Google faz alusão ao veganismo em homenagem ao Dia da Terra


Hoje, 22 de abril, é comemorado o Dia da Terra, e o maior site de buscas do mundo, o Google, publicou em sua página um novo doodle, nome dado aos desenhos e animações da empresa em sua página inicial, que normalmente trazem homenagens a datas e pessoas marcantes da nossa história.

O doodle em questão traz dicas para que possamos realmente cuidar do nosso planeta. Os slides começam com uma raposa tendo pesadelos com peixes morrendo nos oceanos e animais polares enfrentando problemas com o derretimento do gelo devido ao aquecimento global, e depois mostra a raposa acordando e tomando atitudes práticas para ajudar a preservar nosso meio ambiente.

Entre os slides apresentados, que mostram atitudes como plantar, praticar carona solidária e andar de bicicleta, está um no qual animais estão fazendo compras numa mercearia e escolhendo os vegetais em vez dos animais, numa clara alusão à necessidade de abolirmos o consumo de animais e seus derivados como atitude importante para preservar o meio ambiente.

De fato, a pecuária é uma das principais atividades responsáveis pelos mais graves problemas ambientais.

A homenagem citada nesta matéria pode ser vista hoje: google.com.brUma outra página do Google mostra slides animados com as dicas explicadas - veja aqui.

Fonte: Mapa Veg

Imagem: Google / Reprodução

22 de abril: Dia da Terra, ou Dia Internacional da Mãe Terra



Fonte: BuzzTimes

Um truque fácil para deixar seu gato mais animado no dia a dia


Parece que seu gato só come e dorme o dia todo? Pois ele provavelmente está… entediado! Comida no pratinho, água fresca, caminha quente - ele simplesmente tem tudo o que deseja, mas nem se anima a brincar com as dezenas de brinquedinhos espalhados pela casa, certo?

A solução mágica para isso é… revezar os brinquedinhos!

Lembra quando você era criança e simplesmente enjoava dos seus brinquedos? Mas então encontrava um brinquedo antigo no fundo do baú e de repente ele virava o seu preferido de novo? O mesmo acontece com os gatos, que também enjoam de seus brinquedinhos.

O revezamento é superfácil de fazer: toda semana, você esconde alguns brinquedinhos em algum lugar a que o gato não tenha acesso (um armário, gaveta…) e deixa o restante pela casa. No começo da semana seguinte, você guarda alguns brinquedos que ficaram pela casa e devolve os que estavam guardados. E vai repetindo isso a cada semana.

O mesmo vale para os brinquedos interativos (aquelas varas de pescar). Esses devem ficar sempre guardados, pois são os brinquedinhos especiais com que vocês brincam sempre juntos. Quando for tirar um deles do armário para brincar, use o mesmo modelo (o de fita, por exemplo) ao longo da semana toda, diariamente, e na semana seguinte você escolhe outro modelo (o de penas).

Dessa forma, o bichano sempre tem uma presa “nova” para caçar e vai sempre se surpreender quando você tirar os brinquedos do armário, ficando mais animado e tendo uma vida com mais qualidade. Isso também ajuda gatos muito agitados a se ocupar e descarregar energia no momento certo, com as atividades certas, e não, por exemplo, no seu calcanhar.


Foto: Rainy City / Flickr

Lamartine: “Matar os animais é uma das mais deploráveis enfermidades da condição humana”


Lamartine: “Talvez eu esteja em dívida com essa dieta por
conseguir preservar requintada sensibilidade e uma doce
tranquilidade de humor e caráter” (Foto: Reprodução)



Pioneiro do Romantismo francês e considerado um dos maiores poetas da França do século 19, o escritor e poeta Alphonse de Lamartine era um defensor do vegetarianismo. Em uma de suas obras, Les Confidences, ele conta como se tornou vegetariano logo nos primeiros anos de sua vida.

“Minha mãe estava convencida, assim como sempre foi a minha convicção, de que matar os animais para nos alimentar de sua carne e sangue é uma das mais deploráveis e vergonhosas enfermidades da condição humana. É uma dessas maldições lançadas sobre o homem pelo embrutecimento de sua própria perversidade”, escreveu na página 59 da obra publicada originalmente em 1849.

Lamartine narra que surpreendeu a todos quando chegou aos 11 anos se alimentando basicamente de pão, vegetais e frutas. Nem por isso ele era menos saudável ou teve sua fase de desenvolvimento comprometida. “Talvez eu esteja em dívida com essa dieta por conseguir preservar requintada sensibilidade e uma doce tranquilidade de humor e caráter”, registrou.

Assim como sua mãe, o poeta francês acreditava que os hábitos alimentares que envolvem exploração de animais endurecem o coração humano e comprometem a capacidade de observá-los como seres gentis. “Eles são nossos companheiros, nossos auxiliares (…). Esses apetites sangrentos, essa visão da carne palpitante, são calculados para brutalizar os instintos do coração, tornando-nos ferozes”, observou.

A nutrição baseada na exploração animal era reconhecida por Alphonse de Lamartine como possivelmente mais suculenta e energética. Por outro lado, ele afirmou que essas supostas qualidades também eram as causas ativas da irritação humana e de seu definhamento físico. “Azedam o sangue e encurtam os dias de vida da humanidade”, declarou em Les Confidences.

Desde muito cedo, com a intenção de fortalecer a opinião do filho em relação à abstinência de carne, sua mãe lhe contava histórias de tribos gentis e piedosas da Índia, que se negavam a se alimentar de seres sencientes. Muitos eram pastores ou camponeses e, segundo Lamartine, trabalhavam mais duro do que qualquer outra pessoa. Também possuíam uma genuína inocência. “Ela não usou argumentos, mas recorreu ao instinto, que em nosso cerne é muito mais poderoso do que a lógica”, explicou.

Um dia, ainda jovem, o poeta ganhou um cordeiro de um camponês de Milly, uma comuna francesa da região da Borgonha. Com um estreito laço de amizade com o animal, ele o ensinou a segui-lo por todos os lados. “Tornou-se o mais carinhoso e fiel dos cães. Amamo-nos com a mesma ternura que toda criança tem pelos animais e vice-versa”, relatou.

No entanto, em uma ocasião, ele ficou chocado quando ouviu um cozinheiro conversando com sua mãe. “Madame, o cordeiro está gordo e o açougueiro veio buscá-lo. Devo entregá-lo a ele?”, questionou. Quando ouviu aquilo, Lamartine começou a gritar, abraçou o animal, perguntou o que era um açougueiro e o que tal pessoa iria fazer com ele.

“Vi um homem com os braços nus e lambuzados de sangue, batendo na cabeça de um touro”
(Arte: Reprodução)


“O cozinheiro disse que era um homem que matava cordeiros, carneiros, novilhos e belas vacas por dinheiro. Eu mal podia acreditar nisso. Supliquei à minha mãe e facilmente a convenci a pouparem o meu amigo”, admitiu. Na realidade, a mãe do poeta não raramente testava suas convicções.

Mais tarde, Alphonse de Lamartine acompanhou sua mãe até a cidade e, no caminho, atravessaram o quintal de um matadouro. Havia um propósito nisso que o jovem só percebeu depois. “Vi um homem com os braços nus e lambuzados de sangue, batendo na cabeça de um touro. Outros cortavam as gargantas de bezerros e ovelhas, separando seus membros ainda palpitantes. O sangue fluía por todo o pavimento. Um intenso sentimento de pena, misturado com horror, se apoderou de mim. Tive que ser levado rapidamente para fora daquele lugar”, revelou.

A experiência fez com que Lamartine nunca mais deixasse de associar aquela cena à imagem de um prato com carne, tantas vezes visto por ele sobre a mesa. “Embora a necessidade de cumprir as regras da sociedade tivesse me feito comer carne [em determinado momento da vida], desde então, tudo que as outras pessoas comem [e que seja de origem animal] me causa repulsa. O que testemunhei me fez sentir completa aversão. Insuflou-me do horror perpetrado pelos açougueiros. Tem sido sempre difícil pra mim não ver no trabalho de um açougueiro a ocupação de um carrasco”, enfatizou em Les Confidences.

A importância de Alphonse de Lamartine

O escritor e poeta Alphonse de Lamartine nasceu em Mâcon, na França, em 21 de outubro de 1790. Criado em uma propriedade rural nas imediações de Milly, estudou os clássicos gregos e romanos, além das obras francesas contemporâneas. Sua educação foi uma educação filosófica que ele qualificava como de “segunda mão”, suavizada por sentimentos maternais. Lamartine, que sofreu grande influência de filósofos como Pitágoras, publicou 19 livros, entre poesia, ficção e história.

De todas as obras publicadas pelo francês, Méditations Poétiques, de 1820, continua sendo a mais famosa. No livro, o poeta aborda as relações entre o misticismo, a natureza e as emoções. Para ele, a natureza é a mais importante manifestação da grandeza divina.

Despertando para uma formação mais pessoal de espiritualidade, o escritor adotou a simplicidade como estilo de vida, tanto na forma de se vestir quanto de se alimentar. Depois do lançamento de Méditations Poétiques, que alçou o nome de Lamartine junto aos grandes da literatura mundial, ele conseguiu uma nomeação para assumir a embaixada francesa na Itália.

Lá, viveu 10 anos, e aproveitou o tempo ocioso para produzir literatura, já que seus deveres diplomáticos não exigiam tanto tempo. Em 1828, de volta à França, tentou garantir uma vaga no parlamento, mas foi derrotado. Então tomou a decisão de viajar para o Oriente Médio, onde começou a se interessar por religiões orientais. Reflexo desse período foi registrado no livro Souvenirs, Impressions, Pensées, et Paysages Pendant un Voyage en Orient, escrito em 1832 e 1833, e no romance em verso La Chute d’un Ange, obra de 1838 que chegou a ser banida da Igreja Católica pelo viés panteísta e racionalista.

Em um excerto, o poeta diz: “O maior dom do homem é a misericórdia. Sendo assim, ele jamais deve matar qualquer animal. Lamartine também se inspirava na idealização do amor, suas crenças e relação com a natureza. Considerado um dos protagonistas da transição da literatura neoclássica para a romântica, marcada pela paixão e pelo lirismo, ele foi também um historiador. Escreveu sobre a história dos girondinos, importante grupo político que participou da Revolução Francesa entre os anos de 1789 e 1799.

Em 1849, Lamartine teve o privilégio de fazer parte do governo provisório da França na Segunda República, após a deposição de Luís Filipe I. De acordo com o pesquisador Lawrence C. Jennings, o escritor e poeta liderou as ações que culminaram na abolição da escravidão e no primeiro modelo dos direitos trabalhistas na França. Ainda assim, acabou derrotado por Napoleão III na eleição presidencial realizada no mesmo ano. Depois de se aposentar da política em 1851, Alphonse de Lamartine continuou escrevendo até o dia 28 de fevereiro de 1869, quando faleceu em Paris.

Referências

- Lamartine, de Alphonse. Les Confidences (1857). Nabu Press (2012)

- Lamartine, de Alphonse. Trois Mois au Pouvoir (1848). Nabu Press (2011)

- Lamartine, de Alphonse. La Chute d’un Ange (1838). CreateSpace Independent Publishing Platform (2015)

- William A. Alcott. Vegetable Diet: As Sanctioned by Medical Men and by Experience in All Ages. Marsh, Capen & Lyon (1838)

- Jennings, Lawrence C. French Anti-Slavery: The Movement for the Abolution of Slavery in France, 1802-1848. Cambridge University Press (2006)

Fonte: David Arioch - Jornalismo Cultural

Da fazenda ao frigorífico






NOTAS DA NATUREZA EM FORMA:

1. Veja também A Carne É Fraca, documentário produzido pelo Instituto Nina Rosa, cujo título inspirou o nome da operação deflagrada recentemente pela Polícia Federal. O filme mostra a realidade nos matadouros brasileiros. Detalhe: matadouros que se orgulham em dizer que praticam o tal "abate humanitário", a máxima falácia da indústria da carne. Veja o doc e imagine como são então os locais que praticam abate não humanitário.

2. Não gostou do que viu? Você pode fazer sua parte, não compactuando mais com essas atrocidades. Animais não são alimento, nenhum deles. Eles não são comida nem escravos dos humanos. Sentem como todos nós e por isso merecem a vida e a liberdade. A alimentação vegetariana estrita, sem carne de qualquer tipo ou derivados (laticínios, ovos, mel), já está provada como sendo a mais saudável para os humanos. Quem opta pelo veganismo (que engloba não somente a dieta vegetariana estrita, como também o não uso de roupas e acessórios de couro, lã, pele e seda, assim como o boicote a "atrações" que exploram os animais, como zoológicos, circos e aquários, e a empresas que fazem testes em animais) está fazendo um bem pelos animais e para sua própria saúde e vida. E não é difícil nem caro. Quer uma ajuda para começar a parar de comer carne? O primeiro passo é a informação. Aprenda com quem já vive esse estilo de vida: pergunte, pesquise. Use as redes sociais para expandir seu conhecimento sobre vários assuntos, inclusive esse, que é vital para você e um imensurável número de vidas inocentes. Há diversos grupos sobre o tema no Facebook. Listamos abaixo alguns deles:

Troll Ajuda disponibiliza um tópico fixo com uma lista de produtos (não só para alimentação) livres de crueldade animal e oferece sempre diversas dicas para iniciantes e "veteranos";

Veganismo é um dos maiores grupos sobre o tema no Facebook, com quase 50 mil membros sempre compartilhando experiências e tirando dúvidas;

Veganismo Popular desmitifica a ideia de que veganismo é caro. É perfeitamente viável seguir uma alimentação diária sem crueldade animal e sem maltratar o bolso;

Musculação Vegana é voltado para os praticantes de atividades físicas. Nele, você pode ver como é preconceituosa e errada a ideia que algumas pessoas tentam propagar, de que vegetarianos estritos são fracos fisicamente (muito pelo contrário, são mais fortes e saudáveis). O grupo oferece diversas dicas de alimentação e suplementação vegana.

Existem ainda sites e blogues com deliciosas receitas veganas, simples e baratas de fazer. Estes são alguns: 




Viewganas (canal do YouTube especializado em versões veganas de receitas tradicionais com carne) 

Já a Revista dos Vegetarianos é uma publicação mensal (impressa e on-line) com excelente conteúdo que vai bem além de receitas, focando a saúde como um todo. 

Mapa Vegano lista diversos estabelecimentos em todo o Brasil, abrangendo produtos e serviços de alimentos e bebidas, higiene e beleza, roupas e acessórios, ONGs e outros. 

E para dar uma força aos iniciantes, o Mercy for Animals Brasil disponibiliza um Guia Vegetariano gratuito em seu site. Nele, você encontra diversas informações que podem norteá-lo no começo de uma nova vida. O Desafio 21 Dias Sem Carne também pode ser uma boa forma de você começar - e descobrir que consegue abolir definitivamente os animais do seu cardápio.

Mas já saiba desde o começo que abraçar o veganismo é uma mudança e tanto, que fará um imenso bem para você, para os animais e para o planeta.