Sindicato gaúcho divulga ótimo material para apresentar o veganismo aos comerciantes


Fundado há mais de 80 anos, o Sindicato dos Lojistas do Comércio de Porto Alegre (Sindilojas Porto Alegre) é uma referência para os comerciantes da capital gaúcha.

Recentemente, o Núcleo de Pesquisa da entidade publicou um e-book bastante completo e correto a respeito do veganismo. O objetivo é educar os lojistas porto-alegrenses para que atendam melhor o público vegano.

Apesar de ter dados da população de Porto Alegre, o estudo pode ajudar empreendedores de todo o País a entenderem melhor o que é o veganismo e como atender o público vegano.

O documento traz números muito interessantes. Ao contrário da imagem de gaúchos que só comem churrasco, a pesquisa mostrou que 51,8% da população de Porto Alegre acredita que alguns legumes e vegetais são fontes de proteína melhores que a carne.

A mesma pesquisa mostrou que 57,8% dos entrevistados consideram a alimentação vegana como saudável. Entre as pessoas que participaram da pesquisa, 10% gostariam de se tornar veganas.

Sobre dificuldade, 16% das pessoas não veem dificuldade nenhuma para se tornarem veganas. Mais de um quarto dos entrevistados, 26,8%, acha que a maior dificuldade para se tornar vegano está na falta de informação.

Felizmente, a maior parte dos entrevistados pelo menos já sabia o que é veganismo: 65,3%. Sinal de que o assunto realmente está na mídia.

Uma excelente e muito bem executada iniciativa. Esperamos que outras instituições do comércio e da indústria divulguem informações corretas sobre os veganos.

O material, que traz muitas outras informações relevantes, pode ser baixado gratuitamente no site do Sindilojas (acesse aqui).

Fonte: Vista-se 

Imagem: Sindilojas Porto Alegre

Estudante argentino produz gratuitamente próteses para cachorros amputados


Alejandro Colli montou uma impressora 3D em sua casa para fabricar próteses para cachorros amputados na Argentina. O jovem estudante de engenharia não tem planos de transformar a ação num negócio lucrativo.

Ele deseja apenas que esses animais tenham uma vida digna e, por isso, doa as próteses, em vez de vendê-las. Não é à toa que Colli ganha mais admiradores a cada dia – o jovem compartilhou o empreendimento no Twitter e, poucos dias depois, a postagem viralizou.

“É incrível o que as pessoas te agradecem. Ver um cachorro voltar a caminhar normalmente é algo que não tem preço, para não falar da felicidade dos tutores. Eles me agradecem, mas não precisam agradecer”, disse Colli, em entrevista para o jornal Clarín.

O rapaz começou a assistir tutoriais de próteses para cães no YouTube por curiosidade. “Depois me dei conta de que era capaz de fazer”, relembra. Então, em 2017, o estudante do Instituto Stella Maria iniciou a produção de próteses para cachorros amputados.


Cada prótese demora um dia e meio para ficar pronta – a impressora 3D leva três horas para imprimir cada uma das peças. O custo de cada prótese é de 300 pesos argentinos (cerca de 45 reais). Um número que chama atenção: em alguns lugares, a prótese para cães amputados chega a custar 20 mil pesos (três mil reais).

Por enquanto, o dinheiro para fazer as próteses sai do bolso de Colli, mas sua ideia, num futuro próximo, é conseguir financiamento para poder fazer mais próteses gratuitas. Até lá, ele segue trabalhando voluntariamente para ajudar mais cachorros a sorrirem novamente.


Fotos: Arquivo pessoal 


NOTA DA NATUREZA EM FORMA:

Leia sobre dois exemplos semelhantes de amor aos animais no Brasil:


Diga não à violência!


Por Dra. Juliana Gabriel

Outro dia, estava numa reunião de amigos, cheia de crianças brincando. Até que uma delas se assustou quando viu uma minhoca atravessando o chão, ao passo que o pai imediatamente brada: "Mata, filha! Mata!".

Como assim, "mata!"?

Essa cena, tão comum, que já vi tantas vezes, dessa vez me fez pensar: será que não está aí a raiz dessa nossa falta de valorização da vida como um todo? Afinal, é tão normal "matar" o que nos incomoda, não?

Fui pesquisar sobre cultura da violência e descobri que ela é histórica. Ela passa pela violência contra a criança, a mulher, estrangeiros, pessoas de religiões diferentes. Um exemplo disso é a guerra. Afinal, o que tem dizimar um povo? Eles são "culpados" pela nossa crise econômica!

Felizmente, acordamos... será?

Hoje, amamos nossos animais de estimação, mas achamos normal confinar e matar aves, bovinos e suínos. Afinal, "nós precisamos comer", certo? Hoje, é normal ir na rede social de alguém e destilar um discurso de ódio. Hoje, é normal reagir xingando, humilhando quem pensa diferente de mim. Afinal, quem é ele para ir contra o que digo?

Nosso despertar ainda é lento...

Quando entendermos que a cultura da violência que oprime mulheres, negros, homossexuais, adeptos de religiões não cristãs é a mesma que acha normal matar um animal, como se essa vida valesse menos, talvez estejamos prontos para dar um passo adiante em nossa evolução...

Quando consideramos o veganismo e abraçamos esse gesto de não violência, isso ressoa em todas as outras áreas e passa a ser muito incômodo ser violento nas palavras, ações, relações com outros humanos, com o planeta, com o ambiente... Nossa atitude passa a ser uma atitude de não violência em todos os sentidos, pois somos seres congruentes e alinhados. A forma como fazemos qualquer coisa é a forma como fazemos tudo!

Diga não à violência: considere o veganismo! Junte-se a nós por um mundo mais ético e amoroso!



Leia também: Faça a conexão 

Maratonista vegana de 53 anos bate recorde na Califórnia


De acordo com o site Great Vegan Athletes, a maratonista vegana Catra Corbett, de 53 anos, bateu um novo recorde na lendária ultramaratona John Muir Trail, em Sierra Nevada, na Califórnia. A difícil rota de 310 milhas (quase 500 quilômetros) atravessando montanhas foi completada por Catra em sete dias, nove horas e 49 minutos.

Conhecida pela força e resistência, Catra Corbett, que já completou mais de 100 corridas de 100 milhas, bateu outro recorde recente no percurso de 212 milhas. A maratonista relatou que o trajeto de 310 milhas não foi fácil, considerando que havia lugares onde não tinha trilhas e era preciso encontrar um novo caminho.

“Nunca deixe ninguém te dizer que você não pode fazer algo. Eu vivi parte da minha vida não acreditando que eu poderia fazer as coisas”, revelou. Durante a ultramaratona, a atleta vegana se alimentou principalmente de gel de carboidratos, melancia, purê de maçã e manteiga de amêndoas. 

Fonte: Vegazeta 

Foto: Inked Mag

Fotógrafa faz registros de cães e gatos deficientes da Suipa, para incentivar a adoção de animais especiais

A cadela Princesa, que perdeu uma pata ao salvar uma criança de seis anos


Princesa é uma cadela corajosa. Ela perdeu uma das patas ao salvar uma criança de seis anos do ataque de um pitbull e chegou na Sociedade União Internacional Protetora dos Animais (Suipa) entre a vida e a morte. A cachorra já ficou famosa entre os voluntários por ser expressiva e gostar de interagir com as pessoas. Segundo a direção da entidade, Princesa ainda toma medicamentos, mas já melhorou muito.

Ela e outros 19 animais com algum tipo de deficiência, entre cães e gatos, são as estrelas do trabalho de conclusão de curso da fotógrafa Clara Medeiros, do Rio de Janeiro.

“Sempre me identifiquei com os animais. E eu tinha que fazer um trabalho final, então juntei o útil ao agradável. Cheguei a procurar referências, mas só encontrei lá fora”, destaca Clara, que tem três cachorros.

A ideia é fazer com que os animais sejam vistos de outra forma, como cães e gatos que estão disponíveis para adoção e precisam de uma família amorosa. O objetivo é ajudar nesse processo.

“Pensei nos acessórios e no fundo para dar leveza ao assunto. Deu tudo certo, eles se comportaram superbem. É para as pessoas enxergarem os animais de outra maneira”, destaca a fotógrafa.

De acordo com a diretora social da Suipa, Sylvia Rocha, a instituição tem até mais animais com algum tipo de deficiência que precisam de um lar. Ela acredita que ainda existe preconceito, já que, a cada 35 adoções que a instituição coordena em média por mês, duas delas, no máximo, são de animais com necessidades especiais.

“Todos os animais disponíveis para adoção têm condições plenas de saúde e podem ser adotados por quem se interessar, e, como eles têm necessidades especiais, fazemos uma pequena entrevista e vemos as condições para uma adoção responsável”, destaca Sylvia.

Clara apresentou suas fotografias como trabalho final do curso no último 26 de junho. “A importância é dar visibilidade para eles. Muita gente vê esses animais e acha que vai dar trabalho. As pessoas têm que olhar para eles.”

Sylvia manda um recado para quem ainda resiste em adotar um animal com algum problema: “Deficiente é o preconceito. Eficiente é o seu amor, que basta”.

















Fonte: G1 

Fotos: Clara Medeiros