Engenheiro cria equipamentos para animais com deficiência física e visual


Há 20 anos, o engenheiro aposentado Ricardo Bastos, de 69 anos, resolveu dedicar seu tempo para fabricar equipamentos para animais deficientes físicos e visuais. São cadeiras de rodas para animais tetraplégicos e paraplégicos, órteses, próteses e colar cervical. Bastos, que é morador do Anil, na zona oeste do Rio de Janeiro, se tornou referência no Brasil na confecção das peças, que devolve aos animais portadores de necessidades especiais a chance de se locomover.

Bastos relembra que admirava o amor de Chico Xavier pelos animais e essa aproximação fez despertar nele também essa dedicação. Hoje, ele tem 12 cachorros, cinco gatos e ajuda animais de rua. Em 1997, quando realizava um trabalho na rua, Bastos viu uma senhora arrastando um cachorro pela coleira. Com pena da situação do animal, ele se ofereceu para pagar os cuidados com o veterinário.


A senhora disse ao engenheiro que, na verdade, se tratava de uma paraplegia, e foi quando Bastos, sensibilizado, resolveu fazer uma cadeira de rodas para o cão. O feito deu tão certo que, com o passar dos anos, ele foi se aperfeiçoando e a madeira usada na primeira peça deu lugar ao alumínio e metalon, que deixaram a cadeira mais leve.

Bastos, que até então só fabricava cadeiras, foi vítima do destino e, há alguns anos, ao se distrair, acabou cortando dois dedos em seu maquinário. Após a realização da cirurgia, ele não conseguiu reconstruir parte de um dos dedos e soube “na pele”, o quão ruim era ficar sem um dos membros. Foi então que ele resolveu se dedicar também à criação de órteses e próteses. Grande parte das obras é doada aos tutores de animais. Ele pede apenas ajuda para aquisição dos materiais.

Para conhecer mais o trabalho de Ricardo Bastos, acesse aqui seu Facebook.

Fonte: O São Gonçalo  

Fotos: Facebook/Reprodução

Um só minuto de silêncio não basta


No Brasil, são mortos cerca de oito milhões de perus a cada Natal. Desse total, aproximadamente 90% é comercializado pela BRF. São milhões de vidas ceifadas para saciar o “paladar natalino”. A ave, que viveria naturalmente até os 15 anos, é morta com pouco mais de dois meses, e peso que varia de três a seis quilos, considerado o ideal para o Natal.

As fêmeas são as preferidas porque não crescem tanto quanto os machos, assim tendo maior aceitação comercial nessa época do ano. Quando atingem o peso almejado pela indústria, os perus são deixados em jejum, para favorecer o esvaziamento gástrico. Depois são transportados até o matadouro em gaiolas apertadas sobre caminhões.

Tudo em prol da carne, e nada em benefício do animal, mesmo que ele esteja próximo de seu fim. Chamam isso de “bem-estar animal”, desde que a ave tenha vivido por curto período em algum espaço que a permitisse mover, mesmo que desconfortavelmente, as asas e os pés. O estresse do confinamento intensivo é desconsiderado.

No matadouro, o abate é feito introduzindo uma faca de dois gumes pela garganta do animal, assim cortando as artérias e as veias do pescoço enquanto ele se debate de cabeça para baixo, com os pés presos por grilhões. Mais tarde, o peru é depenado em água bem quente, limpo, embalado e comercializado como qualquer produto jamais dotado de vida. Em pouco tempo, ele é comprado e servido no dia em que é celebrado no Ocidente o nascimento do menino Jesus.

Ao redor da mesa, as pessoas não verão nada de errado em se alimentar dessas criaturas. Dificilmente alguém vai dedicar tempo refletindo sobre a vida de quem repousa como alimento sobre a mesa. Afinal, o que tem de errado em colocar o paladar acima da empatia?

Celebrar a vida com a morte, financiar a crueldade contra outros animais, há muito tempo se tornou parte da humanidade. Talvez possa parecer estranho, mas é exatamente isso que endossamos o ano todo. Claro, mais ainda em época de “espírito natalino”, um período sempre marcado pelo aumento exponencial de mortes de animais não humanos.

Nesse Natal, celebre a vida com a vida! Tire o peru e todos os outros animais da sua mesa!

Fonte: 269life Nordeste  


NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

1. Leia também:

Feliz Natal? Não para o peru   

Perus não são comida  

Animais não são alimento, nenhum deles. Eles não são comida nem escravos dos humanos. Sentem como todos nós e por isso merecem a vida e a liberdade. A alimentação vegetariana estrita, sem carne de qualquer tipo ou derivados (laticínios, ovos, mel), já está provada como sendo a mais saudável para os humanos. Quem opta pelo veganismo (que engloba não somente a dieta vegetariana estrita, como também o não uso de roupas e acessórios de couro, lã, pele e seda, assim como o boicote a "atrações" que exploram os animais, como zoológicos, circos e aquários, e a empresas que fazem testes em animais) está fazendo um bem pelos animais e para sua própria saúde e vida. E não é difícil nem caro. Quer uma ajuda para começar a parar de comer carne? O primeiro passo é a informação. Aprenda com quem já vive esse estilo de vida: pergunte, pesquise. Use as redes sociais para expandir seu conhecimento sobre vários assuntos, inclusive esse, que é vital para você e um imensurável número de vidas inocentes. Há diversos grupos sobre o tema no Facebook. Listamos abaixo alguns deles:

Troll Ajuda disponibiliza um tópico fixo com uma lista de produtos (não só para alimentação) livres de crueldade animal e oferece sempre diversas dicas para iniciantes e "veteranos";

Veganismo é um dos maiores grupos sobre o tema no Facebook, com quase 50 mil membros sempre compartilhando experiências e tirando dúvidas;

Veganismo Popular desmitifica a ideia de que veganismo é caro. É perfeitamente viável seguir uma alimentação diária sem crueldade animal e sem maltratar o bolso;

Musculação Vegana é voltado para os praticantes de atividades físicas. Nele, você pode ver como é preconceituosa e errada a ideia que algumas pessoas tentam propagar, de que vegetarianos estritos são fracos fisicamente (muito pelo contrário, são mais fortes e saudáveis). O grupo oferece diversas dicas de alimentação e suplementação vegana.

Existem diversos sites e blogues com deliciosas receitas veganas (além dos tradicionais livros de receitas), simples e baratas de fazer. Clique aqui para conhecer uma lista deles!

Já a Revista dos Vegetarianos é uma publicação mensal (impressa e on-line) com excelente conteúdo que vai bem além de receitas, focando a saúde como um todo. 

Mapa Vegano lista diversos estabelecimentos em todo o Brasil, abrangendo produtos e serviços de alimentos e bebidas, higiene e beleza, roupas e acessórios, ONGs e outros. 

Informe-se sempre! Aqui mesmo em nosso blogue, publicamos diariamente matérias sobre veganismo x indústria da carne (e do leite, ovos etc.). Leia também em outras fontes, converse com outros veganos e vegetarianos (mesmo que você não conheça pessoalmente, como nos grupos indicados acima) e veja de que lado é o certo ficar. Mas já saiba desde o começo que abraçar o veganismo é uma mudança e tanto, que fará um imenso bem para você, para os animais e para o planeta

Natureza chora com partida brusca de Haroldo Palo Jr., pioneiro da fotografia de fauna e flora

Um mico-leão-dourado parece conversar com Haroldo Palo Jr. 
em uma reserva da Mata Atlântica (Foto: Coleção Haroldo Palo Jr.)


Por Haroldo Castro* 

A natureza brasileira – que já sofre tanto com o descaso das autoridades e a ganância de empresas – tem outra razão para estar em lágrimas: a perda de um de seus maiores protetores, o fotógrafo Haroldo Palo Jr. Suas imagens do Pantanal, da Amazônia e dos ecossistemas brasileiros encheram os olhos de todos nós desde o final da década de 1970. Inspiravam beleza e, consequentemente, o cuidado de nossa flora e fauna. “Meu objetivo é tocar as pessoas com imagens que mostrem a generosidade do mundo natural”, dizia o fotógrafo.

Conheci meu xará há quase 40 anos, quando ambos publicávamos reportagens na Revista Geográfica Universal, editada por Lincoln Martins de 1974 até 1998. “Sobre o visor de minha mesa luminosa no oitavo andar do prédio da Manchete, no Flamengo, pude admirar e escolher os melhores trabalhos de um sem-número de profissionais da imagem, entre os quais os gênios da arte e da técnica da geração pioneira do gênero fotografia de natureza. Entre os mestres brasileiros, os maiores, sem dúvida, foram Haroldo Palo Jr. e Luiz Claudio Marigo, ambos agora falecidos”, diz o editor. “Os dois deixaram uma obra notável, uma escola que formou fotógrafos que agora desfrutam das vantagens da informática, mas que mostram em seus trabalhos a influência marcante de Palo Jr. e Marigo.”

O infarto repentino sofrido por Palo Jr., em 25 de novembro [2017], deixa um enorme vazio no mundo da fotografia natural. Todo o conhecimento que ele possuía sobre a fauna e a flora brasileira, resultado de quase quatro décadas de grande devoção, desaparecem em um piscar de olhos. “Ele conhecia detalhes impressionantes da vida animal. Suas apresentações eram muito concorridas, pois as pessoas saíam das palestras bem mais ricas, vibrando com a complexidade da natureza”, afirma Isadora Puntel Almeida, esposa de Haroldo Palo Jr. há 17 anos. “Uma de suas missões era ensinar, ele tinha alma de professor.”

Uma foto rara de um filhote de tamanduá-bandeira agarrado nos pelos da mãe, 
começando a aprender a comer formigas com a língua (Foto: Haroldo Palo Jr.)


Isadora acompanhou de perto o trabalho de campo e de escritório do fotógrafo. “O Haroldo era uma pessoa muito simples, sem estrelismos. Ele conseguia transitar nos mais variados meios e podia conversar com um indígena pela manhã, um professor de universidade à tarde e um presidente de uma empresa à noite. Ele se expressava muito bem e todos ficavam encantados com seus relatos de viagem”, diz a esposa.

Antes de se dedicar totalmente à fotografia, Palo Jr. se formou em engenharia eletrônica e computação pela USP de São Carlos, cidade onde morava. Mas uma visita ao Pantanal em 1978 revelou sua verdadeira paixão: a biodiversidade brasileira. O fim de semana se transformou em uma longa viagem de pesquisa fotográfica. Cheguei a ver os resultados de suas primeiras viagens ao Pantanal em 1980 e fiquei impressionado com as fotos de aves e jacarés. As imagens demonstravam seu alto grau de paciência e dedicação, esperando sempre o momento certo para clicar a foto perfeita.

Confiante em sua nova vocação de fotógrafo, quando soube que o oceanógrafo Jacques Cousteau estava no Rio de Janeiro para organizar uma longa expedição à Amazônia, Palo Jr. não titubeou: foi ao hotel em Copacabana com um amigo que falava francês e convenceu o explorador de que ele seria uma boa aquisição para a equipe. A estratégia deu certo e, de 1982 a 1984, Palo Jr. participou das jornadas que renderam importantes resultados científicos e um gigantesco acervo de imagens.

Haroldo Palo Jr. durante viagem na Amazônia (Foto: Haroldo Palo Jr.)


Além de ter consagrado anos a fio aos principais ecossistemas brasileiros, Palo Jr. se dedicou ao continente gelado e, entre 1984 e 1995, participou de mais de 15 expedições à Antártica. Eu ainda morava no Brasil quando meu xará realizou as primeiras viagens e fiquei fascinado pelas fotos de pinguins e paisagens.

A década de 1990 foi especialmente generosa com o pioneiro da fotografia de natureza e suas imagens rodaram o mundo. As principais ONGs ambientais procuravam no arquivo de Palo Jr., composto hoje por mais de 300 mil imagens, fotos que pudessem inspirar a conservação da biodiversidade dos ecossistemas brasileiros. Palo Jr. também participou da produção de diversos documentários e programas de televisão, realizados pela National Geographic, BBC e Discovery.

Um grupo numeroso de pinguins-reis na Antártica (Foto: Haroldo Palo Jr.)


Sempre tentando desenhar novos produtos fotográficos e intuindo que, mais cedo ou mais tarde, seria preciso reinventar sua própria profissão, Haroldo Palo Jr. e sua mulher, Isadora, criaram, em 2006, a Vento Verde Editora, dois anos antes do nascimento de Mario, primeiro filho do casal e terceiro do fotógrafo. Lembro-me de uma conversa que tive com ele após os dois nascimentos – editora e filho –, e ele estava empolgado com a nova etapa de sua vida. “É uma maravilha ter um novo filho já depois dos 50. Estou mais presente e participo muito do cotidiano do Mario e ele do meu”, disse o xará quando nos encontramos em Campinas.

A primeira publicação da Vento Verde, em dezembro de 2010, foi o Guia Completo para Identificação das Aves do Brasil. Palo Jr., apesar de possuir um acervo com milhares de fotos de aves, preferiu que a obra contasse apenas com as ilustrações de Rolf Grantsau, um naturalista alemão que desenhou as 2.907 espécies e subespécies da avifauna brasileira.

Dedicados cada vez mais à Vento Verde, Palo Jr. e Isadora lançaram em seguida a série Vida de, com livros sobre cinco animais icônicos: borboletas, jacarés, pererecas, lobo-guará e cegonha. Outra série de sucesso foi a coleção de melhores fotos de seu próprio arquivo, divididas em cinco livros: Aves, Fauna, Flora, Paisagens e Preto e Branco.

Primeira publicação da Vento Verde Editora, em 2010 (Foto: Reprodução)


A crise brasileira também teve seu impacto, e as viagens de Palo Jr. diminuíram muito nos últimos anos. “Em 2016 e 2017, ele quase não foi a campo fotografar. Preferia ficar em casa trabalhando na edição de vídeos e preparando o guia das borboletas”, afirma Isadora. “Ele dizia que já tinha fotografado todos os animais do Pantanal e não precisava de imagens adicionais. Para ele, o mais importante então era finalizar os produtos impressos.”

Borboletas do Brasil – Butterflies of Brazil, lançado em agosto último, representou a realização de um grande sonho do fotógrafo. A obra possui um total de 2.400 páginas ilustradas com 4.150 fotografias. Os três volumes listam as 4.586 espécies e subespécies que vivem em território brasileiro, 1.727 destas com imagens que facilitam a identificação. Palo Jr. trabalhou com outros 80 fotógrafos para reagrupar todo o material necessário.

Entretanto o desaparecimento inesperado de Haroldo Palo Jr. deixa uma importante sinfonia inacabada, o livro Besouros do Brasil. “Utilizando uma tecnologia chamada stacking – empilhamento de imagens –, nosso objetivo era produzir macrofotografias dos besouros em foco perfeito”, afirma Isadora. Como se fosse uma tomografia, cada besouro era fotografado 100 vezes, o foco variando milimetricamente de lugar. Depois de várias horas de trabalho, o software juntava todas as 100 imagens e o besouro aparecia com foco perfeito em toda sua extensão. “Mais de 800 besouros já haviam sido fotografados. Estávamos todos envolvidos nesse projeto, até mesmo nosso filho, Mario, que aprendeu a processar as imagens no Photoshop”, afirma Isadora.

Duas espécies de besouro fotografadas com a técnica stacking
que deixa todo o inseto em foco (Foto: Haroldo Palo Jr.)


Já depois da morte do pai, Mario, hoje com oito anos, ao rever as últimas fotos processadas dos besouros, surpreendeu sua mãe ao dizer: “Papai não terminou o livro dos besouros. Mas nós precisamos fazer isso por ele”. O livro estava previsto para nascer em abril de 2018, junto com o bebê que Isadora carrega no ventre. Talvez demore um pouco mais, mas Isadora garantiu a Mario que o livro será publicado.

*Fonte: Viajologia - Revista Época  


NOTA DA NATUREZA EM FORMA:

Clique no marcador fotografias aqui do blogue e confira postagens com belíssimos registros da natureza, imagens premiadas em concursos, ensaios fotográficos etc. 

Saiba como é feita a mudança internacional para animais de estimação


Mais do que animais de estimação, cachorros e gatos* são parte da família, e obviamente irão junto na mudança, seja ela para outro bairro, cidade, estado ou país. O processo de mudança internacional é um pouco trabalhoso e requer bastante planejamento e paciência. Mas quem segue a burocracia corretamente não encontra problema algum para entrar no país onde irá viver com seus filhos de quatro patas.

Confira a seguir algumas dicas fundamentais para facilitar o processo de morar no exterior com seus caninos e/ou felinos.

A burocracia para ir viver com seu animal na União Europeia é grande. Em outros países mundo afora, a situação não é muito diferente. Muda apenas um detalhe burocrático ou outro. Para estar com tudo certo, é necessário em torno de quatro ou cinco meses de preparação prévia. O processo de viagem internacional com animal para a Europa inclui:

> Inserção de microchip no animal: precisa ser feito por um veterinário de confiança em conformidade com os padrões internacionais. Depois do procedimento, você terá que anotar o número de identificação e o certificado na carteira de vacinação do animal;

> Vacinação contra a raiva: o carimbo do veterinário que aplicou, o número do lote da vacina e data do procedimento precisam constar no cartão de vacinação do animal;

> Sorologia antirrábica e envio de amostra de sangue do animal para o Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de São Paulo: o CCZ da capital paulista é o único no Brasil que é aceito atualmente [dezembro de 2017] pela União Europeia. O ideal é realizar esses procedimentos veterinários quatro meses antes da sua mudança internacional com o animal;

> Emissão do CZI: é um certificado internacional emitido pelo Ministério da Agricultura que tem validade de apenas 10 dias e a cada viagem internacional com o animal é necessário um novo documento. O agendamento é feito no Vigiagro, que é encontrado em todos os aeroportos do Brasil;

> Atestado de saúde do animal: a dica é pedir ao veterinário no dia anterior que você agendou a ida ao Vigiagro;

> Aviso ao aeroporto de destino sobre a data de entrada do animal no país: no caso da União Europeia, é preciso mandar um e-mail com 48 horas de antecedência para não ter problemas na hora do desembarque.

Informe-se sobre a burocracia específica do país para onde você irá mudar

Cada país tem suas regras próprias para mudança internacional com animais. Por esse motivo, o primeiro passo é se informar sobre a burocracia específica. A maioria dos países europeus, por exemplo, tem as mesmas exigências, mas pode haver diferença de um para outro.

Descubra a melhor forma de transporte internacional para seu animal

Cada companhia aérea tem seu próprio regulamento quanto ao transporte de animais de estimação. Dessa forma, é fundamental que você pesquise bastante antes de comprar suas passagens.

Algumas empresas aéreas se recusam a transportar algumas raças. Dependendo do peso do animal, ele pode viajar com você (se estiver dentro de uma caixa de transporte adequada). Cachorros de grande porte costumam ir no porão da aeronave.

A dica é se informar previamente porque, na hora da compra das passagens aéreas, alguns dados serão solicitados pela companhia aérea, como:

- Raça do animal

- Peso

- Tamanho

- Idade

- Detalhes sobre o animal: se sofre de alguma doença, se é braquicefálico (algumas empresas aéreas não transportam cães que possuam focinho achatado, por causa dos problemas de falta de ar deles etc.)

- Outras informações que podem ser solicitadas

Empresas especializadas em mudança internacional para animais podem ser a melhor opção

O que fazer quando seu animal de estimação não pode embarcar com você no avião? Ou quando você não tem tempo disponível para tanta burocracia? Em casos como esses, a melhor solução é contratar empresas especializadas em mudança internacional para animais.

Credibilidade da organização e o conforto dos seus filhos de quatro patas precisam ser prioridade na hora da escolha. Esse tipo de empresa inclusive facilita bastante a questão burocrática, entre outros cuidados que seu animal precisa para chegar são e salvo ao seu novo lar no exterior.

Fonte: Paranashop

Foto: Reprodução


NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

*1. Conforme diz o texto, cada país tem uma legislação, mas o básico é o descrito acima - o tutor deve se informar com os órgãos competentes sobre os detalhes específicos. O mesmo vale para outros animais, como coelhos, porquinhos-da-índia, ratos etc. - algumas outras exigências podem se aplicar sobre eles dependendo do país, e o tutor deverá se inteirar com antecedência a respeito. 

2. Sim, dá trabalho. Mas no momento de adotar um animal, você já deve estar ciente de que a vida pode apresentar adiante muitos imprevistos, como uma mudança para o exterior. E só adotar se estiver disposto a não abandonar seu animal em hipótese alguma e cuidar muito bem dele até o fim natural de sua vida. Se você tiver um filho humano, vai deixá-lo para trás se for muito burocrático e custoso levá-lo com você para onde quer que seja?

Rinocerontes órfãos são devolvidos à natureza sem chifres para não atraírem caçadores

Os cinco filhotes tiveram seus chifres removidos (o azul se deve ao spray antisséptico) 
para evitar caçadores ilegais (Foto: Rhino Revolution / Divulgação)


Cinco filhotes órfãos de rinocerontes foram recentemente devolvidos à natureza na África do Sul. As mães desses animais foram mortas para o comércio de chifres.

Os filhotes foram resgatados, cuidados e reabilitados pela organização de proteção de rinocerontes Rhino Revolution, com base na África do Sul, durante dois anos.

A organização reabilita animais que sofreram violências para devolvê-los à natureza, de forma que se mantenham independentes e não domesticados. Seus chifres foram retirados para que eles não virem alvo de caçadores.

Veterinária faz carinho em rinoceronte cuidado pela 
organização sul-africana Rhino Revolution (Foto: Neil Aldridge)


O comércio ilegal de chifres de rinocerontes é uma prática comum em vários países da África. O material é traficado para países como China e Vietnã, onde é extremamente valorizado - comparável a ouro. O negócio se baseia na crença, sem base científica, de que o chifre - feito do mesmo material que as unhas dos pés - pode curar tudo, de câncer a pedra nos rins.

Os animais vieram de diferentes reservas na África e tinham diferentes idades ao chegar ao "orfanato" da organização. Os cinco filhotes foram aos poucos apresentados um ao outro e rapidamente formaram um grupo. Agora que todos têm entre dois e três anos de idade, são grandes o bastante para se defender sozinhos na natureza.


Animais formaram um grupo e foram devolvidos à natureza 
em reserva na África do Sul (Foto: Rhino Revolution / Divulgação)


Um grupo de pesquisadores da Universidade de Pretória, na África do Sul, está acompanhando a adaptação deles à natureza. Os animais estão sendo monitorados a distância para avaliar condição física, comportamento e níveis de estresse e saúde.

Uma vez que se adaptarem a esse novo ambiente, eles serão introduzidos a uma região mais ampla da reserva, onde há rinocerontes-brancos, para que possam se integrar aos poucos e se reproduzir quando chegar a hora, para assim manter sua população.

Fonte: BBC Brasil