Os "elefantes pintores" e a imbecilidade humana



Por Sheila Leirner*

Uma pessoa que conhece o meu amor pela arte e certamente desconhece o meu sentimento pelos animais, me marcou, entre outros, numa postagem do Facebook em que ela apresenta o vídeo de um elefante que pinta com um pincel em sua tromba. Sob o olhar do adestrador – que, de tempos em tempos, molha o pincel na tinta –, o animal traça a figura de outro elefante, três flores e uma palavra de quatro letras em guisa de “assinatura”. A legenda diz: “Se quiser aprender a amar, comece com os animais… eles são mais sensíveis”.

O vídeo (que me recuso a reproduzir aqui) foi visto 34.792.138 vezes, 1 K curtiram, 3.226 compartilharam e eu, que jamais vi coisa igual, DETESTEI testemunhar o animal abusado. Um elefante respira 70% pela tromba - é seu órgão mais precioso. Quando o vemos controlar o pincel com ela, não é difícil supor a crueldade da adestração que precedeu esse gesto. Como no circo e nos parques de atrações, esses campos de concentração de animais, adestramento e maus-tratos sempre estão na origem de sua suposta “sabedoria”. Que pulsão é essa que faz o homem, por ignorância, voracidade e/ou crueldade, estar sempre tentando desnaturar o natural?

Procurei saber mais. Descobri que “elefantes pintores” são mártires. A metade deles morre: ou de septicemia (os pincéis os infectam) ou porque se tornam incontroláveis e são abatidos ou se suicidam por asfixia, fechando a boca e deitando sobre sua própria tromba.


Foto: Reprodução


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Miados em excesso: um pedido de ajuda



Os gatos miam exclusivamente para se comunicar com as pessoas; gatos adultos não miam uns para os outros (leia mais sobre isso aqui). Eles miam perto do prato de ração para avisar que está na hora de comer, ao nosso pé para pedir atenção, quando chegamos em casa para falar oi.

Porém algumas vezes o miado pode tornar-se excessivo, de forma incessante e insistente. E a causa é a mesma, o gato está querendo comunicar alguma coisa – nesse caso, que algo provavelmente não está bem. O miado em excesso normalmente vem de algum desequilíbrio. O gato pode miar excessivamente por algum desconforto físico e/ou emocional e é fundamental descobrir a causa para resolvê-la e manter o bem-estar do peludo.

Primeiro, certifique-se de que o gato não está com dor ou doente; vale sempre prevenir com uma visita ao veterinário do que remediar. Informe ao veterinário os horários e situações que desencadeiam os miados - se ao sair da caixa de areia, depois de comer, depois de brincar. Fique alerta também à alimentação, se está tudo equilibrado, com ração de qualidade, adequada e na quantidade e horário certos.

Depois, considere desequilíbrios emocionais:

O gato passa muito tempo sozinho?

Ele está brincando o suficiente todos os dias ou está com muita energia acumulada?

Ele tem o que fazer (brinquedos, arranhadores, puzzles)?

Ele está sofrendo bullying de outros gatos da casa ou algum animal da vizinhança pode estar causando desconforto (outro gato que ele veja pela janela, cachorro que chega até a porta)?

Algo causa frustração recorrente (coisas que ele não consegue caçar, como laser, passarinho engaiolado, peixe em aquário*)?

Alguma mudança recente pode ter sido traumática (a perda de um amigo peludo, mudança no seu horário de trabalho, visitas novas, troca da mobília)?

Pode ser difícil identificar a causa, por isso é bom anotar um esquema da rotina do gato e observar bem seu comportamento ao longo do dia. Caso tenha dificuldade para perceber o problema, tenha em mente que a maioria dos desequilíbrios emocionais em gatos vem da falta de brincadeiras (brinque muito!) e falta de um ambiente enriquecido (lugares para escalar, se esconder, arranhar), portanto esses podem ser bons pontos de partida.

Solidão e dependência também são causas comuns de miados excessivos. Se seu peludo é sozinho, adote uma companhia para ele e deixe muitos puzzles pela casa para ele ter o que fazer quando você está fora.

Por outro lado, para manter o ambiente em harmonia, certifique-se de que o espaço seja adequado para a quantidade de gatos que você tem. É difícil disputar por atenção numa casa cheia, portanto, se você tem muitos gatos, é bom dedicar um tempo individual diariamente para cada um. Para resolver bullying e agressividade entre gatos, uma opção é seguir um passo a passo disponível aqui.

Por fim, miados causados por desequilíbrios emocionais podem ser agravados quando você recompensa o comportamento indesejado, ou seja, dá ao gato o que ele quer. Por exemplo, se o gato mia à noite por não ter brincado durante o dia (e ter energia acumulada) e você levanta da cama e coloca ração no prato para fazê-lo parar de miar, está recompensando o miado e dizendo “miando você consegue minha atenção”. Assim, além de eliminar ou amenizar a causa, é importante também ignorar o comportamento indesejado.

Seja paciente e, sempre que desanimar, lembre que o miado em excesso é um pedido de ajuda e o gato precisa de você para recuperar o equilíbrio e viver bem.



NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

*1. Lembramos que pássaros em gaiola e peixes em aquário não só podem ser fonte de estresse para os gatos, como também certamente é uma prisão de animais inocentes que não cometeram nenhum crime para estarem enjaulados.

2. Em nosso Centro de Adoção, temos arranhadores e diversos brinquedos para entreter gatos. Venha nos visitar!

Cão que fez vigília em hospital ajuda sem-teto a rever família após 10 anos

    Foto: EPTV / Reprodução


A história do cão Marrom, que fez vigília na porta de um hospital de Limeira (SP) depois que o tutor foi internado, ajudou o amigo, o ex-morador de rua Sandro Martins, a reencontrar a família após 10 anos. Parentes contam que reconheceram o homem após verem no site G1 as imagens dele com o cachorro na saída do hospital. Os familiares procuraram o projeto social Anjos da Noite, que havia acolhido a dupla.

No último sábado (25/2/2017), a entidade promoveu em Limeira o reencontro de Sandro com duas irmãs, uma sobrinha e um cunhado. "Estamos muito emocionados porque a mãe dele morreu há três anos e ela gostava muito de cachorro. Procuramos muito e nunca o achamos e agora, do nada, a gente consegue encontrá-lo por causa desse cãozinho. É inexplicável", conta a sobrinha Catherine Martins Zulian, de 20 anos.

Adriana Martins Zulian, de 38 anos, irmã do ex-morador de rua, também se emocionou com o reencontro. "Parece até que a nossa mãe continuou olhando pelo Sandro mesmo depois de ter deixado essa terra. Ele [o Marrom] nos ajudou a reencontrar meu irmão, que eu acreditava até que já estava morto porque procuramos muito, muitas vezes, e nunca o encontramos", diz Adriana.


    Foto: André Natale / EPTV


Sandro tem 40 anos e deve ficar mais alguns dias no projeto Anjos da Noite, a pedido da própria entidade, até que a família providencie um lugar melhor e definitivo. Segundo Adriana, o irmão ainda está um pouco debilitado e carrega sequelas físicas e emocionais de um acidente que sofreu há quase 20 anos. "Depois daquilo, ele perdeu movimentos de um braço, a mulher o deixou, o pai morreu e ele nunca mais foi o mesmo."

Sandro não deu entrevista porque ainda tem dificuldades para se comunicar, conforme a família. Apesar disso, ele se lembrou de muitos detalhes do passado e reconheceu até a sobrinha Catherine, que só tinha 10 anos quando o viu pela última vez.

E o cão Marrom, que está no Anjos da Noite com Sandro, também conheceu o restante da família do tutor. "Jamais vamos separar esses dois", diz Adriana. Ela afirma que o cachorro irá com Sandro para onde ele for.

"Ele nasceu para transformar", publicou a Alpa nas redes sociais
(Foto: Alpa / 
Reprodução Facebook)


Tratamento

O coordenador do projeto social, Albert Henrique Neves, o Betinho, diz que Sandro permanecerá na entidade para iniciar um tratamento de saúde e contra dependência química. Após a reabilitação, o objetivo é que ele volte ao convívio total com a família. "Ainda não sabemos quanto tempo isso vai levar, mas a ideia é essa."

Relembre a história

O cão Marrom, que fez vigília na porta de um hospital de Limeira (SP) depois que o tutor foi internado, reencontrou o amigo na manhã de quinta-feira (23/2/2017). Os dois viviam nas ruas e a amizade da dupla ficou conhecida na cidade quando o homem precisou ser hospitalizado no último dia 15. Ele foi levado para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) e o cachorro ficou mais de 40 horas na porta da unidade de saúde.

Ao rever o tutor com roupas limpas, mas ainda um pouco debilitado na saída do hospital, Marrom parou, cheirou e depois "abraçou" o amigo. Ele ainda deitou no chão para receber carinho e até "posou para fotos, sentadinho e como se soubesse o que estava acontecendo", conta Larissa Maluf, voluntária da Associação Limeirense de Proteção aos Animais (Alpa), que assistiu ao reencontro.

Ela conta que ficou emocionada porque, apesar de o tutor ainda estar um pouco debilitado, "foi possível sentir a alegria do cachorro por reencontrá-lo".

Após o reencontro, Sandro foi levado para o Anjos da Noite com Marrom. A Alpa informa que pretende fazer o acompanhamento do animal, que já tinha sido vacinado e alimentado.


O reencontro de Marrom com Sandro na porta do hospital em Limeira
(Foto: André Natale / EPTV)


Ambulância

O animal ficou conhecido quando uma equipe médica foi chamada para atender um morador de rua. De acordo com o depoimento de um dos médicos que prestaram atendimento à vítima, ao ver o homem ser socorrido, Marrom entrou em desespero e pulou dentro da ambulância com o tutor.

No hospital, o cão tentou entrar no local várias vezes enquanto o morador de rua aguardava na área de emergência. Depois que o homem foi encaminhado para a UTI, ele se deitou próximo à porta de entrada e, comportado, passou a aguardar pelo amigo, conforme funcionários.

Como o homem teria de passar alguns dias internado, a Alpa recolheu Marrom para passar por atendimento veterinário e acompanhamento até a liberação de seu tutor no hospital.

Veja o vídeo do reencontro de Sandro, Marrom e a família aqui.

Fonte: G1

Águia de Ouro faz história com desfile sem nada de origem animal no carnaval de São Paulo


A escola de samba paulistana Águia de Ouro levou para o Sambódromo do Anhembi, nesta manhã (25/2/2017), três mil membros, 20 alas e cinco carros alegóricos bonitos e bem trabalhados.

Ao contrário do que se esperava por divulgações anteriores, a escola não falou apenas de cachorros e isso foi um ponto fortíssimo para o desfile.

Embora os cães tenham sido realmente o destaque da letra do samba-enredo, houve espaço para mostrar a crueldade que os animais sofrem em laboratórios de testes e nos circos. Houve também crítica ao uso de gaiolas e ao trabalho forçado de animais com o uso de carroças. No entanto, a Águia de Ouro enalteceu o trabalho de animais nas Forças Armadas como no resgate de vítimas em acidentes.

A escola homenageou personagens animais dos desenhos animados e também de filmes do cinema. Enaltecer o uso de animais no cinema e também o trabalho nas Forças Armadas, porém, foram pontos questionáveis da temática da escola se analisarmos sob o ponto de vista dos direitos dos animais.

Embora em nenhum momento a Águia de Ouro tenha mencionado o consumo de animais e toda a crueldade da pecuária, o desfile da escola foi um grande marco para a causa animal e para o carnaval. Pela primeira vez na história, uma agremiação escolhe falar sobre animais e decide também não usar penas, plumas, couro e outros itens de origem animal.

No quarto carro alegórico da Águia de Ouro a entrar na avenida, a apresentadora e ativista vegana Luisa Mell foi o destaque, com uma fantasia de anjo que representou todos os protetores de animais. A Revista Quem publicou uma matéria pouco depois do desfile com uma declaração de Luisa. Mesmo cansada após 27 horas acordada, a ativista não perdeu a chance de falar contra a crueldade contra os animais.

“Espero que olhem os animais com mais compaixão e solidariedade, porque os animais são massacrados. A gente vê que o carnaval sem crueldade, sem culpa, foi um carnaval maravilhoso e dá, sim, para fazer sem maltratar nenhum animal. Espero que tenha sido um desfile histórico para o carnaval e para a proteção animal do País”, disse Luisa à publicação.

A transmissão oficial do evento, feita pela Rede Globo, deixou muito a desejar no quesito conhecimento do tema da escola. Pouco foi dito sobre a questão da escola não usar nada de origem animal e os motivos que a levaram a fazer dessa forma.

Os comentários da transmissão da TV foram quase sempre vagos e pouco ou nada explicaram para o grande público sobre o significado de cada carro, cada fantasia. Claramente faltou alguém da escola ou da causa animal no estúdio para comentar o desfile da Águia de Ouro.

Apesar disso, a escola conseguiu passar uma importante mensagem e foi pioneira na defesa dos animais na avenida. E mantendo a competitividade. Fica a torcida para que a Águia de Ouro vença o carnaval de São Paulo este ano. 

Fonte: Vista-se

Gatos fazem bem para os humanos: 8 razões cientificamente comprovadas

Eles não são apenas fofinhos (Foto: Getty / Metro)


Nós amamos gatos, e a internet definitivamente ama gatos. Algumas pessoas chegam a se descrever como felinas. Mas você sabia que ser tutor de um gato pode ser bom para você também?

Veja oito razões cientificamente comprovadas.


1. Gatos podem reduzir os riscos de doença cardíaca

      Foto: Pixabay


Assim como cães, os gatos também podem reduzir os níveis de estresse de seus tutores. Um estudo publicado no Journal of Vascular and Interventional Neurology encontrou uma diminuição do risco de morte por doenças cardíacas, incluindo derrame, entre os tutores de gatos.


2. Gatos podem ajudar crianças autistas

      Foto: Pixabay


Pesquisadores da Universidade de Missouri descobriram que a interação social de crianças autistas melhorou consideravelmente na presença de animais de estimação. 

Metade das famílias que participaram do estudo tinha gatos, e os pais relataram fortes laços entre os bichanos e as crianças.

“Esses tipos de habilidades sociais geralmente são difíceis para crianças autistas, mas o estudo mostrou que a assertividade dessas crianças era maior se elas viviam com um animal de estimação”, diz a pesquisadora Gretchen Carlisle, do Centro de Pesquisa para a Interação entre Humanos e Animais.


3. O ronronar dos gatos ajuda a curar ossos, tendões e músculos

      Foto: Pixabay


O ronronar de um gato não mostra apenas que ele está feliz. O som, quando na frequência de vibração entre 20 e 140 Hz, também tem sido há muito associado a uma habilidade terapêutica em ossos e músculos humanos.

Com estudos como esse publicado na National Library of Medicine - National Institutes of Health, mostrando que frequências entre 18 e 35 Hz têm efeitos positivos sobre a mobilidade das articulações após lesões, cientistas começaram a falar sobre como o som dos gatos pode ajudar os humanos.

“Essa associação entre as frequências do ronronar dos gatos e melhora na cura de ossos e músculos pode ser benéfica para alguns humanos”, diz a professora assistente da Faculdade de Medicina Veterinária da Universidade da Califórnia, Leslie A. Lyons.


4. Gatos dão uma forcinha na vida sexual

      Foto: Wikimedia


Uma pesquisa conduzida pela pesquisadora June Nicholas verificou que as mulheres eram mais predispostas a sentirem atração por homens com animais de estimação. Além disso, para 90% das mulheres solteiras pesquisadas, homens com gatos são mais simpáticos e atenciosos.


5. Crianças têm menos infecções e problemas respiratórios...

      Foto: Pixabay


Um estudo feito com cães e gatos e publicado no periódico Pediatrics revelou que o contato com esses animais no primeiro ano de vida pode fortalecer o sistema imunológico dos bebês, particularmente contra doenças respiratórias.

Os pesquisadores concluíram que os gatos podem oferecer uma grande ajuda para doenças da infância.


6. ...e menos alergias

      Foto: Jennifer Leigh / Flickr


O mais limpo nem sempre é o melhor, de acordo com um estudo publicado no The Journal of Allergy and Clinical Immunology. Segundo ele, crianças em ambientes urbanos, com maior exposição a alérgenos e bactérias, desenvolveram uma melhor sensibilização para alergias. Aquelas expostas a gatos, baratas e ratos durante o primeiro ano de vida eram menos propensas a desenvolver alergias.


7. Gatos têm impacto positivo sobre a saúde mental

      Foto: Pixabay


Se você ainda precisava de mais razões para acariciar seu gato, a ciência te dá. 

Em uma pesquisa realizada pela Cats Protection com 600 pessoas - metade com problemas de saúde mental -, 87% dos tutores de gatos sentiram que seus bichanos têm um impacto positivo sobre seu bem-estar.


8. E sim, até mesmo assistir vídeos de gatos faz bem


Eis por que vídeos de gatos são tão populares. 

Um estudo com mais de sete mil pessoas feito pela Indiana University Bloomington descobriu que assistir vídeos de gatos eleva a energia e emoções positivas dos espectadores, e diminui sentimentos negativos. 

“Algumas pessoas podem pensar que assistir vídeos de gatos não seja um assunto sério o suficiente para pesquisa acadêmica, mas o fato é que hoje esse é um dos usos mais populares da internet”, revela a professora assistente Jessica Myrick.

“Mesmo que a pessoa esteja vendo vídeos de gatos no YouTube para procrastinar ou quando deveria estar trabalhando, a recompensa emocional acaba por ajudá-la a concluir tarefas difíceis”, acrescenta Jessica.

Fonte: Metro UK