Firme em sua escolha, Xuxa faz tatuagem vegana e mostra para seus 16 milhões de seguidores


Ícone da TV brasileira e querida por milhões de brasileiros, a apresentadora Xuxa fez uma tatuagem em homenagem ao veganismo e publicou em suas redes sociais. Ela se tornou vegana no início do ano junto com seu namorado, o ator Junno Andrade.

Xuxa apresentou a nova tattoo na última sexta-feira (20/4/2018): um 'v' de 'vegana' com o detalhe de uma folhinha. O desenho foi eternizado na lateral direita de sua mão pela tatuadora Sabrina Conde, em Nova Iorque, onde a Rainha dos Baixinhos está passando uns dias com a filha, Sasha.

Em sua conta no Instagram, Xuxa publicou a foto da tatuagem com a hashtag '#govegan'. A expressão 'go vegan' ("seja vegano") é usada por veganos de todo o mundo para incentivar as pessoas que ainda não são veganas a conhecerem essa filosofia de vida.

Somando as contas das três principais redes sociais das quais Xuxa faz parte, ela tem quase 16 milhões de seguidores e a credibilidade de uma vida inteira em frente às câmeras.

Uma voz de peso na defesa de todos os animais.

Fonte: Vista-se 

Por que os gatos abrem a boca quando sentem alguns cheiros?


Quando sentem determinados cheiros, principalmente da urina de outros gatos ou animais, os gatos aproximam o focinho, cheiram, cheiram e… abrem a boca. Para nós, esse é um gesto que não faz sentido algum – nem deveria, pois o que faz os gatos abrirem a boca é algo que não temos como entender completamente: o órgão vomeronasal.

Também conhecido como órgão de Jacobson, o órgão vomeronasal fica no céu da boca e detecta compostos químicos, enviando para o cérebro do gato informações mais precisas sobre o que eles estão cheirando. Ou seja, os gatos têm como que um scanner no céu da boca para analisar odores. E ele é especialmente útil para detectar feromônios, como aqueles presentes na urina.

Quando abrem a boca, portanto, os gatos estão permitindo que o ar com feromônios chegue a esse órgão. Esse gesto é chamado reflexo flehmen, e é exibido por outros animais, como grandes felinos e cavalos. Nós, humanos, temos apenas vestígios do órgão vomeronasal, e na nossa espécie, como dos demais primatas, ele aparentemente não é funcional.

Por esse motivo, é difícil sabermos o que esse órgão realmente faz e o quão importante ele é para o olfato dos felinos. É mais um segredo (quase um superpoder) dos nossos peludos.



Fonte: Gatinho Branco 

Foto: Reprodução

Forbes: 70% da população mundial está deixando a carne e número de veganos nos EUA cresceu 600%


A Forbes, uma das mais conhecidas e respeitadas revistas do mundo, publicou uma matéria sobre o impressionante número de pessoas que estão diminuindo ou abandonando o consumo de carne: 70% de toda a população do mundo (veja aqui, em inglês).

Os dados usados pela Forbes saíram da empresa de dados e estatísticas GlobalData, que trabalha para as maiores companhias do planeta.

São os jovens que estão puxando esses números para algo que era inimaginável até há pouco tempo. Muitos se recusam a comer carnes ou estão diminuindo seu consumo. Nos Estados Unidos, o número de pessoas que se declaram veganas subiu 600% nos últimos três anos, ainda segundo a matéria da revista Forbes.

De acordo com Fiona Dyer, analista da GlobalData, a mudança para uma alimentação baseada em plantas está sendo conduzida principalmente pelos “millennials”, como são chamados os jovens da geração que já nasceu com internet.

Eles estão mais interessados em saber de onde vem a comida, o que ela causa na vida dos animais e quais são seus impactos sobre o meio ambiente. Tudo isso é considerado na hora de decidir o que comprar.

Fonte: Vista-se 

Crianças, animais e natureza: uma combinação saudável e feliz


O visitante


Certa vez, trouxeram aqui na ONG um filhote de pombo muito machucado: ele não tinha penas nem pele na cabeça, sua carne estava toda exposta, ferimento causado provavelmente por humanos.

Curativos na ferida, homeopatia para fortalecer sua saúde e alimentação no bico foram sua rotina diária com nossos veterinários e voluntários, até que ele se recuperasse. Meses depois, Carequinha, como o batizamos, estava pronto para bater asas e voar. 

Os pombos e outros pássaros feridos que chegam a nós são tratados, recuperados e soltos novamente, como deve ser feito com qualquer ave (ou outros animais terrestres não domésticos) levada para cuidados veterinários em outros locais. Aqueles cujos ferimentos impossibilitam o voo são colocados para adoção responsável, como nossos atuais hóspedes Grace Kelly e Tom Tom.

Levamos então Carequinha para a Praça da República, que fica na vizinhança. Ele voltou para a ONG no dia seguinte, e lá ficou. Fomos então um pouco mais longe (3 km), e o soltamos no Parque da Água Branca. Ele voltou no dia seguinte. Tentamos daí o Parque Ibirapuera (a 5 km de nós). Ele voltou no dia seguinte. 

A próxima opção foi o Parque do Carmo, que fica a mais de 25 km de distância. Soltamos Carequinha lá e ele não voltou no dia seguinte. Mas, quase duas semanas depois, cá estava ele. Só que dessa vez Carequinha não veio querendo ficar. Ele veio atrás da comida e foi embora. E fez isso várias vezes nesse dia e nos dias seguintes. Provavelmente ele acabou vindo morar na Praça da República ou outro lugar vizinho.

Até que logo ele apareceu com uma novidade: uma namorada. E Carequinha é até hoje uma visita frequente aqui na ONG - ora sozinho, ora acompanhado. E, dado o casal de pombinhos que se formou e a assiduidade com que Carequinha vem atrás de comida, não é difícil deduzir que a família aumentou (aves alimentam seus filhos enchendo o papo de alimento e água e regurgitando em seus biquinhos).

Cuidados 

Ficamos felizes com a total recuperação de Carequinha, com suas visitas e por ele ter encontrado uma companheira (pombos formam casais monogâmicos e para toda a vida), mas lembramos aqui a importância de fazer um controle populacional dessas aves. 

Uma grande população de pombos juntos aumenta a possibilidade de desenvolvimento e contágio de doenças entre eles - sobre transmissão para humanos, existe muito mais mito do que fato (leia aqui); a toxoplasmose, por exemplo, assim como nos gatos, só é transmitida se o humano comer as fezes do animal ou tocá-las e em seguida levar a mão à boca, ou seja...

Além disso, uma superpopulação de pombos é um risco acrescido de eles sofrerem violências de humanos, muitas vezes cometidas justamente por causa desses preconceitos em relação a doenças - e outras tantas vezes cometidas por maldade mesmo. Carequinha e Tom Tom que o digam!

O controle populacional de pombos segue o mesmo princípio da castração de cães e gatos de rua (e também os que temos em casa): zelar, em primeiro lugar, pela saúde, segurança e integridade física dos animais. No caso dos pombos, uma boa solução é a colocação de pombais em praças e parques, fazendo-se a substituição dos ovos por ovos de plástico (os verdadeiros são usados para alimentação de outros animais ou como adubo). 

Nós, da Natureza em Forma, já nos reunimos com a administração do Parque da Água Branca (onde fizemos a segunda soltura do Carequinha), que estava com uma superpopulação tanto de pombos quanto de galinhas. Hoje, há ninhos no local e os ovos das galinhas são trocados. Sugerimos a eles que coloquem mais ninhos para as galinhas e também pombais.

Mas para fazer um efetivo controle populacional em uma escala maior, o ideal seria que todos os parques e praças das cidades tivessem pombais. Uma ida semanal de um funcionário da prefeitura ou Secretaria do Meio Ambiente para fazer a substituição e limpeza dos pombais já seria suficiente.

Com isso, além do controle populacional ético, as pombas têm um lugar adequado e seguro para colocarem ovos, o que é também uma forma de inserir na sociedade esses animais tão estigmatizados.  Todos os animais merecem respeito e cuidados de nossa parte. Como seres racionais, devemos ajudá-los, e não machucá-los ou fazer qualquer mal. Afinal, todos eles são nossos irmãos terráqueos neste planeta.

E você, Carequinha, será sempre bem-vindo aqui na ONG! 



Fotos: Natureza em Forma / Divulgação