Seu gato sabe como você está se sentindo


Você teve um dia difícil, algo de ruim aconteceu, você assistiu a um daqueles filmes que deixa a gente aos prantos… De repente, o gato muda de comportamento. Ele pode subir no seu colo, ronronar na sua barriga, cheirar seu rosto ou só sentar do seu lado para mostrar que ele está ali para você. Isso quer dizer que… ele sabe como você se sente?

Pois sim, ele sabe, e provavelmente até melhor do que você mesmo! Os gatos são extremamente sensíveis às nossas emoções. Por não dependerem da linguagem verbal como nós, eles aprenderam a interpretar muitos outros sinais, como nossa linguagem corporal, nosso tom de voz, nosso olhar, nosso cheiro e até nossa energia.

Surpreendentemente, da mesma forma como nós estudamos o comportamento da espécie deles, eles estudam o comportamento da nossa. Uma pesquisa da Universidade de Oakland mostrou que os gatos sabem ler nossas expressões faciais e preferem interagir com pessoas que estão sorrindo do que com pessoas que estão franzindo a testa.

Não só por conviverem conosco e gostarem da nossa companhia; eles precisam aprender a ler emoções (e até intenções) de outras espécies por questões de sobrevivência também. Um animal precisa saber interpretar se outro está se aproximando para atacá-lo ou não. O que, para nossos gatinhos domésticos, significa perceber se estamos chegando para dar um petisco ou um remédio (e, realmente, eles sempre sabem!).

Também no âmbito da sobrevivência, eles aprendem a ler nossa reação a algo estranho para saber se aquilo é perigoso ou não. Em outra pesquisa, gatos foram colocados com seus humanos em uma sala com um ventilador com fitas e descobriu-se que 79% dos peludos olhavam para os humanos antes de decidir se aquilo era uma ameaça ou não: se o humano estivesse relaxado, eles ficavam relaxados; se o humano estivesse com medo, eles ficavam com medo.

Porém essa percepção aguçada pode ter um lado ruim. Por sentirem o que nós sentimos e terem conosco uma forte conexão emocional, os gatos podem ser afetados pelos nossos sentimentos ruins. Isso significa que quando você está passando por um período de estresse, seu gato pode acabar ficando estressado também. O mesmo vale para períodos de ansiedade, nervoso, raiva.

Felizmente, eles também captam as coisas boas e, se você conseguir relaxar e ficar bem, seu gato pode relaxar e ficar bem com você. Isso é especialmente verdade quando vocês interagem de forma positiva, seja com brincadeiras, agrado, uma massagem, ouvindo música ou só ficarem juntos assistindo a um filme divertido.

Então da próxima vez que você se sentir mal e o gato deitar no seu colo, lembre que não é por acaso: ele sabe que você está triste — e quer que você saiba que ele está ali com você.

Fonte: Gatinho Branco  

Foto: Michael Broad

Por que o contato com a natureza é importante para as crianças?

     Foto: Reprodução


O Instituto Alana, uma organização responsável por algumas das campanhas mais bem-sucedidas sobre a infância, se inspira nos estudos de Richard Louv, que fala dos efeitos curativos da natureza para crianças - e adultos -, em seu movimento para defender a importância da conexão com a natureza

Leia a entrevista feita pela revista Época com a diretora do Alana e coordenadora da campanha Criança e Natureza, Laís Fleury.

Época – Por que o contato com a natureza é importante para as crianças?

Laís Fleury – Existem pesquisas que comprovam o quanto a natureza é importante para o desenvolvimento físico, intelectual e emocional das crianças. Do ponto de vista físico, a forma como a criança se conecta com o ambiente natural é o corpo. Ao ar livre, ela corre, brinca de forma muita ativa. Se está em movimento, está ficando mais saudável. Há uma propensão menor a ganhar sobrepeso. Para o desenvolvimento intelectual, a natureza proporciona um brincar criativo. A criança se desenvolve mais porque os elementos naturais inspiram a alma imaginativa. Ela cria e recria seus brinquedos com o que encontra na natureza. Se está caminhando numa floresta e acha um toco de árvore, pode subir nele, fazer de conta que é um barco, um avião. O tempo todo a criança está criando significados. E a natureza também instiga intelectualmente pelo fato de ser um ambiente vivo. Tem cheiro, textura, tato. É um aprendizado exploratório. A criança segue uma formiga, vai recebendo informações do que o animal faz, percebe que participa de um mundo muito maior, de uma teia de relações vivas. Isso não acontece num playground cimentado. Numa sala de aula, os professores se queixam da falta de atenção dos alunos. Na natureza, isso não acontece. As crianças brincam com as folhas ou com as pedras. Ou ficam horas observando atentamente a floresta. Se a criança sobe na árvore, a concentração é total. Ela presta atenção no movimento, no equilíbrio, nos animais do tronco, na firmeza do galho. As crianças estão sendo medicalizadas por causa da síndrome do déficit de atenção. Será que o senso exploratório da natureza não resolveria parte desses problemas?

Época – E qual é o ganho emocional do contato com a natureza?

Laís – Nós, adultos, percebemos o poder restaurativo da natureza. Não é diferente com as crianças. Elas recebem essa recarga quando estão no ambiente natural. A natureza acolhe qualquer tipo de humor. Se a pessoa está com raiva, pega um pedaço de pau e bate em troncos ou pedras. Se está aborrecida, a natureza oferece privacidade. Se quer paz, pode viver momentos de contemplação. O contato com a beleza natural mexe com a gente internamente. Entre as crianças, provoca encantamento.

Época – Que tipo de atividades são boas para as crianças praticarem no ambiente natural?

Laís – O que advogamos é mais oportunidade para a criança brincar de forma não estruturada na natureza. Não é ir lá para cumprir uma obrigação ou realizar uma tarefa. Ou para aprender especificamente alguma coisa. Falta esse momento de brincar livremente. Se a criança vai lá para fazer o que quiser, pode aprender mais sobre os medos, as vontades. Vai testar seus limites.

Época – E a horta na escola?

Laís – Pensando na nossa realidade de escolas muitas vezes completamente cimentadas, ter uma horta já é um ganho. Mas a atividade na horta tem o sentido de aprender um determinado conhecimento científico. Pega a criança pelo cognitivo, não tanto pelos lados afetivo e sensorial.

Época – A maior parte da população brasileira vive em cidades. Milhões de pessoas moram longe de qualquer ambiente natural. Como as crianças podem ter acesso à natureza?

Laís – Estamos falando de uma mudança grande, que depende de vários agentes. Depende da escola, da família, do poder público. As cidades em geral não são planejadas. Vão se urbanizando em detrimento das áreas verdes. A gente precisa de políticas públicas que garantam a ampliação e a preservação das áreas verdes existentes. E de garantias de acesso democrático a essas áreas. Muita gente imagina que para se conectar com a natureza é preciso viajar para longe. Mas o contato com a natureza pode começar no quintal de casa. A árvore da calçada pode ser um ambiente completo para brincar. Basta o adulto permitir que a criança tome banho de chuva ou brinque na poça de água na rua.

Época – E os riscos de se perder no mato, cair da árvore, se contaminar com água suja da poça na rua?

Laís – A gente associa natureza a doença e risco. Se brincar na areia, vai sujar. Se subir na árvore, vai cair. Em vez de proibir, podemos ter outra abordagem. Se a criança pede para subir numa árvore ou escalar uma pedra, o adulto responsável pode devolver a pergunta: “Vamos ver se você consegue?”. Ter uma atitude positiva. Ficar do lado ajudando. Faz parte da descoberta da autonomia da criança.

Época – Para essa conexão com a natureza, tanto faz ser uma área selvagem ou um jardim urbano gramado?

Laís – Quanto maior a biodiversidade, melhor. Num mundo ideal, as crianças deveriam ter a experiência de uma floresta de verdade, nativa, com espécies diversas. Na escola, por exemplo, seria ótimo ter um quintal com árvores, algumas frutíferas, mangueira com água para molhar, possibilidade de fazer uma fogueira. Mas a gente tem de trabalhar com o que tem. Primeiro, precisamos garantir que alguma natureza exista. Se não tem como tirar o cimento do pátio da escola e ao menos colocar grama, há alternativas. Em Novo Hamburgo (RS), uma escola fez um acordo com a igreja próxima, que tem um pomar enorme. Aí as crianças saem algumas vezes por semana para brincar no jardim da igreja. Eles começaram um lindo trabalho de desemparedamento das crianças.

Laís num barco na Amazônia (Foto: Arquivo pessoal)


Brincar com a bolinha, segundo a lógica canina



Fonte: Internet

Couro pode ser biofabricado em laboratório sem usar vacas


Uma nova empresa norte-americana chamada Modern Meadow começou a produzir couro com o uso de leveduras (organismos não sencientes pertencentes ao grupo dos fungos).

Uma variedade de leveduras foi modificada para produzir colágeno, a mesma proteína encontrada nas peles de animais e que confere ao couro suas propriedades de resistência e elasticidade. Depois de purificado, comprimido em lâminas e tingido, o colágeno produzido em laboratório se torna, basicamente, couro.

Leia mais aqui, em inglês.

Fonte: Ética Animal 

Foto: Modern Meadow

Colunista do jornal britânico The Guardian diz que o fim da pecuária está próximo


O colunista britânico George Monbiot recentemente escreveu uma reportagem para o jornal The Guardian intitulada "Adeus - e já vai tarde -, pecuária". Ele constatou que, em breve, a pecuária será considerada uma forma obscena de produzir alimentos.

“Enquanto nos chamamos de amantes de animais e esbanjamos bondade com nossos cachorros e gatos, nós infligimos privações brutais a bilhões de animais que são igualmente capazes de sofrer. A hipocrisia é tão grande que as futuras gerações, ao ver isso, se espantarão em como pudemos falhar”, escreveu.

Monbiot explicou que a pecuária já está a caminho de tornar-se obsoleta, manifestando sua opinião sobre muitos eventos recentes, incluindo o acordo da China com Israel de US$ 300 milhões para licenciar as próximas tecnologias da carne produzida em laboratório e o desenvolvimento de alternativas à carne, como a de quorn, que é praticamente indistinguível da carne animal.

“O fim da criação de animais deve ser difícil de engolir, porém, somos uma espécie resistente e adaptável. Passamos por uma série de mudanças surpreendentes: a adoção do sedentarismo, da agricultura, das cidades, da indústria. Agora é o momento de uma nova revolução, quase tão profunda como aquelas grandes mudanças: mudar para uma dieta à base de vegetais”, acrescentou.

A crença de Monbiot é confirmada pelo bilionário Richard Branson, que, em uma entrevista concedida à Bloomberg News em agosto, previu um mundo sem carne em 30 anos.


Foto: VegNews