e gatos, cada um com uma ficha detalhando características como idade e porte.

Alguns dos animais, principalmente os mais idosos ou de pelagem preta, já passaram uma boa parte de suas vidas na fila, porém, ainda não encontraram alguém disposto a adotá-los.

Se você estiver em São Paulo - capital ou arredores -, se interessou por um peludo canino ou felino e for maior de idade (o animal deverá ser registrado sob o nome de um adulto), compareça ao CCZ portando RG, CPF, comprovante de residência e uma coleira (para cães) ou caixa de transporte (para gatos). A taxa de adoção é o valor simbólico de R$ 23.


Serviço 

Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo (CCZ-SP)
Endereço: Rua Santa Eulália, 86 – Santana
Telefone: (11) 3397-8900
Funcionamento: De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h; aos sábados, das 9h às 15h (não abre aos domingos nem feriados)

Fonte: Portal do Dog 

Fotos: CCZ-SP / Divulgação 

5 dicas para tutores de cachorros em Sampa

Minhocão, no centro de São Paulo, fica fechado aos domingos e feriados 
(Foto: Matheus Vidal)


Podemos dizer que a cidade de São Paulo reúne os mais variados tipos de culturas, tanto nacionais quanto internacionais. Já ouviu a frase “em São Paulo, tem tudo”? É verdade. Podemos encontrar comércio aberto 24 horas, inúmeras opções de lazer (cinemas, teatros, parques, restaurantes etc.), universidades públicas e particulares e todo tipo de empresas, de pequenas a multinacionais.

São Paulo é tudo isso e muito mais! E claro que essas vantagens de morar em Sampa não iriam se limitar a nós, humanos. Nossos peludos também podem aproveitar muito em São Paulo. Então, você que tem cachorro e mora em Sampa, precisa conhecer as dicas a seguir.

1. Cachorródromo

     O cachorródromo do Ibirapuera fica em um local próximo, mas cachorros também 
podem frequentar o Parque, desde que levados na guia (Foto: Instagram)


Você com certeza já ouviu falar sobre kartódromo, impostômetro… e cachorródromo? Você não pode deixar de levar seu peludo a um desses cinco lugares em São Paulo com espaços próprios para nossos filhos de quatro patas correrem e brincarem muito:

> Parque Buenos Aires: fica na metade de um quarteirão da avenida Angélica, próximo ao portão da rua Piauí. É um espaço protegido com cerca, e tem bancos e bebedouro para nós, papais e mamães. Só não pode se esquecer de recolher o cocô do seu filho peludo;

> Parque da Juventude: também chamado de Parcão. É um lugar que todos os cachorros adoram, e fica ao lado da Biblioteca de São Paulo;

Parque Villa-Lobos: é um lugar muito agradável para ir, mas um ponto negativo é a falta de árvores, o que deixa pouca sombra no local;

Parque Ibirapuera: aqui, o cachorródromo não fica dentro do parque. Por isso, ganhou o apelido de “Redondo”, e ocupa o Clube da Comunidade Modelódromo do Ibirapuera (rua Curitiba, 290), com horário de funcionamento das 7h às 19h;

> Praça Roosevelt: em uma extensão na lateral direita da praça, fica o conhecido “Cachorródromo da Roosevelt”, onde os cachorros podem brincar muito. 

2. Ônibus para cachorros

       Foto: Reprodução


Em São Paulo, a Lei nº 16.125 autoriza o transporte de animais de pequeno porte nos ônibus coletivos da capital. Mas atenção às regras:

> Deve ser pago um valor determinado referente ao transporte se ele for ocupar um assento;

> O tutor deve apresentar a carteira de vacinação do animal;

> O transporte é proibido nos horários de pico dos dias úteis, entre as 6h e 10h e das 16h às 19h;

> O animal pode andar no ônibus desde que esteja na caixa de transporte adequada para seu peso e altura, isenta de dejetos, água e alimentos. A segurança, higiene e conforto dos outros passageiros não podem ser prejudicados. E nada de deixar a caixa no corredor;

> São permitidos dois animais por transporte e com peso máximo de 10 quilos;

> Não são permitidos cachorros ferozes ou que comprometam a saúde dos demais passageiros;

> A empresa de ônibus não tem nenhuma responsabilidade pela integridade física do peludo durante o transporte;

> Cães-guias podem acompanhar seus tutores independentemente do tamanho;

> A Lei também fala sobre o não cumprimento por parte das empresas de transporte, que acarretará multa de R$ 1 mil, dobrando em caso de reincidência.

3. Passeio cultural canino

Cinematilha: tutores e cães podem pegar um cineminha juntos (Foto: Divulgação)


Depois de conhecer o cachorródromo, que tal fazer um passeio mais cultural com seu peludo por São Paulo? Vamos te mostrar algumas opções:

> Matilha Cultural: permite ver um filme, uma atividade cultural ou simplesmente fazer um passeio diferente com seu amigo. Fica na rua Rego Freitas, 542 – República*;

> Minhocão [foto que abre esta postagem]: ótimo lugar para praticar esportes, caminhar ou passear com seu cachorro. Essa via fecha para carros todos os dias, das 21h às 6h30, e aos domingos e feriados;

> Avenida Paulista: assim como o Minhocão, é uma boa opção para caminhar e passar um dia agradável com seu peludo. A Paulista fica fechada para carros todos os domingos, das 10h às 19h.

4. Passeio gastronômico canino

Quem mora em São Paulo sabe que é uma cidade que nunca para, com uma infinidade de opções de lazer, muitos lugares para visitar e muitas opções gastronômicas. E como apaixonados por cães, queremos também levá-los para todo canto. Pensando nisso, muitos estabelecimentos estão aceitando animais e têm até espaços próprios para eles. 

5. O que levar nos passeios e cuidados necessários

Durante a farra no Parque Buenos Aires, cachorro pode se hidratar 
com a água levada por seu tutor (Foto: Instagram)


Demos algumas sugestões de locais para quem tem cachorro e vive na cidade de São Paulo, mas siga sempre essas dicas na hora do passeio:

> Evite passear sem antes levar seu cão para "usar o banheiro". Assim, você evita possíveis constrangimentos nos locais que visitar. Mesmo assim, previna-se, tendo sempre um cata-caca. Afinal, ninguém merece pisar num cocô;

> Como vimos, não é em todos os passeios que você vai encontrar água ou comida para seu cachorro. Por isso, antes de sair, é interessante alimentá-lo e sempre levar água fresca e um pouco de comida em passeios mais longos;

> Antes de escolher o destino, conheça bem seu cachorro: se ele é do tipo temperamental ou não se dá bem com estranhos, lembre-se de verificar se tem bastante espaço para ele brincar ou se vai ficar muito próximo das pessoas.

Em locais públicos, vale a Lei nº 11.531/2003 (estadual), que diz que cachorros american staffordshire, pitbull, rottweiler, bull terrier, mastim napolitano e raças derivadas ou variações de qualquer das raças indicadas só podem circular em locais públicos se estiverem com coleira e guia curta (até dois metros). Em centros comerciais e parques, é obrigatório também o uso de focinheira.

A multa pelo não cumprimento da Lei é de R$ 124,90, valendo para todo o estado de São Paulo.

Fonte: Petiko 
 

*NOTA DA NATUREZA EM FORMA:

A Matilha Cultural, além de nossa vizinha (ficamos na rua General Jardim, 234), é nossa parceira desde 2009. Todos os domingos, das 10h às 19h, eles recebem nossos cachorros em sua Feira de Adoção. Os cães ficam soltos no espaço e os candidatos a tutores têm a oportunidade de brincar com os animais, conhecendo-os melhor. 

Entre as artes e cães fazendo artes: candidatos a tutores interagem com nossos cachorros 
para adoção na Matilha Cultural (Foto: Natureza em Forma / Divulgação)

Precisamos falar sobre: Twelves, o macaco do cantor Latino


A pauta do noticiário sobre celebridades de ontem (20/3/2018) foi a morte de Twelves, macaco de Latino, e como o cantor estava "arrasado". E hoje a OSCIP (organização da sociedade civil de interesse público) AMPARA Silvestre, braço da AMPARA Animal, uma das principais entidades de defesa dos animais no Brasil, publicou em suas redes sociais (Facebook / Instagram) uma corretíssima mensagem a respeito, que reproduzimos abaixo.


Precisamos falar sobre: Twelves, o macaco do cantor Latino

Primeiramente, gostaríamos de deixar claro que a morte do macaquinho também doeu em nós, mas não podemos deixar de nos posicionar sobre mais um caso de animal silvestre tratado como pet.

Twelves era um macaco-prego. Que era vestido como humano, usava coleira, era tratado como uma criança. Seus instintos não eram respeitados, sua liberdade lhe foi tirada, ou melhor, nunca teve direito a ela. Nasceu para ser status.

É necessário que as pessoas entendam que independentemente da condição financeira ou social da pessoa, um animal silvestre nunca vai ter a vida adequada para sua espécie quando em cativeiro. Nada substitui a vida em seu habitat ou muda seus instintos.

Já era a segunda fuga do macaco-prego, ambas foram na mesma região, local de mata. É evidente que ele sentia a necessidade de um contato maior com a natureza e liberdade. Entendemos o encanto que os animais causam nas pessoas, mas isso não lhes dá o direito de tê-los.

Compartilhem informação. Silvestre não é pet! Seu lugar é na natureza e podermos vê-los em seu habitat natural é inigualável.

#AMPARASilvestre #SilvestreNãoÉPet

Com o restaurante Pop Vegan Food e a marca de sorvete Da Sereia, é pelo estômago que ela faz ativismo vegano

Carol Caliman, a Sereia, transformou seu ativismo vegano em duas empresas


Quase todos os dias, ali pela hora do almoço, uma discreta fila se forma na frente de um restaurante que atrai a clientela, primeiro, pelo preço. Por R$ 15 (R$ 10 às segundas-feiras, R$ 18 aos sábados), come-se à vontade no bufê. Aberto em julho de 2017, o Pop Vegan Food fica em São Paulo e é uma das formas que Carolina Caliman, 35 anos, encontrou de fazer ativismo vegano. Tudo do bufê - e também da pizzaria, que funciona à noite no mesmo local - é feito com os mais variados ingredientes (todos de origem vegetal) e “com muito amor”, elemento que ela aponta como o segredo do sucesso.

A empreendedora, que não consome nada de origem animal desde os 15 anos, acredita que unir a paixão ativista aos negócios está funcionando bem. Além do Pop, ela está por trás da marca de sorvetes Da Sereia, fundada em 2015. Sua missão com as duas empresas é trazer mais aliados para a causa vegana pelo estômago. “Sempre gostei de pensar em receitas e veganizar (criar versões veganas de receitas tradicionais) comidas. Ao mesmo tempo, desde nova, já me entendia como ativista.”

Mas se engana quem pensa que as ideias do Pop e Da Sereia vieram de alguma faculdade de gastronomia ou administração. Carol começou a cursar hotelaria em 2000, mas, depois de um ano e meio, viu que o curso não era bem o que esperava. Resolveu então se dedicar integralmente à King55, loja de roupas do pai, então com uma pegada streetwear. Ela fazia de tudo e diz ter formado ali a base de sua veia empreendedora.

Tem bolinho, tem pastel, tem feijoada. Para comer à vontade no Pop Vegan Food, 
paga-se de R$ 10 a R$ 18, dependendo do dia da semana


Com o aval do pai empreendedor, Carol teve espaço para iniciar “uma pequena grande revolução” e substituir no catálogo da loja todo e qualquer produto que levasse matéria-prima de origem animal (tal como couro, lã e seda). Depois de veganizar a loja e aprender muito no caminho, em 2010 Carol entendeu que era hora de buscar novos desafios. “Para ter uma vida profissional rica, a pessoa não pode ficar do começo ao fim no mesmo negócio.”

Nos anos seguintes, ela trabalhou em diversas marcas de moda e no ramo de cama, mesa e banho. Mesmo não sendo a proprietária, ela conta que se via cuidando de todas as áreas, com uma visão gerencial, em todas as empresas por onde passou. Para Carol, isso é uma influência do pai, que a ensinou a ter controle e cuidado com os mínimos detalhes. “Nos meus outros empregos, sempre lidei de uma forma como se o negócio fosse meu também. Não tinha muito aquela sensação de ser funcionária e fazer só uma determinada função.” Porém, com o tempo, ela já não estava tão feliz com o que fazia e pedia constantemente “ao universo” por outras oportunidades que lhe despertassem mais prazer e, claro, garantissem seu sustento.

Como é veganizar restaurantes

Não demorou muito para que seus pedidos fossem atendidos. Em 2014, o casal Monica Buava e Guilherme Carvalho, seus atuais sócios no Pop e consultores de negócios da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB, a principal ONG da causa no País), chamaram Carol para ajudar a popularizar e veganizar o Barão Natural, um restaurante no centro da capital paulista que tinha um cardápio ovolactovegetariano (sem carnes, mas com ovos e laticínios). 

A atuação do trio de consultores deu tão certo que, em 15 dias, eles se uniram aos sócios do Barão, que hoje tem cinco unidades. Durante sua passagem pelo restaurante, ela pensava no cardápio, inventava doces, servia mesas e atendia clientes. A única coisa que não fazia era cozinhar receitas salgadas. “Sou um desastre na cozinha. Consigo criar e pensar nos pratos, mas se eu colocar a mão para fazer, sempre dá errado. Não me dou bem com fogo, mas me dou bem com liquidificador e comidas frias.”

Da facilidade de Carol preparar iguarias doces e geladas, nasceu a marca de sorvetes Da Sereia


A facilidade de criar as preparações doces e geladas combinou com um apelido que ela já tinha, Sereia, nome que empresta a sua marca de sorvetes, a Da Sereia, desenvolvida na mesma época em que empreendia no Barão Natural. Os produtos começaram a ser fabricados em pequena escala, com um investimento inicial da própria Carol, de R$ 30 mil, e comercializados ali mesmo no restaurante.

Sabores criativos como o Loko (bala de coco com paçoca) ou o Hare-Hare (hibisco, rosas e limão), vendidos como picolé a R$ 5 ou no pote por R$ 8, conquistaram os fregueses. Aos poucos, as invenções passaram a ser distribuídas em todo o estado de São Paulo com a ajuda do irmão de Carol, Amauri Caliman, que entrou como seu sócio para profissionalizar e expandir a proposta. Hoje, a Da Sereia também é encontrada no Rio de Janeiro e ostenta, como conta a empreendedora, o título de primeira marca brasileira de sorvetes veganos de ampla distribuição, com um faturamento de R$ 180 mil no último ano.

A união com os fundadores do Barão Natural funcionou até o começo de 2017, quando Carol, Monica e Guilherme decidiram embarcar em uma empreitada do zero e abrir o Pop Vegan Food. Essencialmente, a ideia é a mesma: democratizar a alimentação vegana, derrubar o mito de que ela seja cara e servir o máximo possível de pessoas com qualidade. Ideias que, para Carol, resumem o ativismo na prática, “da boca para dentro”, como afirma: “Veganismo não é só uma escolha pessoal. Quando se é vegano pensando nos animais, é preciso ser ativista de alguma maneira”.

Às segundas-feiras, quem almoça no Pop paga apenas R$ 10: uma maneira de os sócios apoiarem a Segunda sem Carne, campanha mundial para incentivar as pessoas a tirarem esse item do cardápio pelo menos um dia da semana. Já de terça a sexta, o preço é R$ 15 e, aos sábados, R$ 18. Nas noites de rodízio de pizza, de terça a quinta-feira, por R$ 34 o cliente come quantos pedaços quiser - e também há a opção delivery.

Guilherme Carvalho, Monica Buava e Carol Caliman: sócios no Pop Vegan Food


O plano do trio é primeiro “atender muito bem” em apenas um ponto comercial, para depois pensar em expandir. O Pop fica na rua Fernando de Albuquerque, bem próximo à Avenida Paulista, e foi pensado para servir diariamente quem trabalha na região, além dos veganos habitués do bairro. Desde a inauguração, no almoço e no jantar, as mesas estão sempre cheias, diz a sócia.

O recorde até hoje foi de 500 refeições vendidas em um único dia e uma média de 700 pizzas por semana. Carol também sonha grande em relação ao seu outro negócio: quer aumentar o cardume Da Sereia, ou melhor, criar sabores mais convencionais para ampliar o público e atingir outros estados. Por enquanto, ela saboreia cada conquista com calma. Carol sabe que transformar o paladar e, quem sabe, o ideal das pessoas leva tempo. Um bocado por vez.

Fonte: Projeto Draft 

Fotos: Divulgação

Especismo, veganismo e futuro



George Guimarães, nutricionista, ativista pelos direitos dos animais e presidente da ONG VEDDAS, fala sobre o especismo como a raiz que nos permite ter a exploração animal como base civilizatória.

Fonte: TEDx Talks 


NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

1. Sobre o especismo, leia: A forma do especismo 

2. Sobre pessoas que despertam sua consciência em relação aos animais ainda na infância, veja também: 



E conheça outras histórias e leia matérias sobre o assunto no marcador 'veganismo na infância'.

Escrito por estudantes da rede municipal, livro de poemas sobre os direitos dos animais é lançado em São Paulo

      

Por Paulo Furstenau*


O segundo volume do livro Descobrir-se Autor foi lançado na última sexta-feira (27/10/2017), na Câmara Municipal de São Paulo, como parte das ações realizadas na 6a Semana Municipal de Incentivo e Orientação ao Estudo e à Leitura, criada pela Lei 14.999/09, de autoria do vereador Professor Eliseu Gabriel. 

A obra é uma coletânea de poemas escritos por estudantes da rede municipal de ensino que participam das Academias Estudantis de Letras (AELs), projeto que tem incentivado a leitura e escrita nas escolas. O tema escolhido para esse segundo volume foi o "questionamento ético sobre os direitos dos animais contra a exploração, abandono, dor e sofrimento", segundo o prefácio do livro.

Nossa parceira Nina Rosa, uma das componentes da mesa de abertura da solenidade de lançamento, defendeu em sua fala a educação humanitária nas escolas brasileiras. Na sequência, todos os membros da mesa entregaram exemplares do livro aos jovens autores e seus professores. A mestre de cerimônias do evento foi a professora, veterinária e responsável técnica da Natureza em Forma, Cris Cabral.

Os poemas de Descobrir-se Autor - Proteção e Defesa dos Animais chamam a atenção não apenas por sua qualidade, como também pela abrangência dos animais homenageados, como ratos, tucanos e jacarés. Ilustram as páginas do livro os delicados desenhos de traço contínuo de Ana Rita da Costa, do Núcleo de Criação e Arte da Câmara Municipal.



Leia abaixo alguns poemas.


Que tal

Um cachorrinho
Na rua sozinho
Na sua,
Ou debaixo de um carrinho

Sem ninguém para brincar
Sem ninguém para amar
Uma noite na rua gelada
Será que vai aguentar?

Um pouco de comida
Pode ajudar
Mas se você adotar um cãozinho
Será a alegria no lar!

Não precisa ser de raça e tal
Pode ser um vira-lata legal!
Muito bem irá fazer
E feliz será o viver!

(Giovanna Marques de Barros Andrade, 11 anos, 6° ano - EMEF Teófilo Benedito Ottoni, AEL Cecília Meireles, Diretoria Regional de Educação Butantã)



Eles têm vida!

Na vida da natureza,
De tudo somos capazes,
Pensando na humanidade
Que na vida são vorazes,
Quero pedir que defendam
O direito desses "rapazes".

Estamos vivendo num mundo
Que nos traz ambição,
Que às vezes o egoísmo
Endurece o coração,
Em nome dos animais
Luto pela compaixão.

Porque são inocentes,
Mas têm vida com certeza!
Garanto que os animais,
Para nós, são uma riqueza,
Pois são a coisa mais linda
Que Deus fez na natureza.

(José Martins Filho, 44 anos, 4° módulo - CIEJA Rosa Kazue Inakake de Souza, AEL Patativa do Assaré, Diretoria Regional de Educação Guaianases)



Sou apenas um gato

Sou apenas um gato
Um gato indefeso
Sem rumo, na rua
Pra onde irei?

Maltrato, violência, arrogância
O que mais aguentarei?
Sem comida, sem casa, sem rumo
Mas não sou apenas eu!

Cachorros, gatos, pássaros
Todo tipo de animal
Sofrendo como eu!
Se humanos também são animais
Então por quê?

Ajude os animais
Como se fosse pra você!

(Victor Romão Rodrigues, 13 anos, 8° ano - EMEF Dr. João Naoki Sumita, AEL Monteiro Lobato, Diretoria Regional de Educação Itaquera)



Os ratos

As pessoas dizem:
"Os ratos são feios e fedidos"
Mas será mesmo isso?
Todos sabemos
No fundo, eles são fofinhos

Os ratos não são fedidos
Eles só precisam de mais carinho
Os ratos não são malvados
Apenas precisam de mais cuidados

(Daniel de Amorim Miguel, 12 anos, 6° ano - EMEF Humberto de Campos, AEL João Cabral de Melo Neto, Diretoria Regional de Educação Penha)




Descobrir-se Autor - Proteção e Defesa dos Animais tem distribuição gratuita e aqui na ONG temos alguns exemplares disponíveis. Venha buscar o seu (confira aqui nosso endereço)!


*Paulo Furstenau é jornalista voluntário da Associação Natureza em Forma

Fotos: Reprodução

Um sábado no Vegfest 2017

    Foto: SVB/Divulgação


Por Paulo Furstenau*


O Vegfest 2017 - VI Congresso Vegetariano Brasileiro, organizado pela Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB), foi realizado entre 30 de agosto e 3 de setembro, no Hotel Serra da Estrela, em Campos do Jordão (SP). Nós estivemos lá no sábado, 1º de setembro, e contamos abaixo como foram as palestras das nossas parceiras Nina Rosa, do Instituto Nina Rosa (INR), e Luli Sarraf, do calendário Celebridade Vira-Lata.

Nina considera que o veganismo não seja um fim em nossa responsabilidade com os animais e o planeta. “Como nos portamos no trânsito? O que fazemos com o lixo que geramos? E a água que consumimos? E agora temos questões mais amplas pelas quais lutar, como a defesa da Amazônia e o veto ao PL que permite a caça de animais silvestres”, alertou ela, lembrando que, se esse projeto de lei apoiado pela indústria bélica for aprovado, a violência e morte atingirá não apenas os animais, mas toda a sociedade brasileira. “Qualquer pessoa poderá comprar uma arma, alegando que será para caçar.” Quanto ao lixo, Nina revelou sua consternação em ver que, nas escolas e universidades onde vai dar palestras, não existe coleta seletiva para reciclagem. “Vai ensinar o quê, se não ensina o básico?”, ela questionou.

Em relação ao movimento vegano, Nina lançou uma reflexão: “Ser vegano basta? E como encaro as diferenças de raça, gênero, orientação sexual? Sou vegano, então sou superior ao carnista?”. Para ela, podemos ser mais felizes por termos mais consciência e vivermos em paz com nossas opções, mas a postura de alguns veganos, de se acharem superiores, é perigosa. “Precisamos de união, nós que somos pelos animais, pois o que importa, no fim, são eles.” Seguindo esse raciocínio, a ativista mencionou as rixas existentes dentro da causa animal, destacando que o protetor que resgata e encaminha cães para adoção, mas não é vegano, também tem sua importância, pois está zelando pelo menos por uma espécie. “Temos que ser mais colaborativos, e não competitivos. Vivemos em uma sociedade onde é cada vez mais fácil apontar o dedo, principalmente agora, que nem é o dedo físico, mas virtual. Em vez de perdermos 15 minutos de vida criticando, por que não focamos o que é realmente importante?”


“Precisamos de união, nós que somos pelos animais, pois o que importa, no fim, são eles”, 
Nina Rosa (Foto: Paulo Furstenau / Associação Natureza em Forma)


Segundo Nina, a educação é a solução de tudo, e devemos fazer nosso melhor para ensinar e sensibilizar aqueles que estão à nossa volta, dando o exemplo de seu documentário de maior repercussão, A Carne É Fraca: “A meta do filme era mostrar a realidade para os espectadores, para que eles pudessem optar. Porque tem pessoas que vão ver e pensar ‘que horror, não quero mais fazer parte disso’”. Ela citou também a filósofa Sônia Felipe, que diz que fazemos política até no supermercado, ao escolhermos o que consumimos. 

“Temos que usar nossos talentos, colocar nossa energia nisso – mesmo que pareça que ninguém está ouvindo, lá dentro tem um coração. Aqueles que se manifestam contrários são os que mais são tocados, pois provavelmente gostariam de ser diferentes, mas não conseguem”, concluiu Nina. 

Ao final da palestra, Nina Rosa distribuiu DVDs de produções originais do INR - A Carne É Fraca, Criando um Amigo, A Engrenagem, O Gato como Ele É, Não Matarás, Vegana (HQ e DVD) e Vida de Cavalo – e livros editados pelo Instituto - Então, Você Ama os Animais e O Poder e a Promessa da Educação Humanitária, de Zoe Weil, Vozes do Silêncio - Cultura Científica: Ideologia e Alienação no Discurso sobre Vivissecção, de João Epifânio Regis Lima, e Maus-Tratos aos Animais e Violência contra as Pessoas - A Aplicação da Teoria do Link nas Ocorrências da Polícia Militar Paulista, de Marcelo Robis Francisco Nassaro. 

Embora as atividades do INR tenham se encerrado em 2015, Nina Rosa segue como ativista independente, e todo o material citado acima pode ser adquirido pelo e-mail inr@institutoninarosa.org.brApós sua palestra, Nina se mostrou impressionada com a organização do congresso, elogiou toda a equipe envolvida e se revelou grata pelo convite da SVB para fazer parte do evento.

“Não ser vegano é cruel com os animais, antiético com o planeta 
e a gente se envenena”, Luli Sarraf 
(Foto: Paulo Furstenau / Associação Natureza em Forma)


Luli Sarraf abriu sua palestra com um vídeo mostrando cenas de humanos praticando atos de heroísmo pelos animais, lembrando que todos nós podemos fazer nossa parte de diversas formas. Ela recordou o começo de sua trajetória na causa animal, quando estava com o projeto do calendário Celebridade Vira-Lata, visitou diversas ONGs, mas não encontrou receptividade, destacando que o único acolhimento que recebeu foi da Associação Natureza em Forma. “O Lito Fernandez, presidente, me orientou e compreendeu minhas limitações.” Ela contou então que ofereceu a renda obtida com a venda dos calendários para a ONG, mas Fernandez recusou, dizendo que o dinheiro seria melhor empregado em uma urgência da causa animal, que era castração de animais de rua.

Além de destacar a importância da castração (leia em nosso site mais informações a respeito), Luli falou sobre o veganismo em sua vida. “O mundo nos ensina a comer picanha sangrenta. Nunca ensinaram que o bife é uma vaca.” Ela contou que começou pela Segunda sem Carne e foi aumentando. “Não ser vegano é cruel com os animais, antiético com o planeta e a gente se envenena”, ponderou, revelando que faz acompanhamento médico anual e sua saúde está cada vez melhor, sendo a mais saudável da família.

Assim como Nina Rosa, Luli enfatizou a importância de educarmos as pessoas ao nosso redor sobre as diversas questões da causa animal, como veganismo, castração e adoção de animais. Ela se disse compreensiva com aqueles que compram animais, pois essas pessoas não têm as informações sobre a realidade por trás da criação e venda de animais de estimação de raça (leia aqui em nosso blogue diversas matérias a respeito), verdadeiras fábricas de filhotes que só almejam o lucro e exploram e maltratam cães e gatos. “Afinal, eu mesma comia carne [antes de conhecer como é essa indústria de dor, sofrimento e morte]. Cabe a nós, que temos as informações, passá-las às pessoas, explicar.” Segundo ela, quando começou o calendário e ainda comia carne, pessoas do movimento vegano a acusaram de ser incoerente, por comer animais enquanto trabalhava em prol de alguns deles – o tipo de crítica apontado na palestra de Nina Rosa. 

E nós estamos de pleno acordo com Nina e Luli: a melhor forma de conscientizar as pessoas sobre a causa animal não é julgando nem criticando, e sim ensinando. Outros destaques da programação de sábado do congresso também dizem respeito a isso. A SVB lançou sua campanha educativa Vegetarianismo contra o Câncer e a apresentadora do programa Diário de uma Vegana (do canal a cabo GNT), Alana Rox, além de contar sua experiência pessoal com o veganismo – “Eu não aceitava comer animais desde bebê, e não entendia como seres [família] em quem eu confiava podiam comê-los -, exibiu o vídeo Minha História, produzido pela Mercy for Animals Brasil. Nós já publicamos ele por aqui, mas sempre vale a pena rever ou mostrar para alguém pela primeira vez – e ensinar essa pessoa.



*Paulo Furstenau é jornalista voluntário da Associação Natureza em Forma