Escolhido para o Oscar, drama brasileiro ‘O Grande Circo Místico’ gera protestos por usar animais


O Grande Circo Místico é uma produção brasileira realizada com ajuda de Portugal e França, que será o representante brasileiro no Oscar 2019, concorrendo ao prêmio de melhor filme estrangeiro.

O longa conta a história de um circo tradicional, focado nos dramas de bastidores das vidas dos personagens do circo. Captado em Portugal, o filme tem um orçamento estimado em R$ 3 milhões, pagos pelo governo brasileiro por meio de programas de incentivo à cultura.

Apesar de ter sua estreia prevista para novembro, já é possível observar pelos trailers que O Grande Circo Místico explora várias espécies de animais. O drama, produzido pela Globo Filmes e dirigido por Cacá Diegues, tem cavalos em estresse, empinando e correndo, elefantes fazendo truques de circo e até leões pulando através de arcos em chamas.

Infelizmente, as cenas com animais não são computação gráfica. Os animais são reais, alugados pelo Circo Victor Hugo Cardinali, muito conhecido em Portugal.

Desde 2015, quando o longa começou a ser gravado, ativistas portugueses estão lutando para que ele seja boicotado nas salas de cinema, conforme noticiou a imprensa local (leia aqui).

“O uso de animais em circo é um espetáculo degradante, humilhante, que atenta à vida dos animais, que veem suas vidas destruídas, sua dignidade completamente destruída. Estamos completamente contra e sabemos que esse espetáculo vai perecer”, afirmou Andreia Mota, ativista portuguesa que protestou contra o filme brasileiro.



Fonte: Vista-se

Fotos: Divulgação


Leia também: 


Como fazer um lounge de grama para gatos


Já falamos sobre a importância das graminhas do trigo e do milho, porém, hoje é a vez da… grama comum. Sim, grama mesmo, de jardim! Aquela que os gatos amam pisar, deitar, rolar e até comer. Aliás, quem não gosta de pisar na grama, não é?

E o fato de morar em apartamento e serem gatos indoor, que vivem só dentro de casa, não precisa ser impedimento para nossos peludinhos não desfrutarem essa maravilha da natureza. A solução simples e barata é um lounge de grama, ou seja, um tapete verde para eles deitarem e rolarem o quanto quiserem.

Espécies de grama

Antes de começar o lounge propriamente dito, é preciso decidir qual espécie de grama seu gato prefere. E aqui o que manda é realmente a preferência dele, pois todas as gramas são seguras! Só fique atento, no caso de comprar a grama em placa (por metro), para possíveis produtos químicos, fertilizantes e venenos que o produtor possa ter usado.

Se for devidamente livre de agrotóxicos, o máximo que pode acontecer se o gato comer muita grama é ela causar vômito, o que não é necessariamente ruim — isso pode ajudar a eliminar uma bola de pelos que estava incomodando. O gato só não pode vomitar muito ou em grandes quantidades, pois isso pode indicar algum problema de saúde e é bom levá-lo ao veterinário para ver se está tudo bem.

Grama São Carlos: uma das preferidas dos bichanos, a São Carlos tolera bem períodos de sombra ao longo do dia, o que faz com que seja uma ótima opção para apartamentos. As folhas são largas e não têm pelinhos, coisa que alguns gatos não gostam muito. Além disso, oferece uma boa forragem.

Grama esmeralda: outra espécie bastante comum, mas que precisa de sol abundante para ficar saudável. Suas folhas são médias, porém finas. Ela é resistente à seca, ao frio e ao pisoteio — ou a gatos rolando em cima.

Grama Santo Agostinho ou inglesa: tem folhas pequenas, o que nem todos os gatos gostam, mas aceita períodos de sombra e é uma opção muito usada no litoral e regiões bem úmidas.

Grama Batatais: é a grama usada em pastos para ruminantes, por ser muito resistente, porém, suas folhas são duras, o que torna o lounge menos confortável.

Grama Bermudas: usada em campos e quadras esportivas por se regenerar rápido dos danos, contudo, as folhas são estreitas e ela cresce bem rápido.

Grama japonesa ou coreana: usada em jardins ornamentais por sua beleza estética. Suas folhas, apesar de macias, são bem finas, o que pode incomodar gatos que gostam de mordiscá-la e comê-la.

Grama-dos-gatos (Dactylis glomerata): embora não seja bem uma “grama” de jardim, já que pode crescer muito e não é boa para forrar o chão, o próprio nome já diz: os gatos amam. Ela é resistente a variações de temperatura e suas sementes podem ser encontradas em pet shops, agropecuárias e lojas de jardinagem.

Outras “gramas”: o lounge não precisa ser necessariamente de gramas de forragem, apesar de serem a opção mais barata e resistente. Se seu gato preferir, também é possível fazer o lounge com as graminhas do milho ou do trigo. Outra planta que eles gostam e pode complementar o lounge é o capim-cidreira, além, claro, da catnip.

Como fazer

Escolhida a grama, o resto é fácil. Você vai precisar de:

Bandeja ou jardineira (dica: compre uma caixa de areia na pet shop, que é do tamanho e altura ideal)

Substrato (terra)

Grama em metro ou sementes

Água para regar

Um gato para curtir o lounge

Para montar o lounge, é só colocar uma camada de substrato na bandeja e plantar a grama. Regue de acordo com a espécie escolhida, lembrando que, se a bandeja não tiver furos, você precisa tomar cuidado para não encharcar demais. Todas as gramas precisam de sol por pelo menos algumas horas, então é recomendado deixar o lounge perto de uma janela [vale sempre lembrar: janela telada!] ou sacada. Agora é só cuidar da grama com carinho e curtir a diversão do bichano!



Fonte: Gatinho Branco 

Fotos: Momma Told Me / Rebrn


'Ursa mais triste do mundo' chega a santuário em Joanópolis


A "ursa mais triste do mundo", como ficou conhecida durante uma mobilização nacional para sua transferência, chegou na madrugada do último sábado (22/9/2018) ao santuário ecológico Rancho dos Gnomos, em Joanópolis (SP). Marsha deixou o calor de Teresina, no Piauí, para viver no clima ameno da região bragantina, onde foi rebatizada com o nome de Rowena.

O transporte foi realizado em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) e a ursa foi levada dentro de uma cabine climatizada especial. Ela fez a viagem acordada e sem uso de sedativos.

No santuário, Rowena ficará em um recinto provisório de 600 m² com piscina e caverna até a construção de um lar definitivo.

O caso da ursa ganhou repercussão em novembro do ano passado, quando uma petição on-line pedia sua transferência, alegando que a permanência do animal no Piauí seria prejudicial à saúde devido às altas temperaturas. O movimento ganhou adesão de artistas e ativistas da causa animal.

Na época, a Justiça permitiu a transferência, mas uma decisão seguinte suspendeu o processo até ter a certeza de que a ursa suportaria a viagem. Em agosto deste ano, especialistas da Associação Brasileira de Zoológicos confirmaram a possibilidade da mudança do animal.

História

A ursa viveu 25 anos no circo e há sete foi resgatada com mais três ursos, que viveram no zoológico até morrer. Ela foi apreendida em Caxias, no Maranhão, e doada ao parque de Teresina pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

No local, ela comia diariamente 15 quilos de frutas e verduras e três vezes por semana era alimentada com carne. Durante o período em que viveu no circo, a ursa foi acostumada a se alimentar de ração de cachorro. O alimento era usado por veterinários para poder atraí-la de um recinto para outro.

Fonte: G1 

Foto: André Nascimento / G1 

Atriz norte-americana lança grife para veganos


O conceito de fast-fashion, de produção de moda rápida e contínua, tem conseguido com o passar do tempo aumentar a oferta de peças de vestuário a preços mais competitivos. O problema é que, cada vez mais, os recursos renováveis perdem espaço nesse novo perfil de consumo para matérias-primas sintéticas, como o petróleo. 

Mas há uma outra vertente dessa indústria que procura justamente a direção oposta. No lugar de produtos de origem animal, como lã natural, seda e couro, tem ofertado alternativas para atender aos adeptos ao veganismo, feitas a partir de material sintético ou de origem vegetal.

Quem entrou recentemente nesse mercado foi a atriz Rooney Mara, indicada ao Globo de Ouro e ao Oscar, que atuou em filmes como Millennium: Os Homens que não Amavam as Mulheres (The Girl with the Dragon Tattoo, 2011), Ela (Her, 2013) e Carol (2015). Vegana há sete anos, Rooney decidiu se unir a Sara Schloat, sua amiga de infância, e ao figurinista Chrys Wong para o lançamento da marca Hiraeth. A decisão foi tomada depois de ela perceber que não era coerente ser vegana, mas continuar a usar animais no guarda-roupa. Em entrevista recente, a atriz confessou se sentir desconfortável ao ver peças de couro em seu armário*.

Algumas marcas já têm flertado com esse tipo de produção. É o caso da estilista e ativista Stella McCartney, que em abril lançou uma coleção com o apelo de ser livre de qualquer tipo de crueldade animal. Outros estilistas, como Donatella Versace e Tom Ford, anunciaram que vão usar cada vez menos pele animal em suas criações.

Tecnologia ajuda 

Quem também aderiu ao movimento foi a grife Hugo Boss, que há poucos meses apresentou um tênis vegano feito de “couro de abacaxi”, ou Piñatex. A tecnologia deverá ser uma aliada importante nesse aumento de produtos. Stella McCartney já usou uma seda desenvolvida a partir de levedura, obtida com uso da biotecnologia. Também já é possível encontrar várias alternativas para o couro vegano, como o material obtido do fungo, da nat-2, outro produzido à base de casca de maçã, da VEERAH, e o de levedura, da Modern Meadow.

Brasil 

Dados divulgados em maio mostram que o Brasil tem 30 milhões de veganos, ou cerca de 14% da população, segundo pesquisa do Ibope feita sob encomenda da Sociedade Vegetariana Brasileira (SVB). Ao serem perguntados sobre aumentar o consumo de produtos alimentícios veganos, 55% disseram que fariam essa adesão ao novo hábito se houvesse uma indicação mais adequada na embalagem.

Apesar desse contingente, o Brasil tem poucas marcas de moda que escolheram o veganismo como plataforma, como a Insecta, fabricante gaúcha de calçados, a paulista King55 e a carioca Svetlana – as duas últimas dedicadas à produção de roupas**.

Rooney Mara tem falado da dificuldade em encontrar materiais que substituam os obtidos a partir de animais. “Tantas coisas diferentes usadas em nossas vidas têm couro ou lã, mas as pessoas estão desconectadas do que isso significa ou o que foi necessário para colocar aquele item no armário, no carro ou em qualquer outro lugar”, declarou em entrevista à W Magazine.

Ainda segundo a atriz e agora empresária, o universo da moda está atrasado na preocupação em desenvolver alternativas veganas quando se compara ao que vem acontecendo com o setor de alimentos. Mas a própria Rooney conta que quando começou no veganismo, há sete anos, encontrava apenas um tipo de queijo. Hoje, são pelo menos 50 marcas quando vai ao supermercado***.

Bilhões em cosméticos 

Outro segmento de negócio vegano que está avançando é o de cosméticos. Pesquisa divulgada em maio passado pela Grand View Research aponta que em 2025 esses produtos vão movimentar globalmente algo em torno de US$ 29,8 bilhões, apresentando até lá uma taxa média anual de crescimento de 6,3%.

A matéria-prima usada pela Hiraeth vem do Reino Unido, França, Japão e Itália. A marca está instalada em Los Angeles e os itens são vendidos pelo e-commerce próprio e em duas lojas da rede Barneys. Apesar de a marca estar há pouco tempo no mercado, já conseguiu emplacar um de seus modelos no tapete vermelho: a atriz Sadie Sink, da série Stranger Things, usou uma das criações da Hiraeth em março passado.

Fonte: Estado de Minas 

Foto: Angela Weiss / AFP


NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

1. Leia também:



*2. Se Rooney ainda usava roupas de couro ou outro material de origem animal, ela não era vegana, e sim vegetariana. Se agora ela realmente se livrou desses itens e não consome mais nenhum outro produto que envolva crueldade animal, ela é vegana mesmo. Entenda aqui a diferença entre vegetarianismo e veganismo. 

**3. Leia mais aqui

***4. Fazer queijo em casa é mais gostoso e barato! Confira aqui diversas receitas.

Sete sinais de que você não está pronto para adotar um animal


Antes de acolher um novo membro animal em sua família, é necessário ter certeza da sua decisão e estar preparado. A seguir, confira medidas que podem evitar futuros abandonos.

1. Não ter recursos financeiros básicos. Ninguém precisa ser rico, mas, assim como um filho, os animais de estimação demandam gastos - entre eles, consultas veterinárias. Programe o orçamento.

2. Não contar com imprevistos. Quando a adoção se dá durante a fase de filhote, saiba que é quase impossível prever o tamanho e o temperamento do animal no futuro. Além disso, o bichinho pode ficar doente ou não ir com a cara do seu namorado/namorada, por exemplo. Esteja preparado para qualquer cenário.

3. Ter apenas o pedigree do animal em mente. Animal não serve para dar status.

4. Esperar que sua casa fique intacta. É bastante improvável que o novo amigo não estrague uma coisinha sequer do seu lar. Pode arranhar o sofá, comer o pé de uma cadeira, rasgar uma almofada novinha… Faz parte.

5. Não pensar em longo prazo. Os animais vivem por muitos e muitos anos. Cogita ter um bebê em breve? Ou mudar de país? Considere que o animal estará com você no futuro e jogá-lo na rua não é uma opção.

6. Não checar se a casa e a família estão preparadas para essa mudança. Consulte os moradores da sua residência para saber se todos aceitam o bicho. Além disso, a casa precisa ser segura para o animal. No caso dos gatos, deve-se instalar telas nas janelas e em ambientes abertos para evitar fugas para a rua.

7. Não encarar a realidade de que eles demandam trabalho e tempo. Os animais, obviamente, não são brinquedos. Não podem ficar jogados em um canto. Eles transformam sua rotina: precisam de passeios diários (no caso dos cães), atenção, ambientes limpos, carinho…

Não se encaixou em nenhuma das situações acima? Então você está pronto para adotar um animal. Corra para o abraço e tome a decisão que vai encher sua vida de amor.

Fonte: Veja SP 

Foto: Reprodução