Para conscientizar a população, cadáveres são exibidos em observação ao Dia Internacional dos Direitos Animais

                                     

Animais não são mercadoria. Animais não são produto. Visando levar essa mensagem para a população, a ONG VEDDAS (Vegetarianismo Ético, Defesa dos Direitos Animais e Sociedade) realizou, na sexta e no sábado passados (9 e 10 de dezembro de 2016), um ato para marcar o Dia Internacional dos Direitos Animais (DIDA). 

Sobre o Viaduto do Chá, no centro da capital paulista, ativistas seguraram cadáveres de animais vítimas do paladar, ciência, religião, desmatamento, abandono, rinha e moda, algumas das diversas formas de exploração a que são submetidos diariamente pelos animais humanos. 

Boi, porco, cachorro, gato, raposa, bicho-preguiça, rolinha, chinchila e rato foram alguns dos animais exibidos, cujos cadáveres foram obtidos do descarte da indústria da exploração animal.

O VEDDAS realiza atos pelo Dia Internacional dos Direitos Animais desde 2006. A apresentação de cadáveres para a população ocorre há sete anos, bianualmente - essa foi a 15ª edição.

"No geral, as pessoas estão vendo pela primeira vez a realidade nua e crua. Nós conseguimos penetrar em seus escudos de defesa e mesmo de ignorância, que as impedem de enxergar o óbvio: para consumir produtos animais, é necessário que esses animais sejam mortos, após serem explorados por toda a vida", afirma o presidente do VEDDAS, George Guimarães. (Leia também: A indústria alimentícia não quer que as pessoas pensem em carne como animais.)

Confira algumas fotos e um dos vídeos do ato (material cedido pelo VEDDAS). Mais informações em sua página do Facebook









O DIDA, celebrado em 10 de dezembro, foi criado em 1998 pela ONG inglesa Uncaged. A escolha da data deve-se à ratificação, na Organização das Nações Unidas (ONU), da Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, com o objetivo de incluir todos os animais como "sujeitos morais, de direito, capazes de sentir e sofrer". 

Uma semana antes do ato do VEDDAS, em 3 de dezembro, a ONG Camaleão realizou manifestação semelhante em Taubaté, interior de São Paulo. Ativistas exibiram cadáveres de animais na Praça Epaminondas, região central da cidade. A ação foi realizada pelo quarto ano consecutivo. Confira aqui.

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