Homem deixa de fugir de guerra na Síria para proteger os gatos que ficaram para trás



Milhões de pessoas estão sendo forçadas a deixar suas casas na Síria. Mas Mohammad Alaa Aljaleel insiste em permanecer no país, cumprindo uma "missão" especial: cuidar dos gatos que estão ficando para trás.

Aljaleel, que tem sido chamado de "o cara dos gatos de Aleppo", já resgatou mais de 100 gatos abandonados. Muitos ficaram sozinhos depois que seus tutores fugiram da guerra civil que assola a Síria.

O programa Panorama, da BBC, levou ao ar, na noite de segunda-feira, um especial sobre o conflito e falou com o protetor dos animais. À equipe de reportagem, Mohammad Alaa Aljaleel declarou: "Algumas pessoas simplesmente os deixaram comigo porque sabem que amo gatos".

Antes da guerra, Aljaleel trabalhava como eletricista. Agora, ele dirige ambulâncias em Aleppo, resgatando pessoas e animais necessitados. O sírio declarou que não pensa em deixar o país, porque não pretende abandonar os animais.

"Uma vez que todos deixaram o país, inclusive meus amigos, esses gatos se tornaram meus amigos", afirmou. "Alguém que tem em seu coração misericórdia dos seres humanos tem misericórdia de todos os seres vivos."




Fonte: Extra

Fotos: página do Facebook Cats of Aleppo

Produtores de leite estão abandonando exploração animal para plantar amêndoas



As vendas de laticínios na Califórnia (EUA) têm diminuído tanto que os produtores estão abandonando a exploração de vacas leiteiras e trocando-as pelo leite vegetal. Os consumidores têm consumido cada vez menos leite animal e os números não mentem. Em 2015, as vendas de leite de amêndoas nos EUA subiram 4,2% em uma indústria que lucra US$ 1 bilhão.

Por outro lado, o consumo de leite de vaca no país apresentou um constante declínio nas últimas décadas. Hoje, os norte-americanos consomem 37% menos laticínios do que em 1970 e, em 2015, o consumo de leite animal com baixo teor de gordura caiu em 13%. De acordo com um artigo no Idaho Statesman, “o verdadeiro golpe para a indústria de laticínios é a substituição generalizada de vacas por amendoeiras”.

Essa é uma grande vitória. Durante décadas, a indústria de laticínios conquistou inúmeras pessoas - em grande parte por causa de falsas alegações de que produtos lácteos são a melhor maneira de obter cálcio para “ter ossos fortes”. Os supostos benefícios do leite e do queijo aumentaram o número de consumidores que, agora, estão começando a se conscientizar sobre a terrível realidade dessa indústria, os malefícios que alimentos derivados de animais geram à saúde e seus impactos ambientais.

Com essa mudança no mercado, várias empresas produtoras de leite de amêndoas e outros leites vegetais estão ganhando espaço. Parece que o que está acontecendo na Califórnia (um dos maiores estados produtores de lácteos dos EUA) é uma resposta clara a esses novos hábitos de consumo.

O número de amendoeiras do estado quase dobrou na última década. O fazendeiro Richard Wagner planeja expandir a área de suas amendoeiras em 300 acres no próximo ano.

Em entrevista ao Idaho Statesman, Wagner – que assumiu a fazenda de gado leiteiro de seu pai – explicou: “O mercado vegetal tem sido muito bom e os produtores de laticínios têm que tomar uma decisão”.

Seguindo essa tendência, a Olam Farming Inc., parte do Singapore Olam International, adquiriu recentemente uma área de 1.550 acres usada para produção de laticínios com planos de transformá-la em uma plantação de amendoeiras.

Essa mudança no uso de terras poderá ocorrer em maior escala no futuro próximo. De acordo com o vice-presidente do Rabobank International, Vernon Crowder, “a pressão sobre os produtores de laticínios na Califórnia para venderem suas terras aos produtores de oleaginosas irá continuar durante os próximos cinco anos”.

Além disso, a transformação de explorações leiteiras em amendoeiras pode ajudar a região atingida pela seca a poupar água, informou o One Green Planet. Estima-se que sejam necessários cerca de 30 litros de água para produzir um copo de leite de vaca e 23 litros de água para o leite de amêndoas.

Embora existam argumentos que criticam o uso intensivo de água para cultura de amêndoas, essa é uma escolha melhor em comparação ao leite animal. As amendoeiras também não liberam emissões de metano e não causam grande poluição da água e do ar como a produção leiteira.

A indústria de laticínios ainda está tentando se manter com campanhas realizadas com a participação de celebridades e atletas como a Life Milk, mas quando consideramos a quantidade de produtos livres de crueldade e inovadores disponíveis no mercado, isso parece quase irreversível.




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Mulheres são marcadas com ferro em brasa em protesto em Paris



Duas jovens ativistas de um movimento vegano deixaram-se marcar com um ferro em brasa, como se faz com os animais, em um protesto contra o consumo de carne.

A manifestação vegana, organizada pela 269 Life France, foi realizada em Paris no sábado passado, 24 de setembro de 2016, e levou vários ativistas à Praça da República em uma tentativa de conscientização sobre a crueldade do consumo e comercialização de carne.

A forma como os ativistas chamaram a atenção está causando polêmica, principalmente por causa das mulheres que se deixaram marcar, num braço e numa perna, com um ferro em brasa, para demonstrar a crueldade do ato que é cometido contra os animais.

"Os animais têm esse destino trágico todos os dias antes de serem mortos. Por isso, escolhi essa maneira de lhes homenagear", disse uma das ativistas marcadas com o ferro em brasa.

"Sim, é doloroso, mas penso que não é nada comparado a tudo o que vivem os animais, tudo o que eles sofrem todos os dias: marcação pelo fogo, retirada cruel dos chifres, castração etc.", sublinhou a outra mulher.

Vários manifestantes se estenderam pelo chão, vestidos apenas com roupa de baixo e pintados de vermelho, como se fossem animais mortos em um matadouro. Ao lado, ativistas vestidos de carniceiros vendiam partes do corpo humano como se fossem meros pedaços de carne de vaca.

Esse não foi o primeiro protesto do gênero organizado pela 269 Life France, que se define como uma associação de defesa do "respeito dos interesses fundamentais de todos os animais" e contra "a produção e comercialização das outras espécies".

No site da associação, eles ressaltam que ser vegano é "uma filosofia e um modo de vida", e fazem um apelo para o fim da "domesticação, da produção e da comercialização dos animais não humanos, considerados como objetos e utensílios, torturados em laboratórios de experimentação animal, sacrificados livremente em arenas, pescados, caçados, vendidos, sequestrados, enviados para o matadouro".

Veja o vídeo da ação.




Fonte: ZAP.aeiou


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Gato paraplégico ajuda a cuidar de animais doentes em clínica veterinária



Lyutsik é um gatinho que ajuda a cuidar de animais doentes. Ele vive em uma clínica veterinária na cidade de Perm, na Rússia, desde que era filhote e atua como um espécie de enfermeiro.

O bichano chegou lá depois de cair de uma janela e sofrer um trauma na coluna. A lesão tirou os movimentos das patinhas traseiras de Lyutsik, mas, apesar da paralisia, ele se recuperou bem da queda e foi adotado pela equipe da clínica.

O gatinho ficou tão agradecido por todo o cuidado que recebeu na clínica que agora ele faz questão de ajudar os bichinhos doentes que aparecem por lá.




O “assistente” dos veterinários sempre se aproxima dos animais mais debilitados e fica por perto para dar uma força durante o atendimento. Ele também visita os bichos que estão internados, presos em gaiolas.

Uma das especialidades de Lyutsik é deitar ao lado do paciente e ronronar bem alto. Alguém duvida do poder de cura de um ronronado? Confira abaixo fotos desse gato preto que só dá sorte - como todos os gatos e animais.







Lyutsik também é muito querido pelos funcionários da clínica...



...e muito bem cuidado!



Homem escreve carta para porca que mudou sua vida




“Querida Esther, há quatro anos te conhecemos", escreveu Steve Jenkins, do Happily Ever Esther Farm Sanctuary.

Jenkins relembra o dia em que conheceu Esther, a incrível porca que mudaria sua vida.

Ele soube por um amigo que um "miniporco" precisava de um lar, então convenceu seu parceiro, Derek Walker, a adotar a pequena Esther.

“Eu a trouxe para casa, para a surpresa de seu outro papai, e mesmo que ele não tenha ficado tão feliz por algum tempo, o efeito Esther não tardou a funcionar.”

Jenkins e Walter se encantaram lentamente pela porquinha. “Era só uma questão de tempo até que o seu sorriso roubasse nossos corações”, escreveu Jenkins.

Entretanto Esther ficou cada vez maior. Como muitos porquinhos “mini” que eram vendidos como animais domésticos, ela se mostrou ser, na verdade, uma grande e saudável porca.

Muitas vezes, os miniporcos são deliberadamente desnutridos para que fiquem pequenos. Criadores enganam os compradores, fazendo-os acreditar que estão comprando um porco realmente pequeno, em vez de um porco normal muito jovem que está sendo maltratado*.

Logo, Jenkis e Walter perceberam que Esther havia nascido em uma indústria que a explorava. “Nós vimos que você não era de fato a porquinha que achamos que fosse. Nunca havíamos percebido isso antes”, escreveu Jenkins.

Era para a amada Esther ter passado os primeiros três anos de sua vida fazendo filhotes. Quando ela estivesse cansada demais para procriar, seria morta.

“Você seria o jantar de alguém, de uma pessoa que não conheceria o animal inteligente e sensível que você é. Sinto muito que tenhamos participado disso e que demoramos para perceber o que humanos horríveis fazem com você e com a sua espécie. E sinto mais ainda por não poder reconectá-la com sua família - seus pais e irmãos.”

Mas Jenkins e Walter deram tudo o que podiam, e mais, pela felicidade de Esther. Eles mudaram suas vidas completamente por ela. Quando ela cresceu demais, eles construíram um santuário de animais e até mesmo escreveram um livro sobre o que aprenderam com a miniporca que não era tão mini.

“Esperamos que você saiba o quanto é amada. Você nos fez as pessoas que somos hoje, e seremos eternamente gratos pelo dia em que te conhecemos. Obrigado por ser uma fonte diária de inspiração e sorrisos. Você torna feliz até os dias mais difíceis. Nós te amamos muito, macarrãozinho. Beijos, papai."

Acompanhe as aventuras de Esther no Facebook e Instagram.




*NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

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2. O comércio de animais de estimação é uma verdadeira indústria - que não tem o propósito de matar como ocorre com os animais de fazenda, mas que promove tantos maus-tratos que pode, sim, acabar levando os animais à morte. E mesmo aqueles que acabam não morrendo e são comprados por famílias bem intencionadas passam por grande sofrimento.

É o que acontece com cães e gatos de raça, como você pode se informar lendo as matérias recomendadas acima. Por isso, não financie essa indústria de maus-tratos - nunca compre animais; adote!  Você compra seus amigos humanos? Pois é, o raciocínio é o mesmo, então por que comprar amigos não humanos? Além disso, há vários cães e gatos abandonados nas ruas, ou que já nasceram ao relento; roedores resgatados de testes e indústria da pele; galos resgatados de rinhas; e tantos outros que precisam de uma família humana que lhes cuide. 

Em nosso Centro de Adoção, tem vários deles esperando por um lar! Você pode vir nos conhecer (veja o endereço e telefones aqui), ir em outra ONG de proteção animal ou no Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da sua cidade, conversar com algum protetor de animais ou resgatar você mesmo algum da rua e lhe dar uma nova vida. Você verá que tanto a vida do animal quanto a sua serão transformadas, assim como aconteceu com Esther e Steve Jenkins!

3. Os animais silvestres (papagaio, arara, tucano, jabuti, cobra, lagarto, maritaca, macaco, coruja, canário-da-terra etc.), por sua vez, não são domésticos, e devem viver em seus habitats naturais. Segundo estatísticas fornecidas pela Associação Mata Ciliar, de cada 10 animais traficados, nove morrem e apenas um chega até o "consumidor".

Veja a conversa entre a presidente da AMPARA Animal e o representante da Mata Ciliar: Animal silvestre não é pet