Casal de arquitetos cria ‘cidade dos gatos’ feita de papelão


Já reparou como os felinos adoram caixas? Para eles, parece que nenhum lugar é mais confortável do que aquela caixinha de papelão que você estava pronto para jogar fora. Foi pensando nisso que um casal de arquitetos decidiu criar casas moduláveis para gatos – e o resultado é puro amor!

Com essa proposta, nascia a empresa A Cat Thing, que mistura conceitos de arquitetura e minimalismo para criar casas de papelão superestilosas para os felinos. Os módulos são vendidos separadamente em quatro estilos diferentes: rampa, sacada, quarto e sala.

Cada espaço é vendido por valores que variam entre 280 e 350 novos dólares taiwaneses (cerca de R$ 30 a R$ 40). Também é possível adquirir um kit completo para começar a montar a casa do seu amigo peludo por 1.380 novos dólares taiwaneses (aproximadamente R$ 150).

Feitas em papelão, as casas são totalmente seguras para os animais e têm baixo impacto ambiental, podendo ser recicladas após o descarte. Além disso, os encaixes entre os módulos foram pensados para simplificar a montagem, não requerem o uso de ferramentas e permitem que as casas sejam montadas e desmontadas de diferentes maneiras, para se adequar melhor ao espaço e à personalidade dos felinos.

Com um pouco de imaginação, é possível criar uma verdadeira cidade para os gatinhos, criando diversos espaços diferentes em um mesmo ambiente. Já imaginou a felicidade dos bichanos no meio de uma dessas?








Fonte: Hypeness 

Fotos: A Cat Thing 


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Henry Spira: “A filosofia dos direitos animais é muito mais ampla do que não prejudicar cães e gatos”


Considerado um dos ativistas mais engajados no movimento pelos direitos animais nos Estados Unidos no século 20, o belga Henry Spira ficou famoso principalmente por suas campanhas bem-sucedidas contra a realização de testes em animais. Mas sua história com a defesa animal começou por acaso, quando ele leu um artigo escrito pelo filósofo australiano Peter Singer, publicado pelo New York Review of Books em 1973.

Spira, que teve uma longa história com o movimento pelos direitos humanos, e durante seis anos editou um pequeno jornal sindical da União Marítima dos Estados Unidos, percebeu que faltava algo em sua luta por justiça. “Eu estava no Mississipi, no extremo sul. Fui ativo na luta antiguerra. Quando li o artigo de Peter Singer, consegui ver o que era, de fato, o holocausto para os animais. Ocorreu-me que isso não estava certo, não era justo e algo precisava ser feito”, relatou na rara entrevista Conversarion with Henry Spira: Draize Test Activist, concedida a Lynne Harriton para o The Humane Society Institute for Science and Policy em 1981.

Em 1973, Spira participou de uma das aulas de Peter Singer e, em 1974, fundou o grupo Animal Rights International, que conquistou repercussão mundial com a realização de uma campanha contra o uso de gatos em pesquisas científicas no American Museum of Natural History. “O livro dele [Peter Singer], Libertação Animal, tirou os direitos dos animais do sentimentalismo – onde as prioridades se baseavam em quão fofo e popular é um animal, e o colocou em uma posição consistente onde o ponto mais importante não era o amor aos animais. O fato é que, como esses animais têm sentimentos, eles devem ter direitos”, declarou.

Para Spira, o movimento pelos direitos animais começou a trilhar um novo caminho quando passou a enxergar a quantidade de animais explorados, assim como a dimensão de seus sofrimentos, independentemente de aparência e popularidade. Na segunda metade da década de 1970, começou a ficar mais evidente a preocupação com a exploração de animais em níveis industriais, para produção de alimentos e produtos, e também de animais em laboratórios. O ativista acreditava que esse deveria ter sido o foco prioritário do movimento muito tempo antes.

Segundo Henry Spira, as pessoas normalmente exploram animais e causam sofrimento a eles não porque sentem prazer nessa atividade, mas porque a sociedade diz que essa prática é aceitável e, claro, tem como reforço a legitimidade legal. “O sofrimento também é invisível para pessoas que comem bifes porque elas não vão até o matadouro escolhê-los. Elas não vão às fazendas industriais onde o animal é impossibilitado de se mover desde que nasce até sua morte. Laboratórios que usam animais não abrem suas portas para visitas diárias. Na verdade, acreditamos que, se as pessoas realmente soubessem o que está acontecendo, as coisas mudariam – haveria uma tremenda fúria e protesto.”

Ele sempre considerou os movimentos pelos direitos humanos e pelos direitos animais bem parecidos em diversos aspectos. “De um lado, você tem pessoas com poder e aparato, e do outro você tem pessoas só com a integridade e suas ideias, e o fato de que estão lutando por justiça – e que têm a possibilidade de atraírem grande simpatia para suas causas”, disse na entrevista a Lynne Harriton.

O ativista belga, que chegou aos Estados Unidos com a família em 1940, via como uma grande contradição o costume de explorarmos outros animais para supostamente garantirmos nossa própria sobrevivência. Um exemplo comum citado por Henry Spira é a realização de testes em animais, que já deveria ter sido banida em todo o mundo. “Acredito que a nossa sobrevivência será garantida quando mostrarmos preocupação com os outros. […] Levando em conta os sentimentos e interesses dos outros, seguindo políticas baseadas no propósito de não prejudicar os outros, estaremos muito melhores do que agora.”

Spira e outros importantes nomes do movimento mundial pelos direitos animais sempre dividiram a mesma opinião em relação à abrangência da defesa animal. “A filosofia por trás do movimento dos direitos animais é muito mais ampla do que não prejudicar cães e gatos. […] Para nós, o consumo de animais não é uma questão de sobrevivência. Podemos ser saudáveis sem comer outros animais. Qual é o objetivo de todos esses séculos de civilização se acharmos que, se uma barata faz algo, por que nós não podemos?”, questionou.

Henry Spira nasceu na Antuérpia, na Bélgica, em 19 de junho de 1927, e faleceu em Nova Iorque em 12 de setembro de 1998. Em 1980, ele promoveu uma grande campanha contra os testes em animais realizados pela Revlon.

Referência: 



Fonte: Vegazeta 

Foto: Reprodução

Professora 'adota' sapo que perdeu movimento das patas após ser mordido por seu cão

Professora Arlete Falco e o sapo Eustáquio  


A professora aposentada Arlete Falco, de 64 anos, “adotou” um sapo que perdeu o movimento das patas traseiras na casa onde ela vive, em Itumbiara, na região sul de Goiás. Arlete conta que o anfíbio já fazia companhia para ela há dias, aparecendo na frente da casa, até que, em 12/10/2018, pareceu não conseguir se mover. Segundo ela, um dos cachorros da casa, o labrador Teddy, mordeu o bichinho e, se sentindo responsável, passou a cuidar dele.

“Esse sapo vinha e depois sumia. Descobri que ele estava saindo do cano da água da chuva do fundo da casa. Como ele chegava lá na frente da casa é que é um mistério. Até que ele sumiu e eu já estava dando como morto. Até que meu filho, que mora em Bauru, veio e viu ele saindo. Vimos que ele estava respirando, mas não estava conseguindo mover as patinhas. Ele colocou o sapo na parte a que o cachorro não tem acesso e estou cuidando dele”, conta Arlete.

Ela afirma que recebeu algumas sugestões de conhecidos para “se livrar” do bichinho e diz que não quis tomar essa atitude. “É um ser vivo. Acabou sendo uma adoção meio forçada, mas não tenho coragem. Ele foi vítima de um animal que é meu. Espero que ele se recupere logo. Sinto-me na obrigação de mantê-lo com um certo conforto para não ficar jogado à deriva até se recuperar”, completa.

Arlete falou e faz: ela organizou como pôde um cantinho especial na casa para manter o sapo bem tranquilo. Sobre um chão forrado com uma trepadeira, o anfíbio tem acesso a insetos que ela mesma coloca. Ele tem ainda proteção contra o sol, improvisada com uma antena antiga. A professora também molha o sapo todos os dias para mantê-lo úmido e combater um pouco o calor.

Ainda sem um nome oficial para o sapo, Arlete conta que deve batizá-lo de Eustáquio, acatando a sugestão da filha, que mora em Brasília. “Espero que ele se recupere e fique bom logo”, deseja a professora.

Sapo Eustáquio, que perdeu o movimento das patas 


O veterinário Diogo Baldrin, do Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), diz que, pelas imagens, o sapo parece ser da espécie rhinella marina, também chamada popularmente de sapo-boi. Segundo o especialista, eles são bem comuns em Goiás e podem ser encontrados em casas e ruas - principalmente no início da época de chuva, quando começam a se reproduzir e se deslocam mais para se alimentar. No entanto, seria necessário um raio-x para saber quais são suas condições reais de saúde.

"Nessa situação, era preciso entender se houve ou não fratura, onde foi essa fratura, mas não tem como dar um diagnóstico visual. Geralmente, a gente precisa de um raio-X para entender o comprometimento total, se ele está comendo e defecando e como estão os órgãos internos. Então não dá para saber se ele vai recuperar os movimentos", conta.

O profissional avalia ainda que Eustáquio está sendo muito bem tratado pelas mãos de Arlete: “O melhor é manter como ela está mantendo. É bem atípica a atitude dessa senhora, mas acho que tem que ser mostrado para as pessoas terem consciência de que animal não é só cachorro, gato, cavalo. A gente tem que ter amor pelo ecossistema”.

Também conforme Baldrin, o sapo não é considerado venenoso e pode ser tocado, evitando só o contato com feridas. Ele afirma que, ao contrário do que muitos mitos pregam, os anfíbios dessa espécie não representam risco.

“Existem vários mitos. Esse líquido urticante, popularmente chamado de leite, até existe, mas não espirra. Pode ter contato com ele, sem ter feridas nas mãos que toquem nas glândulas. Com isso, não tem risco de as pessoas se intoxicarem”, afirma o veterinário.

Fonte: G1 

Fotos: Arquivo pessoal


15 motivos para adotar um cachorro adulto ou idoso


Um cachorro adulto ou idoso nunca é a primeira opção de adoção de uma família. A maioria das pessoas quer levar para casa os filhotes e bebês.

Claro que essa opção é válida, pelo fato de a família poder criar o cão desde cedo, mas, muitas vezes, o cachorro adulto ou idoso passa anos em ONGs, abrigos ou até mesmo na rua, esperando um lar onde receba a única coisa importante: amor.

Muitas pessoas não sabem, mas adotar um cão adulto ou idoso possui diversos benefícios. A começar pelo fato de que eles não demandam tanto trabalho e atenção. Os cachorros mais velhos já têm uma personalidade certa e são ótimas companhias para crianças e pessoas de idade.

Além disso, ao adotar um cão adulto ou idoso, você saberá ao certo o tamanho dele e não correrá o risco de se surpreender no futuro. E o mais importante: Já imaginou que maravilhoso poder dar uma família e um lar para um cachorro no final de sua vida?

Selecionamos 15 motivos que podem convencer qualquer pessoa a adotar um cachorro adulto ou idoso:

1. Cachorros adultos têm menos chance de ganhar um lar: a grande maioria das pessoas está em busca de cães filhotes. Os adultos e idosos acabam ficando de lado, por isso seja diferente e dê uma família para os mais velhos.

2. Eles já passaram pela fase de comer tudo pela casa: cães filhotes costumam dar bastante trabalho quando são bebês. Eles têm muita energia para gastar e acabam comendo tudo o que veem pela frente. Com os cães mais velhos, você não terá esse problema.

3. Cães adultos têm muito amor para dar: os cachorros mais velhos que nunca tiveram um lar estão sempre prontos para dar e receber amor. 

4. Imagine que maravilhoso dar uma família para um cachorro no final de sua vida?

5. Sem surpresas: ao adotar um cão adulto ou idoso, você já saberá ao certo o tamanho dele e não correrá o risco de adotar um cachorro menor que cresça muito.

6. Cães adultos já são emocionalmente maduros: só após os três anos que o cão passa da fase da adolescência e se torna maduro.

7. Cães adultos são ótimos para tutores de primeira viagem: se esse é o seu primeiro cão ou se você não pode dedicar o tempo necessário ao treino, socialização e exercício que um filhote precisa, um cão adulto pode ser uma opção melhor para você.

8. Os adultos e idosos também são ótimas companhias para as crianças: eles não darão trabalho como os filhotes, não irão morder, pular e chorar e podem ser uma ótima companhia para bebês e crianças.

9. Os cães mais velhos já têm a personalidade formada: adotá-los significa saber o que está levando para casa, sem sustos no futuro.

10. Mesmo adulto, você poderá treiná-lo como quiser.

11. Cães mais velhos, especialmente aqueles que foram amados, tentarão agradar seus tutores sendo obedientes e demonstrando suas boas maneiras.

12. Um cachorro mais velho já aprendeu muitas lições de vida, e é mais rápido para entender aquilo que você deseja que ele faça.

13. Um cachorro mais velho é menos exigente que um filhote destreinado e altamente energético.

14. Embora os cães mais velhos ainda apreciem uma boa caminhada diariamente, eles também se contentam em ficar quietos tirando uma soneca ou descansar aos seus pés, por isso se adaptam a muitos tipos de lares e estilos de vida com facilidade.

15. Ótima companhia para pessoas idosas: os cães mais velhos não deixarão o tutor cansado.

Fonte: Jetss 

Foto: Reprodução


NOTA DA NATUREZA EM FORMA:

Conheça aqui o Zen, nosso adorável idoso (cerca de nove anos agora - outubro de 2018) que já aguarda um lar amoroso há dois anos.

E quem disse que comida vegetariana ou vegana é ruim?

Quando nos permitimos experimentar o novo, abrimos as portas 
para um estilo de vida mais sustentável e saudável (Foto: Reprodução)


Por Luciana Kotaka

Senti hoje o desejo de compartilhar com vocês um pouquinho do que venho vivendo nos últimos meses. Acredito ser importante por uma causa maior, que é a sustentabilidade de nosso planeta, nossa casa. Há anos, venho estudando diversas religiões, experenciando algumas situações que me conectam com o meu eu interno, minha essência, e sempre via a questão da retirada da carne como importante, mas esbarrava em diversas crenças que tinha sobre o assunto.

Após diversas tentativas frustradas, em algum momento decidi que não poderia retirar de minhas refeições as proteínas animais, afinal elas completam qualquer prato. São saborosas, sustentam e ainda nos permitem continuar na zona de conforto. Deletamos qualquer informação que revele que a produção de animais para abate está destruindo o planeta. Não queremos lidar com essa situação, sendo melhor ignorar e seguir com a crença de que não é possível ser feliz sem um bom pedaço de carne no prato.

Porém, neste ano, algo novo ocorreu, nem sei muito explicar, talvez não precise mesmo entrar em detalhes pessoais, mas veio bem forte para mim esse desejo por não consumir mais as diversas carnes que temos disponíveis, e assim embarquei nessa nova experiência e me surpreendi.

No começo, é um pouco estranho, parece que queremos comer o dobro com receio de ficar com fome, mas conheci uma pessoa muito especial em um dos cursos que fiz e ela me disse: "Preste atenção, quanto tempo depois de fazer uma refeição você fica com fome?". Aí caiu a ficha, o mesmo tempo! Claro, estava me limitando à crença de que não estava comendo tudo que era necessário, mas, na verdade, estava.

Fui aprendendo aos poucos a comer com muita qualidade. Eu pensava que comia bem até entender que era pouco o que eu fazia, hoje posso realmente dizer que estou me alimentando bem. Quando retiramos as carnes, não podemos pensar que um prato de arroz, feijão e salada irá nos sustentar realmente, mas quando cuidamos para que essa refeição seja equilibrada, aí começamos a entender o que é comida de verdade.

Comemos mais variedade de alimentos e temperos que não faziam parte de nossa rotina diária e que, ao serem incluídos com maior frequência, promovem uma imensa satisfação, além de sentirmos a diferença na saúde. Menos enxaquecas, mal-estar, problemas no estômago e insônia, mais tranquilidade e sensação de leveza até nas decisões. Sentir o verdadeiro gosto dos alimentos, olhar o colorido do prato, as formas, tudo isso alimenta a alma.

Se você sentiu algum interesse, vá a um bom restaurante vegetariano ou vegano e permita-se experimentar, você irá se surpreender com o sabor. Mas não desanime em sua primeira experiência caso não goste - assim como algumas comidas que consumimos não nos apetecem, é preciso conhecer lugares especializados para poder tirar uma conclusão mais fidedigna sobre a questão*.

Fonte: Estadão 


NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

*1. E como não é possível para o bolso comer fora todos os dias, confira aqui uma lista com dezenas de sites e livros de deliciosas receitas veganas.