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Adoção exige responsabilidade


Optar por adotar um animal é uma das atitudes mais importantes para diminuir o número exorbitante de cães e gatos abandonados e sujeitos a maus-tratos em todo o País. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem mais de 30 milhões de animais abandonados vivendo nas ruas do Brasil - destes, mais de 20 milhões são cachorros. Porém é crucial que a adoção seja responsável e ofereça os cuidados básicos e fundamentais para assegurar o bem-estar do animal e também dos membros da família.

De acordo com a médica veterinária Leocádia Chalita de Lima, o primeiro passo para quem acabou de adotar um animal é providenciar o controle de pulgas e carrapatos e a vermifugação. “São medidas fundamentais para garantir o conforto do bicho e prevenir diversos tipos de zoonoses, doenças que podem ser transmitidas dos animais para os seres humanos”, explica a especialista. Para garantir a saúde de cães e gatos adotados, é fundamental também que o tutor se certifique que o animal recebeu todas as vacinas necessárias. “Somente o esquema vacinal completo confere a imunização do animal, deixando-o livre de doenças infectocontagiosas e com boa qualidade de vida.”

Outro cuidado primordial que contribui com o aumento da expectativa de vida dos animais é a castração. Segundo a profissional, o procedimento cirúrgico colabora não só com o controle de reprodução animal, mas também protege de futuras doenças no aparelho reprodutivo como tumores e infecções. “A castração é recomendada tanto para fêmeas quanto para machos a partir dos seis meses de idade, lembrando que nas fêmeas o procedimento deve ser realizado antes do primeiro cio”, detalha a especialista.

Para completar, a médica veterinária lembra que outros cuidados básicos podem fazer toda a diferença para a saúde e bem-estar dos animais. “Oferecer uma alimentação regrada e balanceada, procurar um veterinário a qualquer sinal ou mudança de comportamento e manter a higiene em dia são cuidados que vão garantir uma adaptação muito mais sadia e tranquila para o cão ou gato em um novo lar”, completa Leocádia.

Confira 10 dicas sobre guarda responsável para uma decisão consciente de se tutelar um animal:

1. Pesquise sobre o animal e veja se ele é compatível com o seu estilo de vida e perfil familiar.

2. Quanto menor for a sua casa, menor deve ser o cão. Cachorros grandes em um ambiente pequeno podem ter problemas de adaptação.

3. Considere que o tempo médio de vida de um animal é de 12 anos. Pergunte à família se todos estão de acordo, se há recursos necessários para mantê-lo e verifique quem cuidará dele nas férias ou em feriados prolongados. Não aja por impulso.

4. Caso já tenha outros cães em casa, apresente o novo morador de forma gradual e fique sempre atento à convivência.

5. Mantenha o animal sempre dentro de casa, jamais solto na rua. E na hora do passeio, leve-o com uma coleira que contenha a plaquinha de identificação [leia mais aqui].

6. Evite as ninhadas indesejadas. Castre machos e fêmeas. A castração é a única medida definitiva no controle da procriação e não tem contraindicações [leia mais aqui].

7. Todo animal precisa de alimentação de qualidade, que leve em conta suas necessidades, e muita água fresca e limpa. Seu bem-estar também depende de uma boa nutrição.

8. Cuide da saúde física do animal. Forneça abrigo, alimento, vacinas e leve-o regularmente ao médico veterinário. Dê banho, escove e exercite-o.

9. Zele também por sua saúde psicológica. Dê atenção, carinho, ambiente adequado e reserve um momento do dia para as brincadeiras [leia mais aqui].

10. O Brasil tem milhões de cães abandonados. Cães adultos também se adaptam com facilidade às mudanças e têm condições de oferecer e receber muito carinho.


Foto: Reprodução 


NOTA DA NATUREZA EM FORMA:

Conheça aqui nossos animais disponíveis para adoção responsável.

Casal de arquitetos cria ‘cidade dos gatos’ feita de papelão


Já reparou como os felinos adoram caixas? Para eles, parece que nenhum lugar é mais confortável do que aquela caixinha de papelão que você estava pronto para jogar fora. Foi pensando nisso que um casal de arquitetos decidiu criar casas moduláveis para gatos – e o resultado é puro amor!

Com essa proposta, nascia a empresa A Cat Thing, que mistura conceitos de arquitetura e minimalismo para criar casas de papelão superestilosas para os felinos. Os módulos são vendidos separadamente em quatro estilos diferentes: rampa, sacada, quarto e sala.

Cada espaço é vendido por valores que variam entre 280 e 350 novos dólares taiwaneses (cerca de R$ 30 a R$ 40). Também é possível adquirir um kit completo para começar a montar a casa do seu amigo peludo por 1.380 novos dólares taiwaneses (aproximadamente R$ 150).

Feitas em papelão, as casas são totalmente seguras para os animais e têm baixo impacto ambiental, podendo ser recicladas após o descarte. Além disso, os encaixes entre os módulos foram pensados para simplificar a montagem, não requerem o uso de ferramentas e permitem que as casas sejam montadas e desmontadas de diferentes maneiras, para se adequar melhor ao espaço e à personalidade dos felinos.

Com um pouco de imaginação, é possível criar uma verdadeira cidade para os gatinhos, criando diversos espaços diferentes em um mesmo ambiente. Já imaginou a felicidade dos bichanos no meio de uma dessas?








Fonte: Hypeness 

Fotos: A Cat Thing 


Leia também:


Entenda por que não é recomendado dar banho em gato


“Meus gatos nunca tomaram banho nem tomarão”, diz Pedro Horta, um dos principais especialistas em felinos do País.

O veterinário é categórico ao afirmar que não recomenda banhos cosméticos (quando não há indicação médica) para os bichanos.

Horta explica que, além de a maioria dos gatos ficar muito estressada com o contato com a água, o banho tira os feromônios que eles têm na pele.

Essas substâncias químicas são produzidas pelo próprio corpo e estão relacionadas com a sensação de bem-estar e a identidade do animal.

“É comum o gato se lamber compulsivamente depois de tomar banho. Ele está desesperadamente tentando repor todos esses feromônios que perdeu”, conta Horta.

“O cheirinho de banho pode ser muito bom pra gente, mas para o gato não é”, observa.

Para quem tem gatos de pelos muito longos, como os persas, o veterinário diz que a tosa pode ser uma alternativa ao banho.

Ele diz que água e xampu são recomendados apenas quando existe uma necessidade terapêutica, como tratar doenças de pele.

“A raça sphynx, por exemplo, é muito predisposta a ter seborreia, que é o excesso de oleosidade na pele”, explica. “Mas um sphynx sem seborreia não precisa de banho.”

“Os felinos de pelos curtos dão conta de limpar a própria pelagem se lambendo”, diz a veterinária Lia Nasi sobre o famoso banho de gato.

“Escovar a pelagem do bichano é uma maneira de evitar os banhos, especialmente em gatos de pelos longos”, lembra Lia. Isso previne fios embaraçados e formação de nós.

Ela explica que os felinos trocam de pelo duas vezes ao ano. “Eles têm a pelagem do inverno, que é mais densa, e a do verão.”

As trocas costumam acontecer entre setembro e outubro, quando caem os pelos de inverno, e entre abril e maio, quando caem os pelos do verão. A escovação é importante principalmente nesses períodos.

Para quem precisa dar banho no gatinho, Lia recomenda verificar o ambiente da pet shop.

“É importante o tutor conhecer o local, observar a limpeza do espaço, prestar atenção se a pessoa que dará o banho tem paciência com o animal.”

Outra recomendação é preferir lugares que tenham uma área reservada apenas para felinos. Afinal, o bichano já estará estressado por causa da água e do secador. A presença de cães pode piorar o quadro de ansiedade.

Se o seu bichinho tem pelo curto, dar banho em casa pode ser mais fácil.

“Escolha um dia quente e seque bem os pelos com uma toalha, para evitar fungos e dermatites”, indica Lia.

Agora, se o seu bichano não tem necessidade de água e sabão, o bom e velho banho de gato é a melhor opção para ele.


Foto: thelifeofozzycat / Instagram

Organização dedicada a resgatar animais de laboratórios abre seu próprio santuário


O Rescue + Freedom Project, organização dedicada a salvar animais de experimentos de laboratório, abrigos e situações de maus-tratos, abriu seu primeiro santuário de animais. O novo Rescue + Outreach Center (“The Roc”), em Agoura Hills, Califórnia, oferece reabilitação para animais com necessidades especiais resgatados pela instituição de caridade, além de desempenhar o papel de um centro educacional. A inauguração foi celebrada em 29 de setembro de 2018, marcando o início de uma nova maneira de ajudar os animais a serem salvos dos laboratórios.

No The Roc, os animais resgatados pela organização serão reabilitados antes de irem para seus lares definitivos. Graças às instalações, os cães e gatos que necessitam de cuidados especiais e tratamento profissional poderão satisfazer suas necessidades e começar a prosperar. Muitos dos animais resgatados por essa organização vieram de uma vida em um laboratório, onde nunca aprenderam a ser animais de estimação. A maioria dos animais precisa aprender que os seres humanos podem ser seus amigos e outras coisas simples, como andar na guia ou até mesmo ser treinada a ir ao banheiro. Como um centro educacional, o The Roc será um lugar onde os adultos, assim como as crianças, poderão aprender sobre a questão dos testes em animais e como alguém pode se comprometer com um estilo de vida livre de crueldade.

O Rescue + Freedom Project tem libertado animais usados para experimentos de laboratório, bem como resgatado animais idosos e especiais de abrigos desde 2010. A organização é autora da Beagle Freedom Bill (Lei da Liberdade do Beagle), que exige a liberação pós-pesquisa de cães e gatos de laboratórios e que até agora foi aprovada em seis estados, incluindo Nova Iorque e Califórnia.

Para saber mais sobre o Rescue + Freedom Project e apoiar seu trabalho, clique aqui.


Foto: Pixabay

Os benefícios de elevar o comedouro do seu gato


Por ser uma ideia ainda pouco difundida, à primeira vista ela pode parecer algo estranho, frescura ou jogada de marketing. Porém, quanto mais se pesquisa e aprende sobre nossos amigos peludos, mais evidente fica que o ideal para a saúde e bem-estar deles são os comedouros e bebedouros elevados.

E não é sequer necessário ser um expert em anatomia felina para entender o porquê. É só fazer um experimento rápido: deite com a barriga no chão e tente comer ou beber alguma coisa. Desagradável, não é? Pois é assim que a maioria dos gatos fica quando come de um pratinho no chão: abaixados, o que comprime o estômago deles e causa tanto desconforto para eles quanto para você. Além disso, a posição abaixada pode ser ruim para as articulações e a coluna, principalmente para animais velhinhos ou obesos.

Outra opção é o gato comer em pé. Então, agora, experimente comer ou beber com a cabeça mais baixa do que a barriga. Se você não engasgar, também vai achar bem desagradável. Pois quando o gato come em pé de um pratinho no chão, seu esôfago (o “tubo” por onde a comida passa depois de ser engolida) fica abaixo do estômago. E, além de causar desconforto, isso pode aumentar a incidência de vômitos e refluxo.

Sendo assim, elevar o comedouro só traz benefícios! O ideal é um comedouro na altura do início do peito do gato, ou altura do cotovelo, da qual ele possa comer em pé sem abaixar demais a cabeça ou sentado, melhorando (e muito!) o conforto na hora das refeições e proporcionando uma melhor digestão. Assim, o gato poderá ter boa saúde e é possível prevenir alguns problemas futuros.

Isso é especialmente importante para animais idosos, doentes, pacientes renais, com refluxo, tendência a vômitos, megaesôfago, artrite e artrose, problemas na coluna… Enfim, todo gato que, por algum motivo, tenha maior dificuldade para se alimentar, se abaixar ou que apresente perda de apetite. E, de fato, muitos desses gatos melhoram o apetite só por terem um pratinho elevado!

E levantar o comedouro do gato não envolve investimento nenhum: é só colocar embaixo do comedouro, aquele que o gato já tem, um bloquinho de madeira, uma caixa, um potinho de cozinha, uma vasilha, qualquer coisa que dê a altura certa. Não custa nada para você e o gato sai ganhando.

É claro que existem também as opções mais elegantes, vendidas em pet shops. Dessas, as melhores são com suporte de acrílico ou porcelana, que são materiais fáceis de lavar e não emboloram nem acumulam sujeira. Lembre que o comedouro também deve ser de porcelana (veja aqui o porquê).

E os bebedouros? Pelo mesmo motivo, é importante que também sejam elevados. Por sorte, a maioria dos bebedouros e fontes à venda no mercado já têm a altura certa, mas é sempre bom conferir se o do seu gato está batendo mais ou menos na altura do peito/cotovelo.

Fonte: Gatinho Branco 

Enquanto você não amar um animal, sua alma estará adormecida


Enquanto você não descobrir o que implica amar um animal, não terá conseguido compreender o que é a nobreza e o despertar de emoções que podem curar a alma. Dar amor a um cão, gato ou qualquer ser vivo por menor, mais inquieto e singular que seja, é se enriquecer e descobrir que eles podem ter sentimentos tão valiosos quanto os nossos.

Todos já lemos inúmeras vezes sobre os benefícios de ter um animal de estimação em casa. Agora, o que é mais interessante ainda é descobrir que tudo isso tem um claro impacto com relação à economia na saúde pública. Segundo diversas pesquisas, os animais nos poupam diversas visitas ao médico, o que ajuda a saúde a economizar cerca de três milhões de euros por ano em países como Alemanha e Áustria.

Amar um animal é se ver refletido em seu olhar que espera tudo de nós, que convida a um carinho, que arranca um sorriso e emoções nobres. A única coisa que ele pede em troca é amor.

Cada um de nós poderia relatar com grande carinho esse momento em que alguém muito especial chegou em casa e a deixou do avesso - do mesmo jeito que com nossos corações. Alguma coisa desperta em nosso interior quando adotamos um cão, quando resgatamos um gatinho da rua, faminto, sujo e precisando de afeto.

É como se uma luz lá do fundo se acendesse, como se um mecanismo peculiar movesse as engrenagens da mudança para nos ajudar também a sermos pessoas melhores.

O animal “remédio” e as terapias milagrosas

Começaremos contando o caso de Claudia, uma paciente com Alzheimer que havia deixado de sentir interesse pelo mundo. Nenhuma atividade que realizava em sua residência produzia mudança em seu estado, exceto uma: quando os técnicos de animação sociocultural traziam quatro cadelinhas treinadas para esse tipo de terapia.

Claudia tinha preferência por uma das cadelinhas. Só de vê-la, seu olhar se acendia e sua energia despertava para se conectar com força à realidade. Nunca falhava. Segundo depois, essa paciente pegava o animal nos braços, beijava e lhe contava inúmeras coisas. Graças a essa interação, foi possível diminuir a administração de diversos remédios orientados para a resposta física, cognitiva e emocional. Os animais são verdadeiros remédios para as pessoas.

Segundo um estudo publicado na revista Frontiers in Psychology, esse “despertar” pode estar relacionado à ativação da ocitocina, conhecida como o hormônio do amor, afeto e carinho. Quando seus níveis aumentam, surge uma série de disparadores psicológicos e psicofisiológicos que favorecem que as pessoas estejam mais presentes e, por sua vez, mais receptivas a tudo que implique aspectos emocionais (abraços, carícias, palavras carinhosas…).

Olhar dos nossos animais

Às vezes, um animal pode até mesmo estabelecer uma melhor conexão emocional com o olhar do que uma pessoa.

Um animal tem uma capacidade de conexão emocional realmente incrível, seja através de um simples gesto, seja por um olhar. De fato, sabe-se que o contato visual entre um cão e seu tutor é tão genuíno e sincero que, graças a isso, o vínculo entre ambos se fortalece.

Existem muitos tipos de amor, mas o que se pode sentir por um animal é uma coisa excepcional que tira o melhor de nós mesmos e que, por sua vez, nos ajuda a sermos melhores pessoas.

Segundo uma interessante pesquisa publicada na revista Science, os cães reconhecem o sorriso da pessoa, mostram empatia e inclusive sabem interpretar nossas emoções só de nos olhar nos olhos. Tudo isso seria resultado de tantos anos de evolução em comum, nos quais se criou um vínculo excepcional que vai além de raças ou tamanhos. Emerge diretamente dos genes e do coração.

Transformamo-nos naquilo que vemos no olhar dos nossos animais de estimação

Dizem que o olhar do nosso cão é o melhor espelho para ver o reflexo das nossas próprias almas. É uma verdade tão verdadeira que merece a nossa atenção.

Se algum dos animais que criamos se esquiva e seu olhar tem o reflexo do medo, com certeza existe alguma coisa que não anda bem. O temor se nutre de um impacto emocional negativo.

Agora, poucas coisas podem ser tão terapêuticas quanto chegar em casa desanimado e com as lágrimas queimando como grãos de areia nos olhos para, de repente, nos vermos refletidos no olhar do nosso cão ou gato. É como se nos abraçassem e nos dissessem que vai dar tudo certo.

Para nossos animais, somos a coisa mais bela de seu mundo, e isso não se refere apenas à necessidade de alimento. Eles também precisam receber afeto.

O olhar de um animal serve de espelho para fomentar nossa autoaceitação. Seus olhos sinceros nos oferecem outra perspectiva com a qual relativizar os problemas, ansiedades e estresse. É suficiente abraçá-los e logo o mundo volta ao seu equilíbrio.

Essa dose maravilhosa de ocitocina que nossos animais de estimação nos dão nos permite reconectar com a realidade, conjugar o afeto com o sonho para vencer as nuvens cotidianas com mais segurança. Porque todos estamos “um pouco adormecidos” até termos descoberto o que é amar um animal.

Fonte: Bem mais Mulher 

Foto: Reprodução


NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

1. Lembramos que animais de estimação não têm a função de nos fazer bem. Esse amor é uma consequência natural de uma relação saudável e bilateral, em que ambos - animal e tutor - cuidam um do outro. Leia aqui sobre guarda responsável.

2. Ressaltamos também que não são apenas cães e gatos que têm sentimentos e, portanto, merecem amor, respeito e cuidados. Leia aqui sobre senciência animal. 

Gato cego apoia idosa em tratamento contra o câncer


Donny foi encontrado vagando por um estacionamento em Nova Iorque, nos Estados Unidos, quando era apenas um gatinho. Seus olhos estavam subdesenvolvidos e tiveram de ser removidos. Depois da cirurgia, descobriu-se que o gato estava com hipoplasia cerebelar, uma condição neurológica que causa graves problemas de equilíbrio.

Susan Smith soube da história de Donny e imediatamente resolveu adotá-lo. Apesar de todos os problemas de saúde, ele é um animal muito dócil e amoroso. 

Ao mesmo tempo, a mãe de Susan, de 88 anos, estava sendo tratada de um câncer de pulmão e passou por 17 procedimentos de radiação. E, sempre que possível, o animal estava ao lado dela. “Esse é o meu Donny”, fala, com voz doce, a avó do gatinho cego. O momento foi registrado na página do Instagram criada por Susan.

Ainda na rede social, a família publica outras situações em que o gato serve como terapeuta daqueles que precisam de uma recuperação. Donny geralmente visita pacientes idosos que têm doença de Alzheimer e demência. 

Ao chegar ao local, o gato cego senta no colo de cada um deles. Arrancando sorrisos, Donny promove a melhora emocional dos doentes, que sempre têm ânimo para dar carinho a ele.

Acompanhe aqui o perfil do Instagram.

Fonte: Estadão 

Foto: Instagram / Reprodução

Gato: animal mais que perfeito


Por Célia Musilli

Em dia de tempestade, ele parece sentir um curto-circuito. Na velocidade dos raios, pula e se esconde embaixo da cama. Depois, num mergulho digno de um golfinho, o animal de quatro patas volta à superfície, arriscando um salto que passa rente à minha orelha e me faz proteger os olhos com as mãos.

O nome do animal elétrico com o qual convivo é Grafite, o gato siamês com pés na nobre linhagem dos vira-latas, o que não faz dele um bicho puro de raça, mas uma misturinha cabocla, ativo como quem recebe ordens de ondas elétricas, que recolhe no ar e transforma em estripulias, no apartamento de 130 metros quadrados. 

Adotado depois de ser encontrado com uma ninhada de mais dois gatinhos, a poucos quilômetros do centro de Londrina (PR), o bichinho chegou em casa acomodado numa caixa de onde saiu como um bebê, tirando do cerco de papelão uma pata de cada vez. Depois ganhou confiança, teve colo, subiu nas cadeiras, descobriu minha cama, aninhou-se no inverno entre as cobertas, até descobrir os armários com a gata Tattoo, habitante mais antiga da casa, bonita como uma tigresa de pelos dourados e andar sensual como o de Gisele Bündchen. 

Hoje, a dupla anima minhas manhãs, revezando o humor de modo que nunca sei se vão acordar como gatos ou como tigres, se vão ficar em silêncio ou desatar a miadeira até que a ração seja servida, os vizinhos acordem, e eles se deem conta de que o dia finalmente começou, dispostos às aventuras de sempre. 

A Ode ao Gato, do poeta chileno Pablo Neruda*, celebra o felino como o bicho que chegou pronto ao mundo. 

"Os animais foram 
imperfeitos, 
compridos de rabo, tristes 
de cabeça. 
Pouco a pouco se foram 
compondo, 
fazendo-se paisagem, 
adquirindo pintas, graça voo. 
O gato, 
só o gato apareceu completo 
e orgulhoso: 
nasceu completamente terminado, 
anda sozinho e sabe o que quer." 

Eu diria que tal perfeição combina com a suprema malícia. Já vi gatos cercando ratinhos em tijolos furados num jogo de pega-pega, já vi gatos caçando vaga-lumes em telas de computador, pegando bolinhas de papel para devolvê-las ao cesto e - pasmem - acompanhando balés na televisão como se fossem eles mesmos o Nureyev. 

Com tanta vivacidade, concordo com Neruda sobre a perfeição do gato, em poses de pura elegância ou brincadeiras que me lembram malabarismos e saltos sem rede de proteção. Mas também concordo com o poeta sobre o mistério do gato, porque nunca sei se veem baratas ou espíritos nas paredes, quando estalam os olhos num ponto fixo. Nessa hora, confesso que fico com medo do gato, que, além de bicho, é mago.


Ilustração: Marco Jacobsen


NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

*1. O poeta brasileiro Ferreira Gullar também já exaltou os gatos em sua arte. Leia aqui.

2. Conheça aqui nossos mais que perfeitos bichanos para adoção!

Como fazer um lounge de grama para gatos


Já falamos sobre a importância das graminhas do trigo e do milho, porém, hoje é a vez da… grama comum. Sim, grama mesmo, de jardim! Aquela que os gatos amam pisar, deitar, rolar e até comer. Aliás, quem não gosta de pisar na grama, não é?

E o fato de morar em apartamento e serem gatos indoor, que vivem só dentro de casa, não precisa ser impedimento para nossos peludinhos não desfrutarem essa maravilha da natureza. A solução simples e barata é um lounge de grama, ou seja, um tapete verde para eles deitarem e rolarem o quanto quiserem.

Espécies de grama

Antes de começar o lounge propriamente dito, é preciso decidir qual espécie de grama seu gato prefere. E aqui o que manda é realmente a preferência dele, pois todas as gramas são seguras! Só fique atento, no caso de comprar a grama em placa (por metro), para possíveis produtos químicos, fertilizantes e venenos que o produtor possa ter usado.

Se for devidamente livre de agrotóxicos, o máximo que pode acontecer se o gato comer muita grama é ela causar vômito, o que não é necessariamente ruim — isso pode ajudar a eliminar uma bola de pelos que estava incomodando. O gato só não pode vomitar muito ou em grandes quantidades, pois isso pode indicar algum problema de saúde e é bom levá-lo ao veterinário para ver se está tudo bem.

Grama São Carlos: uma das preferidas dos bichanos, a São Carlos tolera bem períodos de sombra ao longo do dia, o que faz com que seja uma ótima opção para apartamentos. As folhas são largas e não têm pelinhos, coisa que alguns gatos não gostam muito. Além disso, oferece uma boa forragem.

Grama esmeralda: outra espécie bastante comum, mas que precisa de sol abundante para ficar saudável. Suas folhas são médias, porém finas. Ela é resistente à seca, ao frio e ao pisoteio — ou a gatos rolando em cima.

Grama Santo Agostinho ou inglesa: tem folhas pequenas, o que nem todos os gatos gostam, mas aceita períodos de sombra e é uma opção muito usada no litoral e regiões bem úmidas.

Grama Batatais: é a grama usada em pastos para ruminantes, por ser muito resistente, porém, suas folhas são duras, o que torna o lounge menos confortável.

Grama Bermudas: usada em campos e quadras esportivas por se regenerar rápido dos danos, contudo, as folhas são estreitas e ela cresce bem rápido.

Grama japonesa ou coreana: usada em jardins ornamentais por sua beleza estética. Suas folhas, apesar de macias, são bem finas, o que pode incomodar gatos que gostam de mordiscá-la e comê-la.

Grama-dos-gatos (Dactylis glomerata): embora não seja bem uma “grama” de jardim, já que pode crescer muito e não é boa para forrar o chão, o próprio nome já diz: os gatos amam. Ela é resistente a variações de temperatura e suas sementes podem ser encontradas em pet shops, agropecuárias e lojas de jardinagem.

Outras “gramas”: o lounge não precisa ser necessariamente de gramas de forragem, apesar de serem a opção mais barata e resistente. Se seu gato preferir, também é possível fazer o lounge com as graminhas do milho ou do trigo. Outra planta que eles gostam e pode complementar o lounge é o capim-cidreira, além, claro, da catnip.

Como fazer

Escolhida a grama, o resto é fácil. Você vai precisar de:

Bandeja ou jardineira (dica: compre uma caixa de areia na pet shop, que é do tamanho e altura ideal)

Substrato (terra)

Grama em metro ou sementes

Água para regar

Um gato para curtir o lounge

Para montar o lounge, é só colocar uma camada de substrato na bandeja e plantar a grama. Regue de acordo com a espécie escolhida, lembrando que, se a bandeja não tiver furos, você precisa tomar cuidado para não encharcar demais. Todas as gramas precisam de sol por pelo menos algumas horas, então é recomendado deixar o lounge perto de uma janela [vale sempre lembrar: janela telada!] ou sacada. Agora é só cuidar da grama com carinho e curtir a diversão do bichano!



Fonte: Gatinho Branco 

Fotos: Momma Told Me / Rebrn


Sete sinais de que você não está pronto para adotar um animal


Antes de acolher um novo membro animal em sua família, é necessário ter certeza da sua decisão e estar preparado. A seguir, confira medidas que podem evitar futuros abandonos.

1. Não ter recursos financeiros básicos. Ninguém precisa ser rico, mas, assim como um filho, os animais de estimação demandam gastos - entre eles, consultas veterinárias. Programe o orçamento.

2. Não contar com imprevistos. Quando a adoção se dá durante a fase de filhote, saiba que é quase impossível prever o tamanho e o temperamento do animal no futuro. Além disso, o bichinho pode ficar doente ou não ir com a cara do seu namorado/namorada, por exemplo. Esteja preparado para qualquer cenário.

3. Ter apenas o pedigree do animal em mente. Animal não serve para dar status.

4. Esperar que sua casa fique intacta. É bastante improvável que o novo amigo não estrague uma coisinha sequer do seu lar. Pode arranhar o sofá, comer o pé de uma cadeira, rasgar uma almofada novinha… Faz parte.

5. Não pensar em longo prazo. Os animais vivem por muitos e muitos anos. Cogita ter um bebê em breve? Ou mudar de país? Considere que o animal estará com você no futuro e jogá-lo na rua não é uma opção.

6. Não checar se a casa e a família estão preparadas para essa mudança. Consulte os moradores da sua residência para saber se todos aceitam o bicho. Além disso, a casa precisa ser segura para o animal. No caso dos gatos, deve-se instalar telas nas janelas e em ambientes abertos para evitar fugas para a rua.

7. Não encarar a realidade de que eles demandam trabalho e tempo. Os animais, obviamente, não são brinquedos. Não podem ficar jogados em um canto. Eles transformam sua rotina: precisam de passeios diários (no caso dos cães), atenção, ambientes limpos, carinho…

Não se encaixou em nenhuma das situações acima? Então você está pronto para adotar um animal. Corra para o abraço e tome a decisão que vai encher sua vida de amor.

Fonte: Veja SP 

Foto: Reprodução  

Cães, antas, veados, galinhas e cavalo são acolhidos e amados no Santuário de Elefantes Brasil


Feridos, agredidos, doentes, abandonados, os animais chegam em condições precárias. Muitos são encaminhados por órgãos ambientais ou de proteção animal. Acolhidos e tratados, alguns morrem, mas outros resistem e se juntam às gigantes Maia e Guida, as primeiras moradoras do Santuário de Elefantes Brasil, no Mato Grosso. Na rotina sossegada, ficam circulando na reserva, aproveitando aquela natureza bonita e a paz do lugar, tirando sonecas e interagindo.

Blais é apaixonado pela cadela que adotou, a Molly, abandonada pelo antigo dono da fazenda


São seis cachorros no Santuário. Goomba, por exemplo, é macho, e Maggie, fêmea. Vieram dos EUA e esse já é o segundo santuário onde moram, além de um no Tennessee. Foram trazidos pelo responsável pela reserva, Scott Blais, e sua mulher, a técnica veterinária Kat Blais, que têm mais de 20 anos de experiência em resgate e reabilitação de animais selvagens – seis deles só com elefantes. Ela atua na causa divulgando o projeto pela internet, mundo afora, e fazendo campanhas para ampliar as doações solidárias.

Outras duas cadelas que circulam entre as elefantes são Molly e Minnie. Elas moravam na fazenda do Santuário com o caseiro do antigo dono e foram deixadas lá quando ele se mudou. “Eram ariscas, quase não tinham contato com gente. Scott e Kat adotaram as duas e hoje elas dormem dentro de casa toda noite e, de dia, são guardiãs ferozes da Maia e da Guida”, conta a assistente administrativa do Santuário de Elefantes Brasil, Cassia Motta.

Cadela Minnie e galinha Lilly dividem cama tirando uma soneca


Bugsy é macho. Era um filhote abandonado na estrada perto da fazenda do Santuário, quando resgatado. Em péssimas condições, foi adotado, tratado e hoje é um fiel companheiro de todos no local.

Os cães são vira-latas, castrados e vacinados.

Para lá e para cá, vivem no Santuário de Elefantes também os gatos Saffron, que é fêmea, e Bodhi, macho. Foram deixados na porta da casa de Scott e Kat em Guarantã do Norte, quando ainda estavam morando lá, procurando fazenda para comprar. O Santuário, a princípio, seria instalado em Guarantã.

O cavalo Frederick já é idoso. Foi deixado no Santuário pelo antigo dono. Scott e Kat o adotaram, trataram e não aceitam que seja mais utilizado para puxar carga. “Hello, friend”, diz Scott, ao passar por ele, se referindo ao amigo. Ali, cavalo não é meio de transporte. Os funcionários andam pela fazenda a pé, de carro ou de quadriciclo, mas não montados nele.

Só de antas, quatro já foram reabilitadas no Santuário e soltas de volta na natureza. Porém uma delas, chamada Alma, por causa dos problemas de visão e neurológicos, nunca poderá ser reintroduzida como os outros. Seu nome foi escolhido através de campanha pelo site do Santuário de Elefantes. Ela sofreu agressões, daí os problemas de saúde. 

O último a chegar na reserva é um veado filhote. Seu nome ainda não foi escolhido. 
Deve ser lançada uma campanha para isso


Enquanto Guida e Maia comem feno, perto das grades transita o galo cego Bibi. Ele também foi deixado na fazenda pelo antigo dono, assim como as demais aves. Meses depois, o dono voltou para buscá-lo, mas já era tarde demais. Scott e Kat já tinham se afeiçoado a todos eles e não gostaram nem um pouco da ideia de entregá-los para que virassem comida. Por um preço amigável, fizeram negócio e os animais ficaram.

As galinhas, como Lilly e Giba, são chamadas por Kat como se fossem animais domésticos. Entram na casa de seus tutores, sobem no colo como os demais bichos e parecem muito à vontade.

O último a chegar na reserva é um veado filhote. Sua mãe foi atropelada e ele estava sendo criado por um casal em uma chácara próxima a Salgadeira. “Um dos nossos voluntários visitou a chácara e, percebendo que o casal precisava de ajuda para oferecer melhores condições ao animal, entrou em contato com o Santuário”, explica Cassia. “Fizemos o resgate, comunicamos à Sema (Secretaria de Estado do Meio Ambiente) e hoje ele está sendo reabilitado pelos veterinários da reserva para, em breve, ser reintroduzido na natureza.”

Galinha dorme em casa, no sofá e até mesmo dentro do carro da reserva


Scott e Kat tratam Maia, sempre atrás da grade de proteção


Bugsy tira uma soneca na casa de Scott e Kat, seus amigos


Frederick passeia pelo novo galpão, que está sendo estruturado para receber oito novos elefantes


Frederick não puxa carga porque ele não é meio de transporte


Frederick é alimentado pelo seu amigo Scott no início da manhã


Fonte: RD News 

Fotos: GSE


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Protetores dos animais salvam gatos durante incêndio no Museu Nacional


Dois resgatistas salvaram quatro gatos que estavam próximos ao incêndio de grandes proporções que atingiu o Museu Nacional na noite do último domingo [2/9/2018]. Christiane Neri e seu marido, Randel Silva, protegem animais de rua no Rio de Janeiro há 10 anos. Após ficarem sabendo da tragédia que atingiu o museu mais antigo do Brasil, os dois saíram do Méier e foram para a Quinta da Boa Vista, ambos na zona norte da cidade, para tentar resgatar os felinos que normalmente ficam nessa área.

O casal encontrou quatro gatos - uma fêmea com dois filhotes de aproximadamente um mês e meio, e um macho. De acordo com Christiane, os animais estavam a cerca de 50 metros do incêndio e pareciam assustados com o fogo e o barulho das sirenes dos bombeiros.

"Foi angustiante desde o momento que saí de casa. Viemos extremamente aflitos porque ninguém conseguia precisar como os gatos estavam. As pessoas sempre acham que os gatos sabem como se virar, mas tanto não sabem que eles ficaram presos dentro de um local que chamam de refeitório do Museu. Eles não iriam sobreviver porque havia muita fumaça ali dentro", relata Christiane.

Gato filhote é resgatado durante incêndio do Museu Nacional (Foto: Arquivo pessoal)

O casal calcula ter demorado cerca de quatro horas para conseguir resgatar os quatro gatos. Logo após terem sido capturados, os animais foram levados para uma clínica veterinária.

"Nessa manhã (segunda-feira), os gatos ainda estavam muito ofegantes por conta da inalação da fumaça. Um dos filhotes não consegue abrir os dois olhos, e o outro está com um dos olhos fechados. A fêmea está internada, mas ela estava muito magra porque o parto foi recente. O macho está bem e ficou no lar temporário de uma amiga nossa, na Penha", conta Christiane. 

Quem quiser ajudar os resgatistas, pode procurar mais informações aqui.

Fonte: Extra 

Foto: Arquivo pessoal