Fotógrafo percorre o Brasil atrás de flagrantes da natureza

Fotojornalista tem a natureza como refúgio; bicho-preguiça faz parte do acervo


A vida de fotógrafo começou aos 16 anos de idade, em Mariápolis, cidade no oeste paulista. A princípio, Edu Fortes, hoje com 33 anos, registrava momentos da natureza ao seu redor porque aquilo fazia parte da rotina do jovem que sonhava em viver do fotojornalismo.

Com o passar do tempo e o objetivo profissional alcançado, o que era natural virou um refúgio para se conectar consigo mesmo. No mato, as lentes de Fortes encontram a verdade.

“Fotografar a natureza é como fazer uma viagem interna que me faz estar em paz. E acredito que unir a fotografia e a natureza seja uma forma de preservação”, afirma o fotógrafo.

Com uma bagagem de mais de cinco mil fotos de 250 espécies diferentes, o apaixonado pelos bichos já tem trabalhos publicados em diversos veículos do Brasil e livros especializados no exterior. Rodar o País com o equipamento nas costas é uma constante.

“Em apenas uma dessas minhas viagens, rodei nove mil quilômetros, priorizando estar em contato com a natureza. Já trabalhei em parques como o Jalapão (no Tocantins) e a Serra Geral (região sul)”, lembra Fortes.

Flagrantes de répteis são seus cliques preferidos, mas o trabalho é bem variado e quem o conhece é brindado com belas e surpreendentes imagens. Nas fotos de Fortes, os animais parecem querer “dizer” algo.

Na natureza, o maior desafio para o fotógrafo é carregar todo o equipamento necessário para fazer o clique almejado. “Gosto de fazer fotos durante a noite dentro das matas, e isso é um grande desafio”, afirma.

Para ele, existe muita diferença entre fotografar cenas do cotidiano e de pessoas e clicar o meio ambiente. “Na natureza, tudo se torna tranquilo e objetivo, as regras são claras e abertas”, relata. Além disso, o profissional conta que fotografar animais é o mesmo que eternizar a essência da vida. “Os bichos não mentem, não escondem nada”, diz.

Entre as espécies que Fortes sonha em fotografar está o embaixador das águas brasileiras: o pato-mergulhão. “Por perder algumas oportunidades de fotografá-lo e saber da importância da espécie, fico com o gosto de que preciso registrar antes que ele se vá.”

O fotógrafo profissional garante ainda que o fato de amadores estarem se engajando na fotografia não é algo negativo, e sim um ganho. “Já dei oficinas e palestras para fotógrafos amadores que demonstraram ter capacidade de fotografar tão bem quanto profissionais”, finaliza.

Detalhes da natureza como um girino em uma gota d'água são registrados pelo fotógrafo 


Iguana foi clicada em Porto Nacional (TO); cliques de répteis são os favoritos do fotógrafo 


Cuíca-lanosa, animal difícil de ser observado, foi registrado pelo profissional


Fonte: G1

Fotos: Edu Fortes 

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